Sexta-feira, Outubro 23, 2026
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PF MIRA HOMEM DE 67 ANOS EM OPERAÇÃO CONTRA ABUSO SEXUAL INFANTOJUVENIL; COMPUTADOR E HDS SÃO APREENDIDOS EM MINAS GERAIS


Um homem de 67 anos tornou-se alvo de uma investigação da Polícia Federal por suspeita de armazenar material contendo cenas de abuso sexual de crianças e adolescentes em plataformas digitais. A operação, realizada na manhã de sexta-feira (23), em Pouso Alegre, no Sul de Minas Gerais, resultou na apreensão de um computador portátil e dois discos rígidos, conhecidos como HDs, que serão submetidos à perícia. Batizada de Guardião Arcanjo IV, a ação foi conduzida por agentes federais da unidade de Varginha, que cumpriram um mandado de busca e apreensão em um imóvel localizado na região central do município. Apesar das suspeitas investigadas, não houve prisão em flagrante, e o material recolhido será analisado para verificar a possível existência de arquivos ilícitos e identificar eventuais envolvidos no compartilhamento desse conteúdo.

A operação foi desencadeada a partir de uma investigação sobre a possível utilização de plataformas digitais para armazenar e compartilhar arquivos relacionados à exploração sexual infantojuvenil. Conforme as informações divulgadas pela Polícia Federal, os levantamentos realizados apontaram indícios que justificaram o pedido de autorização judicial para busca e apreensão de equipamentos eletrônicos vinculados ao investigado. Com a expedição do mandado, os policiais se dirigiram ao endereço indicado e realizaram os procedimentos necessários para recolher dispositivos que poderão contribuir para o esclarecimento dos fatos.

Durante as buscas, os agentes localizaram dois HDs e um computador portátil, materiais que foram apreendidos e encaminhados para análise técnica. Os equipamentos poderão conter informações relevantes sobre a utilização de plataformas digitais, o armazenamento de arquivos e eventuais contatos mantidos pelo investigado. A Polícia Federal pretende verificar se existem imagens ou vídeos de abuso sexual infantojuvenil nos dispositivos, além de buscar elementos que permitam esclarecer a origem e a possível circulação desses materiais. Até o momento, não foram divulgados resultados periciais que confirmem a presença de arquivos criminosos nos aparelhos recolhidos.

O homem investigado tem 67 anos e, segundo as informações divulgadas sobre a ocorrência, foi localizado em um endereço na região central de Pouso Alegre. Sua identidade não foi revelada pelas autoridades. Apesar do cumprimento do mandado judicial e da apreensão dos equipamentos, os policiais não realizaram prisão em flagrante. A ausência de prisão não significa o encerramento do procedimento, uma vez que a investigação poderá avançar conforme os resultados das análises técnicas e a identificação de outros elementos relacionados às suspeitas.

A Polícia Federal também busca esclarecer se o caso envolve apenas o possível armazenamento de conteúdo ilícito ou se existem indícios de compartilhamento com outras pessoas por meio de plataformas digitais. A investigação poderá examinar registros eletrônicos e informações eventualmente recuperadas dos dispositivos apreendidos, respeitando os limites da autorização judicial. Até esta sexta-feira (23), não havia confirmação pública de que o homem integrasse alguma rede criminosa organizada, tampouco informações sobre a quantidade de arquivos que poderiam estar relacionados à investigação.

A operação em Pouso Alegre aconteceu em uma semana marcada por outras ações da Polícia Federal contra crimes envolvendo material de abuso sexual infantojuvenil em Minas Gerais. Na quinta-feira (22), uma investigação realizada em Janaúba, no Norte do estado, terminou com a prisão em flagrante de um suspeito que, segundo a corporação, mantinha aproximadamente 560 arquivos com cenas de violência sexual contra crianças e adolescentes em contas utilizadas na internet. A ação também envolveu o cumprimento de mandado judicial e a coleta de elementos para aprofundar as investigações sobre o armazenamento e a circulação desse tipo de material.

Outra operação foi realizada na terça-feira (20), em Montes Claros, também no Norte de Minas Gerais. Na ocasião, policiais federais cumpriram um mandado relacionado a uma investigação iniciada em 2023, após informações sobre um grupo em aplicativo de mensagens supostamente utilizado para compartilhar e comercializar arquivos contendo cenas de abuso sexual infantojuvenil. Durante os trabalhos, foram apreendidos aparelhos celulares para análise pericial. As autoridades investigam a possível atuação de pessoas que utilizavam ferramentas digitais para dificultar sua identificação. Não existem informações divulgadas que estabeleçam ligação entre as ocorrências de Montes Claros, Janaúba e Pouso Alegre.

A legislação brasileira prevê responsabilização criminal para diferentes condutas relacionadas à produção, comercialização, divulgação, aquisição e armazenamento de material contendo cenas de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes. O Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece punições específicas para esses crimes, incluindo situações em que os arquivos são mantidos em equipamentos eletrônicos ou compartilhados pela internet. A caracterização das condutas e a eventual responsabilização dos investigados dependem das provas reunidas e da análise das autoridades competentes.

Além das operações policiais, a Polícia Federal reforçou a importância da prevenção e da proteção de crianças e adolescentes nos ambientes digitais. A orientação é que pais e responsáveis acompanhem as atividades dos menores na internet, mantenham diálogo sobre segurança digital e fiquem atentos a contatos suspeitos, tentativas de aliciamento, ameaças e solicitações indevidas de imagens. Situações que indiquem possível exploração sexual infantojuvenil devem ser comunicadas às autoridades. Denúncias também podem ser encaminhadas pelo Disque Direitos Humanos, no número 100.

No caso de Pouso Alegre, a continuidade da investigação dependerá, entre outros elementos, dos resultados da perícia realizada no computador e nos dois HDs apreendidos. Os exames deverão auxiliar a Polícia Federal a esclarecer as suspeitas relacionadas ao homem de 67 anos e verificar a possível existência de outras pessoas envolvidas. Até a divulgação das informações sobre a Operação Guardião Arcanjo IV, não havia confirmação de prisão, indiciamento concluído ou apresentação de denúncia criminal contra o investigado.

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