Sexta-feira, Outubro 23, 2026
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AVÓ INTERVÉM E IMPEDE POSSÍVEL SEQUESTRO DE MENINO DE 6 ANOS EM ESCOLA NO VALE DO PARAÍBA


Uma mulher está sendo investigada pela Polícia Civil após uma abordagem suspeita a um menino de apenas 6 anos dentro de uma escola municipal de Jacareí, no Vale do Paraíba. O episódio aconteceu na sexta-feira (16), na Escola Municipal Professor Sílvio Silveira Mello Filho, localizada no bairro Jardim Santa Maria, e levantou suspeitas de uma possível tentativa de sequestro e cárcere privado. Segundo informações registradas pela família, a mulher teria oferecido chocolates à criança, solicitado seu número de telefone e afirmado que voltaria para buscá-la na sala de aula quando estivesse sozinha. A situação foi interrompida com a chegada da avó paterna do estudante, que retirou o neto da unidade escolar. O caso foi comunicado à Polícia Civil na quarta-feira (21), dando início à apuração das circunstâncias da abordagem.

De acordo com o boletim de ocorrência, a investigada, identificada como Thabata, não fazia parte do quadro permanente de funcionários da Prefeitura de Jacareí, embora tivesse participado de atividades eventuais ou voluntárias relacionadas a eventos da instituição de ensino. Durante a aproximação, a mulher teria demonstrado interesse em estabelecer contato com o menino, oferecendo chocolates e fazendo perguntas. Conforme os relatos divulgados sobre o caso, ela também teria orientado a criança a manter segredo sobre a conversa, além de mencionar a possibilidade de buscá-la posteriormente. O comportamento levantou suspeitas, principalmente porque a mulher não era conhecida pelos familiares e não possuía autorização para retirar o estudante da escola.

A situação ganhou novos contornos quando a avó paterna chegou à unidade para buscar o neto. Segundo as informações apresentadas pela família, a presença da avó interrompeu a aproximação da suspeita, impedindo que a interação continuasse. A mulher teria se oferecido para levar a criança para casa quando fosse necessário, apesar de não possuir qualquer vínculo conhecido com seus responsáveis. O episódio foi presenciado por uma professora, que tomou conhecimento da situação. A Prefeitura de Jacareí confirmou que a abordagem ocorreu dentro da instituição, mas ressaltou que nenhum estudante poderia ser entregue a uma pessoa que não tivesse autorização formal da família.

Após o ocorrido, a mulher teria deixado um número de telefone com uma professora, afirmando que o próprio pai do menino havia solicitado que o contato fosse repassado. Entretanto, ao tomar conhecimento da informação, o responsável negou ter feito qualquer pedido nesse sentido. Ao verificar o número fornecido por meio de um aplicativo de mensagens, o pai encontrou uma fotografia de perfil na qual a investigada aparecia utilizando uma vestimenta semelhante a um uniforme de escola de cadetes, com referência ao 29º Batalhão da Polícia Militar de Jacareí. Apesar da imagem, não existe confirmação de que a mulher tenha vínculo profissional com a corporação, e essa circunstância também não comprova qualquer participação institucional no episódio.

A direção da escola iniciou a verificação interna após tomar conhecimento da abordagem. Na segunda-feira (19), foram analisadas imagens do circuito de monitoramento da unidade, que confirmaram a aproximação da mulher em relação ao estudante. As gravações passaram a integrar as informações levantadas sobre o episódio, embora não tenha sido divulgado se os equipamentos registraram o conteúdo das conversas atribuídas à investigada. A situação também foi comunicada à Secretaria Municipal de Educação, que acompanhou os relatos apresentados pela família e as providências adotadas pela direção escolar. A identidade completa da suspeita e as condições exatas em que ela tinha acesso à unidade não foram esclarecidas publicamente.

Na quarta-feira (21), o pai compareceu à Polícia Civil para formalizar a denúncia. A ocorrência foi inicialmente registrada na Delegacia de Defesa da Mulher de Jacareí, envolvendo suspeitas relacionadas aos crimes de sequestro e cárcere privado, previstos no artigo 148 do Código Penal. O procedimento deverá ser encaminhado à unidade policial competente para continuidade das investigações. Entre os elementos que poderão ser examinados estão as imagens das câmeras de segurança, os relatos da criança e de seus familiares, o depoimento da professora que presenciou a situação e as circunstâncias em que a investigada frequentava a escola. Até o momento, não há confirmação de que a mulher tenha sido presa ou formalmente indiciada.

Procurada para esclarecer o episódio, a Prefeitura de Jacareí informou que a mulher não pertence ao quadro de servidores ou funcionários municipais e confirmou que ela se apresentou na escola na tarde da sexta-feira (16). Conforme a versão oficial da Secretaria de Educação, a investigada abordou a avó do estudante e se ofereceu para levar o menino à residência da família quando necessário. A administração municipal destacou que a suspeita era desconhecida dos responsáveis e que a abordagem foi presenciada pela professora da criança. Diante do comportamento considerado suspeito, os familiares decidiram registrar a ocorrência policial.

A Secretaria Municipal de Educação também ressaltou que todas as escolas da rede adotam procedimentos obrigatórios para controlar a saída dos estudantes. De acordo com a Prefeitura, as crianças somente podem ser entregues a responsáveis previamente autorizados por escrito pela família junto à secretaria escolar. O município afirmou que nenhum aluno deixou a unidade acompanhado da investigada e que, mesmo diante de eventual tentativa, a retirada não seria permitida sem o cumprimento das exigências estabelecidas. A administração acrescentou que permanece à disposição dos familiares e da Polícia Civil para colaborar com o esclarecimento dos fatos.

O caso permanece sob investigação, e a Polícia Civil deverá apurar se a abordagem representou efetivamente uma tentativa de sequestro ou se houve outra circunstância relacionada à conduta da mulher. A denúncia apresentada pelo pai, as declarações das testemunhas e as imagens de monitoramento deverão contribuir para esclarecer a intenção da investigada e sua atuação dentro da unidade escolar. Até esta sexta-feira (23), não havia confirmação pública de prisão, indiciamento ou apresentação de denúncia criminal contra a suspeita. A criança permaneceu sob os cuidados da família, sem registro de que tenha sido retirada da escola pela mulher investigada.

Imagem Band TV

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