Sexta-feira, Novembro 6, 2026
Plantão Policial

HOMEM DE 47 ANOS MORRE APÓS SER BRUTALMENTE ESPANCADO EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS; AGRESSORES TERIAM ATACADO VÍTIMA DUAS VEZES


Um homem de 47 anos morreu após ser violentamente agredido por um grupo de pessoas em São José dos Campos, no Vale do Paraíba. Rodrigo de Oliveira Santiago chegou a permanecer internado em estado grave durante cinco dias, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na quarta-feira (4). O crime aconteceu na madrugada de sábado (31), após a vítima deixar um churrasco familiar no bairro Santa Júlia, na região sudeste da cidade. Segundo informações registradas em boletim de ocorrência, Rodrigo teria sido espancado em dois momentos diferentes, sendo posteriormente encontrado inconsciente no banco traseiro de seu próprio veículo, uma Hyundai Tucson preta.

Na noite de sexta-feira (30), por volta das 22h, Rodrigo participava de um churrasco na residência de sua mãe, no bairro Santa Júlia. Em determinado momento, ele deixou o encontro dirigindo seu automóvel. Inicialmente, familiares imaginaram que ele havia saído por poucos instantes, mas, com o passar das horas, perceberam que não retornaria. Na manhã seguinte, o irmão recebeu a informação de que a Polícia Militar havia encontrado Rodrigo inconsciente, com graves ferimentos, dentro do veículo, nas proximidades do Rancho Raposo.

Conforme o boletim de ocorrência registrado no 6º Distrito Policial, um amigo de Rodrigo relatou que, por volta da 1h de sábado (31), telefonou para convidá-lo a participar de um pagode. Durante a ligação, ouviu gritos ao fundo e tomou conhecimento de que o homem estaria envolvido em uma confusão nas proximidades de uma adega localizada na Rua Rodolfo Castelli. Preocupado, o amigo foi até o endereço, encontrou Rodrigo dentro da Tucson e assumiu a direção do automóvel, levando-o inicialmente até a residência de sua mãe.

Posteriormente, enquanto os dois seguiam em direção ao condomínio onde o amigo morava, ocorreu uma nova situação de violência. Segundo o depoimento, o motorista havia parado para buscar um cartão quando um Chevrolet Corsa preto, aparentemente antigo, aproximou-se em alta velocidade e pela contramão. No veículo estariam dois homens e uma mulher. Os ocupantes teriam retirado Rodrigo da Tucson e iniciado uma sequência de agressões, deixando-o desacordado no chão. Imagens desse momento teriam sido registradas por câmeras de segurança e encaminhadas à Polícia Civil.

Após o ataque, o amigo recolocou Rodrigo no automóvel e seguiu até um posto de combustíveis na Rua Rodolfo Castelli. Entretanto, de acordo com seu relato, os agressores voltaram a aparecer. Dessa vez, aproximadamente cinco homens teriam se aproximado a pé, retirado novamente a vítima do veículo e retomado o espancamento. O amigo afirmou que correu para procurar ajuda e, quando retornou, Rodrigo já havia sido colocado no banco traseiro da Tucson. Os envolvidos teriam deixado o local.

Imagens de câmeras de segurança também registraram a movimentação do automóvel durante a madrugada. Por volta das 3h05, a Tucson teria sido vista sendo conduzida por uma pessoa de baixa estatura. O boletim destaca que o banco do motorista estava ajustado muito próximo ao volante, característica considerada compatível com essa descrição. Entre os pertences desaparecidos estavam a chave do carro, o telefone celular, um anel de ouro, um relógio e outros objetos pessoais de Rodrigo.

Outro elemento mencionado no registro policial envolve um Hyundai HB20 preto. Segundo informações repassadas à família, pessoas supostamente relacionadas aos agressores teriam retornado às proximidades do local onde o veículo foi abandonado, aparentemente armadas, para solicitar gravações de câmeras de segurança de um estabelecimento. Um automóvel semelhante também teria sido observado nas proximidades da residência da mãe de Rodrigo e da rua onde mora outro familiar. Entretanto, o próprio boletim ressalta que não existem elementos suficientes para afirmar que se tratava do mesmo veículo.

Após ser localizado pela Polícia Militar, Rodrigo recebeu os primeiros atendimentos de uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foi encaminhado ao Hospital Municipal da Vila Industrial. Os médicos identificaram sangramento cerebral e graves lesões na região do rosto. Devido à gravidade dos ferimentos, permaneceu internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sem condições de se comunicar. Apesar dos cuidados médicos, morreu na quarta-feira (4).

O corpo de Rodrigo de Oliveira Santiago foi velado e sepultado na quinta-feira (5), às 16h30, no Cemitério Parque das Flores, em São José dos Campos. A ocorrência foi inicialmente registrada no dia 3 de novembro, quando a vítima ainda estava hospitalizada, e atualizada posteriormente para incluir a confirmação da morte. O caso é investigado pela Polícia Civil como homicídio, com autoria ainda desconhecida. Até a divulgação das informações, não havia confirmação de prisões ou identificação dos responsáveis pelos ataques.

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