Segunda-feira, Outubro 26, 2026
Plantão Policial

CRIMINOSOS INVADEM CASA, AMEAÇAM MATAR MULHER E RETIRAM QUATRO FILHOS DO QUARTO ANTES DE ASSASSINAR GABRIEL EM POTIM


Uma família foi surpreendida por dois criminosos encapuzados que invadiram uma residência durante a madrugada de sábado (24), na região central de Potim, no Vale do Paraíba, e assassinaram Gabriel Lopes de Oliveira, de 28 anos, a tiros dentro de um dos quartos. Antes de cometerem o crime, os invasores ameaçaram matar a companheira da vítima e ordenaram que ela retirasse os quatro filhos do casal do cômodo. Após a saída da mulher e das crianças, os homens efetuaram os disparos contra Gabriel, que morreu no local. O assassinato aconteceu na Rua Manoel Francisco de Castro, e a Polícia Civil investiga a identidade dos responsáveis e a motivação do ataque.

Segundo as informações registradas no boletim de ocorrência, o crime aconteceu por volta das 5h14, quando Gabriel estava em casa com a companheira e os filhos. Dois homens com os rostos cobertos entraram no imóvel e foram até o quarto onde a família se encontrava. A mulher relatou aos policiais que os invasores deram uma ordem para que ela e as crianças deixassem o ambiente, ameaçando matá-la caso não obedecesse. Diante da ameaça, a companheira saiu do quarto acompanhada dos quatro filhos, enquanto Gabriel permaneceu no interior do cômodo.

Depois que a família deixou o quarto, os criminosos dispararam contra Gabriel. O homem foi encontrado morto no interior da residência, apresentando ferimentos provocados aparentemente por arma de fogo. Conforme o registro policial, a companheira descreveu os autores como dois indivíduos encapuzados, que utilizavam coberturas no rosto semelhantes a toucas do tipo ninja. A testemunha não conseguiu informar se os responsáveis chegaram ao endereço utilizando algum veículo ou qual caminho seguiram depois do assassinato.

A ocorrência mobilizou inicialmente equipes da Polícia Militar, que compareceram ao imóvel e realizaram a preservação do local para os trabalhos periciais. A Polícia Civil chegou à residência por volta das 7h50, dando continuidade aos procedimentos de investigação. Aproximadamente dez minutos depois, os peritos iniciaram os levantamentos no quarto onde Gabriel havia sido encontrado sem vida. Os trabalhos no imóvel foram concluídos por volta das 8h40, conforme as informações divulgadas sobre o atendimento.

Durante a perícia, foram identificados cinco ferimentos que aparentavam ter sido provocados por disparos de arma de fogo. Os profissionais também localizaram e recolheram três projéteis no interior da residência. Os materiais encontrados integram os elementos reunidos para esclarecer a dinâmica do homicídio. O registro dos cinco ferimentos, entretanto, não permite determinar isoladamente a quantidade exata de disparos efetuados pelos criminosos. A autoridade policial também determinou a realização de exame necroscópico.

Um dos elementos que poderá contribuir para a identificação dos autores são as imagens de uma câmera de segurança instalada nas proximidades da residência. Durante as diligências, investigadores conseguiram acesso às gravações, que serão analisadas para verificar se existem registros relacionados à movimentação na região durante a madrugada. Até as informações divulgadas, não havia confirmação de que as imagens mostrassem os criminosos ou permitissem identificar o caminho utilizado por eles antes ou depois do ataque.

A forma como os invasores agiram é um dos principais pontos investigados pela Polícia Civil. Segundo o relato da companheira, os dois homens entraram na residência, dirigiram-se ao quarto onde a família estava reunida e determinaram a saída da mulher e das quatro crianças antes de atirar contra Gabriel. Apesar dessas informações, a motivação do assassinato permanece desconhecida. O boletim de ocorrência não apresenta elementos que permitam afirmar se a vítima havia recebido ameaças anteriores ou se conhecia os responsáveis pelos disparos.

A Rua Manoel Francisco de Castro, onde Gabriel foi assassinado, também foi cenário de outros crimes envolvendo armas de fogo em março de 2024. Naquele período, Maria Aparecida Martins, conhecida por administrar o Bar da Cida Melo, foi morta a tiros em frente ao estabelecimento. Dias depois, outro jovem, de 19 anos, também foi assassinado em frente a uma barbearia na mesma via. As ocorrências aconteceram há mais de dois anos e não existem informações que estabeleçam qualquer ligação entre esses episódios e o homicídio registrado no sábado (24).

A morte de Gabriel deixou sua companheira e os quatro filhos diante da perda do pai da família, assassinado dentro da residência onde estavam. O relato da mulher constitui um dos principais elementos conhecidos sobre a ação dos criminosos, especialmente em relação às ameaças e à retirada das crianças do quarto. Não foram divulgadas informações sobre as idades dos filhos, nem detalhes sobre velório ou sepultamento.

O caso foi registrado como homicídio consumado de autoria desconhecida. Até a emissão do boletim de ocorrência, às 11h29 de sábado (24), nenhum suspeito havia sido identificado ou preso. Nas informações consultadas até segunda-feira (26), também não havia confirmação de novas prisões ou esclarecimento sobre a motivação do crime. A investigação está sob responsabilidade da Polícia Civil, que dispõe dos levantamentos periciais, dos depoimentos e das imagens obtidas nas proximidades do imóvel.

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