DOIS DEDOS DECEPADOS, CABEÇA RASPADA E UMA ACUSAÇÃO: POLÍCIA INVESTIGA ATAQUE BRUTAL CONTRA MULHER EM VOLTA REDONDA
Uma mulher foi vítima de um ataque de extrema violência em Volta Redonda, no Sul Fluminense, após ser acusada por criminosos de manter contato com integrantes de uma facção rival. Segundo informações divulgadas sobre o caso, ela teria sido levada à força em uma van, interrogada, agredida e submetida à amputação de dois dedos da mão direita com um facão. Os agressores também teriam raspado sua cabeça, destruído seu telefone celular e rasgado documentos pessoais. O episódio aconteceu na sexta-feira (30 de outubro), mas ganhou repercussão na terça-feira (3 de novembro). A vítima precisou passar por cirurgia no Hospital São João Batista, e o caso está sendo investigado pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam).
Conforme os relatos, a mulher teria sido abordada na rua por criminosos que a acusavam de manter ligações com integrantes de uma organização rival. A suspeita estaria relacionada ao fato de a vítima possuir um estabelecimento comercial em uma área considerada território de outro grupo criminoso. Durante a abordagem, ela teria sido obrigada a entrar em uma van, onde passou a ser interrogada sobre possíveis contatos com pessoas ligadas à facção adversária. Não há comprovação de que a mulher tenha qualquer envolvimento com organizações criminosas.
Os agressores teriam acessado o telefone celular da vítima para procurar mensagens, conversas ou contatos que sustentassem a acusação. Segundo as informações divulgadas, nenhum elemento que comprovasse a suspeita teria sido encontrado. Mesmo assim, os criminosos teriam destruído o aparelho, rasgado documentos pessoais e iniciado uma sequência de agressões contra a mulher.
O ataque chegou ao extremo quando os envolvidos utilizaram um facão para decepar dois dedos da mão direita da vítima. Ela também teve os cabelos raspados durante a violência. Vídeos que circulam nas redes sociais supostamente registram parte das agressões, incluindo a mutilação. Entretanto, a autenticidade das gravações, sua origem e a identificação das pessoas que aparecem nas imagens ainda dependem de confirmação pelas autoridades policiais.
Após a agressão, a mulher teria sido abandonada em uma rua nas proximidades do Hospital do Retiro, onde recebeu os primeiros atendimentos. Posteriormente, foi transferida de ambulância para o Hospital São João Batista, unidade em que passou por um procedimento cirúrgico. Até as informações disponíveis, não havia boletim médico atualizado sobre seu estado de saúde, a extensão dos demais ferimentos ou as condições de recuperação após a cirurgia.
A ocorrência ganhou repercussão em meio à sequência de confrontos armados registrados em Volta Redonda desde 25 de outubro, principalmente no Complexo da Vila Brasília. A região tem sido alvo de operações policiais após disputas territoriais atribuídas ao Comando Vermelho (CV) e ao Terceiro Comando Puro (TCP). Informações sobre o ataque à mulher também mencionam a região do Jardim Cidade do Aço, mas o local exato da abordagem e a eventual participação de integrantes dessas organizações ainda não foram esclarecidos.
Apesar do contexto de violência entre facções, não existe confirmação oficial de que a agressão tenha ligação direta com os confrontos registrados nos últimos dias. A acusação de que a vítima mantinha contato com criminosos rivais faz parte dos relatos sobre a possível motivação do ataque e não representa comprovação de qualquer envolvimento dela com atividades ilegais.
A investigação está sob responsabilidade da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher de Volta Redonda. Os policiais deverão esclarecer como a mulher foi abordada, identificar os participantes da agressão e apurar as circunstâncias que levaram à mutilação. As gravações divulgadas nas redes sociais poderão contribuir para a investigação caso sua autenticidade e relação com a ocorrência sejam verificadas.
Até o momento, não foram divulgadas a identidade ou a idade da vítima, o número de pessoas envolvidas no ataque ou informações sobre suspeitos presos. A Polícia Civil também não apresentou conclusão sobre a motivação do crime. A mulher recebeu atendimento hospitalar e passou por cirurgia, mas seu estado de saúde atualizado permanece sem confirmação pública.

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