15 DIAS DE ANGÚSTIA TERMINAM EM TRAGÉDIA: IDOSA COM ALZHEIMER DESAPARECE APÓS SAIR DE BANCO E É ENCONTRADA MORTA EM RIACHO EM POÇOS DE CALDAS
Depois de 15 dias de buscas, mobilização de familiares, voluntários e equipes de segurança, terminou de forma trágica o desaparecimento de Ana Maria de Freitas Henriqueta, de 67 anos, em Poços de Caldas, no Sul de Minas Gerais. A aposentada, diagnosticada com Alzheimer, estava desaparecida desde 19 de outubro, quando saiu sozinha de uma agência bancária no Centro da cidade. Seu corpo foi encontrado na terça-feira (3 de novembro), em um riacho localizado em uma área de mata na Zona Leste do município. A descoberta encerrou as buscas que mobilizaram moradores e familiares, mas deixou sem resposta as circunstâncias que levaram à morte da idosa.
O corpo foi localizado por um morador que havia ido até a região para realizar a manutenção de tubulações utilizadas na captação de água. Durante o trabalho, ele encontrou o cadáver em um pequeno riacho e acionou as autoridades. A área fica entre os bairros Jardim Santa Rosália e Parque Primavera, nas proximidades da região conhecida como Sítio do Lobato. Equipes da Polícia Militar, Polícia Civil, perícia técnica e Corpo de Bombeiros foram mobilizadas para atender à ocorrência.
Devido às dificuldades de acesso ao local, os bombeiros precisaram utilizar equipamentos específicos para realizar a retirada do corpo após a conclusão dos primeiros levantamentos periciais. Próximo ao cadáver foram encontradas peças de vestuário semelhantes às utilizadas por Ana Maria no dia em que desapareceu. As roupas foram reconhecidas por familiares por meio de fotografias, contribuindo para a identificação da aposentada.
O desaparecimento começou na segunda-feira (19 de outubro), quando Ana Maria acompanhou o marido e o enteado até uma agência do Banco Itaú, localizada na esquina das ruas Assis Figueiredo e Prefeito Chagas, na região central de Poços de Caldas. Segundo a família, enquanto o marido era atendido e o enteado o acompanhava, a idosa deixou o estabelecimento e começou a caminhar sozinha pelas ruas da cidade. Quando os familiares perceberam sua ausência, iniciaram uma mobilização para tentar descobrir seu paradeiro.
Imagens de câmeras de segurança registraram Ana Maria caminhando por diferentes pontos da região central. A última gravação conhecida mostrava a aposentada na Rua Senador Godói, seguindo em direção à Zona Leste. Outros registros indicaram sua passagem pela região do bairro São Benedito, mas a falta de continuidade das imagens dificultou a reconstrução completa do trajeto. A partir daquele momento, familiares passaram a divulgar fotografias e informações na tentativa de encontrar alguém que tivesse visto a idosa.
O diagnóstico de Alzheimer aumentou a preocupação da família e das equipes envolvidas nas buscas. Durante mais de duas semanas, diferentes iniciativas foram organizadas para localizar Ana Maria. A Guarda Civil Municipal mobilizou equipes do canil, incluindo a cadela farejadora Sky, utilizada para tentar identificar rastros da aposentada. A Prefeitura também cadastrou suas informações em um sistema de videomonitoramento com reconhecimento facial, buscando ampliar as possibilidades de localização.
A mobilização ganhou o apoio de voluntários, entre eles motociclistas ligados à Igreja Quadrangular, que organizaram buscas com concentração na região da Urca. Os participantes se dividiram para percorrer bairros, estradas e áreas rurais, enquanto outros distribuíram cartazes e conversaram com moradores em busca de informações. A filha da aposentada, Valdineia Cristina de Freitas Paina, também participou dos esforços para encontrar a mãe.
Apesar das buscas realizadas ao longo dos dias, Ana Maria não foi localizada com vida. A descoberta do corpo ocorreu somente quando o morador chegou à área de mata para realizar a manutenção dos canos de água. A Polícia Civil informou que, em uma avaliação inicial, não foram identificados sinais aparentes de violência. Entretanto, essa constatação não permite determinar a causa da morte ou descartar outras circunstâncias antes da conclusão dos exames.
O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML), responsável pelos procedimentos necessários para esclarecer a causa da morte. A investigação ficará sob responsabilidade da Polícia Civil de Poços de Caldas, que aguarda os laudos periciais para determinar, entre outros pontos, como a idosa chegou ao riacho e em que circunstâncias morreu.
Até as informações disponíveis, não havia confirmação sobre a data exata da morte, a possibilidade de queda ou qualquer outra causa específica. Também não foram divulgados detalhes sobre velório e sepultamento. O reconhecimento das roupas e a identificação do corpo encerraram a procura por Ana Maria, enquanto os resultados da perícia permanecem aguardados pela família e pelas autoridades.


