Quarta-feira, Novembro 4, 2026
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ZERO LATROCÍNIOS EM SETEMBRO: VALE DO PARAÍBA REGISTRA QUEDA NOS ROUBOS, MAS AINDA SOMA 211 MORTES VIOLENTAS NO ANO


O Vale do Paraíba e o Litoral Norte encerraram setembro de 2026 sem registrar nenhum caso de latrocínio, crime caracterizado pelo roubo seguido de morte. O resultado representa uma redução em relação ao mesmo mês de 2025, quando duas ocorrências foram contabilizadas. Os números divulgados pelo Governo do Estado de São Paulo também apontam queda nos homicídios dolosos e nos roubos, que atingiram o menor patamar da série histórica para o mês de setembro. Apesar dos indicadores positivos, a região ainda contabilizou 211 vítimas de mortes violentas entre janeiro e setembro, demonstrando que a violência continua presente nos municípios abrangidos pelo levantamento.

Os dados foram divulgados pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) e abrangem os 39 municípios atendidos pelo Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior 1 (Deinter 1), com sede em São José dos Campos. A área inclui cidades do Vale do Paraíba, Vale Histórico e Litoral Norte, entre elas São José dos Campos, Taubaté, Jacareí, Guaratinguetá, Lorena, Cruzeiro, Cachoeira Paulista, Caraguatatuba, Ubatuba e São Sebastião. Os resultados representam o conjunto da região e não significam que todos os municípios apresentaram redução individual dos crimes.

Um dos principais destaques é a queda dos latrocínios. Além de não registrar ocorrências em setembro, a região apresentou redução no acumulado dos primeiros nove meses do ano. Entre janeiro e setembro de 2026, foram contabilizados três casos, contra quatro no mesmo período de 2025, uma diminuição de 25%. Segundo o governo estadual, esse é o menor número registrado para o intervalo desde 2001, início da série histórica utilizada na comparação.

Os roubos também apresentaram redução expressiva. Em setembro de 2025, foram registradas 191 ocorrências nos municípios atendidos pelo Deinter 1. No mesmo mês de 2026, o total caiu para 148, uma diminuição de 22,5%, equivalente a 43 registros a menos. De acordo com a SSP-SP, o resultado representa o menor número de roubos para um mês de setembro desde o início da série histórica.

A tendência de redução também aparece no acumulado do ano. Entre janeiro e setembro de 2025, a região havia contabilizado 2.018 roubos. No mesmo período de 2026, foram 1.647 registros, uma queda de 18,4%. Apesar da diminuição, os números mostram que mais de 1.600 ocorrências dessa natureza ainda foram registradas nos primeiros nove meses do ano.

Em relação aos homicídios dolosos, quando existe intenção de matar, o levantamento aponta uma redução de 22 para 20 ocorrências em setembro, na comparação entre 2025 e 2026. A queda corresponde a 9,1%. O indicador acompanha o recuo observado nos roubos e latrocínios, embora os dados sobre mortes violentas no acumulado do ano apresentem um cenário mais amplo.

Um levantamento regional divulgado em outubro apontou que o Vale do Paraíba e o Litoral Norte registraram 211 vítimas de mortes violentas entre janeiro e setembro de 2026, contra 213 no mesmo período do ano anterior. A diferença representa uma redução de duas vítimas. É importante observar que os levantamentos podem utilizar critérios distintos, incluindo o número de ocorrências ou de vítimas, razão pela qual os totais não devem ser confundidos.

Enquanto determinados crimes apresentaram queda, a atuação das forças policiais resultou em aumento nas apreensões de armas e entorpecentes. Em setembro, foram apreendidas 97 armas ilegais, contra 77 no mesmo mês de 2025, crescimento de 25,9%. No combate ao tráfico de drogas, as apreensões chegaram a aproximadamente 264,1 quilos de entorpecentes, incluindo maconha, cocaína e crack. No mesmo período do ano anterior, haviam sido recolhidos cerca de 220 quilos, o que representa um aumento próximo de 20%.

O número de prisões também cresceu no acumulado do ano. Segundo outro levantamento baseado em dados da SSP-SP, entre janeiro e setembro de 2026 foram registradas 8.540 prisões na região, contra 7.831 no mesmo intervalo de 2025. O aumento foi de aproximadamente 9%, com destaque para 3.499 prisões de pessoas procuradas pela Justiça. Já no balanço operacional específico de setembro, foram contabilizadas 1.093 pessoas presas ou apreendidas, 30 a mais que no mesmo mês do ano anterior.

O Governo de São Paulo atribui parte dos resultados ao reforço da integração entre as forças de segurança e ao acompanhamento dos indicadores criminais. Segundo a administração estadual, a Polícia Civil ampliou a atuação conjunta entre suas unidades e intensificou o monitoramento de investigações relacionadas a homicídios, crimes patrimoniais e organizações criminosas. As ações também envolvem a Polícia Militar e guardas municipais.

Entre os recursos utilizados pelas forças de segurança estão sistemas de câmeras de monitoramento, drones, ferramentas de análise de dados extraídos de equipamentos eletrônicos e o programa Muralha Paulista, voltado ao compartilhamento e à utilização de informações para auxiliar o trabalho policial. O governo afirma que essas tecnologias contribuem para identificar padrões criminais, localizar suspeitos e direcionar operações em áreas consideradas prioritárias.

A delegada Renata Lourenço, do Deinter 1, destacou a importância do acompanhamento das investigações e da resposta das forças policiais às famílias e à sociedade. Segundo o governo estadual, o monitoramento dos índices permite reorganizar estratégias e direcionar recursos conforme as características das ocorrências registradas nos municípios.

Os dados divulgados mostram uma redução nos principais indicadores de roubos e latrocínios, mas também evidenciam a permanência de ocorrências graves na região. O levantamento de 211 vítimas de mortes violentas nos primeiros nove meses do ano revela que, apesar dos resultados de setembro, os crimes contra a vida continuam exigindo investigação e acompanhamento das autoridades.

Os indicadores fazem parte das estatísticas oficiais da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, referentes aos municípios atendidos pelo Deinter 1, e consideram os registros realizados até setembro de 2026.

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