UMA CORRIDA CONTRA O TEMPO PELA VIDA: CORAÇÃO CAPTADO EM VOLTA REDONDA VIAJA DE HELICÓPTERO E AVIÃO PARA TRANSPLANTE NO PARANÁ
Uma operação aérea envolvendo dois estados e duas aeronaves mobilizou equipes especializadas em uma corrida contra o tempo para transportar um coração destinado a transplante. O órgão foi captado em um hospital de Volta Redonda, no Sul Fluminense, e levado de helicóptero até Resende, onde um avião do Governo do Paraná aguardava para dar continuidade à viagem. A missão aconteceu na quarta-feira (4 de novembro) e exigiu uma ação coordenada entre profissionais da saúde e da aviação. O primeiro trecho foi realizado em apenas 20 minutos, permitindo que o coração seguisse rapidamente para o estado onde seria destinado a um paciente que aguardava o procedimento.
A operação foi conduzida pela Superintendência de Operações Aéreas (SOAer), vinculada à Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, em parceria com a Casa Civil do Paraná. O transporte envolveu equipes responsáveis pela captação, pelo deslocamento aéreo e pela transferência do órgão entre as aeronaves, procedimento que exige planejamento e agilidade devido ao tempo limitado de preservação de um coração fora do organismo.
Segundo as informações divulgadas pela Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, a captação foi concluída às 13h40, em uma unidade hospitalar de Volta Redonda. Imediatamente após o procedimento, o órgão foi preparado para o transporte e entregue à equipe responsável pela primeira etapa da missão. O nome do hospital onde ocorreu a captação não foi divulgado.
O helicóptero Saúde 02 realizou o deslocamento de Volta Redonda até Resende em aproximadamente 20 minutos. A utilização da aeronave permitiu reduzir o tempo de viagem entre as duas cidades e garantir a chegada do órgão ao ponto de transferência. Em Resende, uma segunda aeronave, disponibilizada pela Casa Civil do Paraná, já aguardava para continuar o transporte até o estado de destino.
Após a transferência entre as equipes, o avião decolou de Resende às 14h10. A viagem até o Paraná durou uma hora e 42 minutos, com pouso registrado por volta das 15h52. Considerando os horários divulgados, aproximadamente duas horas e 12 minutos se passaram entre a conclusão da captação em Volta Redonda e a chegada da aeronave ao Paraná.
O transporte de um coração destinado a transplante exige cuidados específicos de preservação e rapidez no deslocamento. Diferentemente de outros órgãos, o coração possui um intervalo limitado de conservação após a captação, tornando fundamental a integração entre equipes médicas, estruturas hospitalares e serviços de transporte. A operação realizada entre Volta Redonda e Resende permitiu que o órgão seguisse viagem sem depender exclusivamente do deslocamento terrestre.
A aeronave Saúde 02 integra a estrutura de transporte aeromédico da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro e é equipada para atender diferentes tipos de missões de emergência. Entre os recursos disponíveis estão ventilador pulmonar, desfibrilador, bombas de infusão, sistema de oxigênio e maca. Embora esses equipamentos sejam utilizados principalmente no transporte de pacientes, o helicóptero também participa de operações destinadas ao deslocamento rápido de órgãos para transplantes.
A missão contou com a atuação de profissionais ligados às operações aeromédicas conhecidas como Asas que Salvam, que realizam atividades de apoio à saúde por meio do transporte aéreo. A integração entre as estruturas dos governos do Rio de Janeiro e do Paraná foi fundamental para organizar a transferência do órgão em Resende e permitir a continuidade da viagem.
O trabalho também demonstra a importância da logística no sistema de transplantes. Quando um órgão é disponibilizado para doação, sua destinação depende de critérios médicos e da compatibilidade com pacientes que aguardam o procedimento. Em determinadas situações, o transporte entre diferentes estados se torna necessário, exigindo que equipes de saúde e órgãos públicos atuem de maneira coordenada para reduzir o intervalo entre a captação e a chegada ao hospital responsável.
Apesar da confirmação de que o coração chegou ao Paraná, as autoridades não divulgaram a cidade onde seria realizado o transplante nem o nome da unidade hospitalar responsável pelo procedimento. Também não foram apresentadas informações sobre a identidade, a idade ou as condições clínicas do receptor.
Os dados sobre o doador também foram preservados. Não foram divulgadas informações sobre sua identidade, idade ou circunstâncias que possibilitaram a doação. Até o momento, também não existe confirmação pública de que o transplante tenha sido efetivamente realizado ou de qual teria sido o resultado da cirurgia.
A operação foi concluída na etapa de transporte com a chegada do coração ao Paraná, após a utilização de um helicóptero e um avião. O deslocamento mobilizou profissionais de dois estados e permitiu que o órgão captado em Volta Redonda chegasse ao destino estadual dentro do planejamento estabelecido pelas equipes responsáveis.

Foto: Divulgação/Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro

