PEDREIRO SOFRE DESCARGA ELÉTRICA, CAI DE SOBRADO E TEM TRÊS PARADAS CARDÍACAS; POLICIAL INICIA REANIMAÇÃO EM MINAS GERAIS
Um grave acidente de trabalho mobilizou equipes de emergência e deixou um pedreiro em estado preocupante na tarde de quarta-feira (21), no município de Nova Resende, no Sul de Minas Gerais. O trabalhador, identificado inicialmente como Roger, realizava um serviço de pintura na fachada de uma residência de dois andares quando teria entrado em contato com a rede elétrica e sofrido uma forte descarga, seguida de uma queda do alto da construção. O acidente aconteceu por volta das 14h50, na Rua Delfim Moreira, região central da cidade, e provocou uma mobilização de policiais militares, profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e pessoas que estavam nas proximidades. Durante o atendimento, o homem sofreu três paradas cardiorrespiratórias, exigindo sucessivas manobras de reanimação. Após receber os primeiros cuidados, foi encaminhado ao Hospital Santa Rita e posteriormente transferido para a Santa Casa de Passos, diante da gravidade de seu quadro. Informações divulgadas pela imprensa local apontam que o transporte entre os hospitais teria sido realizado por um helicóptero de resgate.
De acordo com relatos de testemunhas, o pedreiro estava trabalhando na parte externa de um sobrado quando ocorreu o acidente. Enquanto executava o serviço de pintura, ele teria encostado em um fio da rede elétrica que passava nas proximidades do imóvel. Pessoas que estavam na região relataram ter ouvido um forte estalo, seguido pela queda do trabalhador. A sequência chamou a atenção de moradores, pedestres e profissionais que atuavam em construções vizinhas, levando algumas dessas pessoas a se aproximarem imediatamente para verificar o que havia acontecido. Embora os relatos indiquem contato com a rede elétrica, ainda não foram divulgadas informações técnicas capazes de esclarecer de que maneira ocorreu a descarga, qual era a tensão da instalação atingida ou se houve algum outro fator que contribuiu para a queda. A altura exata de onde Roger caiu também não foi oficialmente informada.
Imagens registradas por câmeras de segurança mostram a movimentação de pessoas logo após o acidente. Trabalhadores que estavam em obras próximas interromperam suas atividades e se deslocaram até o ponto onde o pedreiro havia caído, enquanto outras pessoas que passavam pela Rua Delfim Moreira também se aproximaram para tentar ajudar. A presença de testemunhas permitiu que a situação fosse rapidamente percebida, dando início à mobilização para o atendimento da vítima. Os registros divulgados mostram a movimentação posterior à queda, mas não esclarecem, por si só, todos os detalhes do contato com a rede elétrica. O trabalhador permaneceu no local até a chegada das equipes responsáveis pelo socorro, que precisaram lidar com as consequências da possível descarga elétrica e dos ferimentos provocados pelo impacto contra o solo.
Segundo informações repassadas pela Polícia Militar, Roger foi encontrado desacordado, mas ainda apresentava movimentos respiratórios. Durante o atendimento inicial, entretanto, seu quadro se agravou e ele sofreu uma parada cardiorrespiratória. Diante da situação, um policial militar iniciou imediatamente os procedimentos de reanimação cardiopulmonar, realizando manobras para tentar restabelecer a circulação sanguínea e preservar as funções vitais do trabalhador. Após os primeiros procedimentos, a vítima chegou a apresentar sinais de recuperação, mas sofreu outras duas paradas cardiorrespiratórias, exigindo a continuidade das tentativas de reanimação. A sucessão de episódios tornou o atendimento especialmente delicado e exigiu uma atuação contínua dos profissionais envolvidos na ocorrência.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foi acionado e enviou uma equipe ao local para dar continuidade ao socorro. Os profissionais assumiram os procedimentos de atendimento e acompanharam as tentativas de estabilização do trabalhador, que havia sofrido uma descarga elétrica e uma queda de altura. Além das complicações cardiorrespiratórias, informações divulgadas pelo jornal Correio Sudoeste apontam que Roger teria apresentado fraturas expostas e diversos ferimentos nas pernas, nas mãos e na região da cabeça. Esses detalhes, entretanto, foram relatados pela imprensa local e ainda não haviam sido acompanhados por um boletim médico oficial que confirmasse a extensão das lesões. A combinação entre choque elétrico, queda e paradas cardiorrespiratórias tornou necessária uma avaliação hospitalar especializada.
Após os procedimentos realizados na Rua Delfim Moreira, o pedreiro foi encaminhado ao Hospital Santa Rita, em Nova Resende, onde recebeu atendimento médico. Diante da gravidade de seu quadro, foi necessária a transferência para a Santa Casa de Misericórdia de Passos, unidade hospitalar de referência para atendimentos de maior complexidade na região. Segundo informações divulgadas pelo Correio Sudoeste, o deslocamento teria sido realizado pelo helicóptero Arcanjo, utilizado em operações de resgate e transporte aeromédico. A participação da aeronave foi noticiada pela imprensa local, mas não havia confirmação independente em comunicado oficial do Corpo de Bombeiros. A transferência para Passos foi confirmada nas informações disponibilizadas sobre o caso, embora não tenham sido divulgados detalhes sobre os procedimentos médicos realizados durante o transporte ou após a chegada do paciente à unidade hospitalar.
O acidente também envolve circunstâncias relacionadas à segurança de atividades executadas em altura e nas proximidades de redes de energia elétrica. Serviços de pintura em fachadas, especialmente em imóveis de dois ou mais pavimentos, podem exigir a utilização de escadas, andaimes ou outras estruturas de acesso, além de medidas de proteção contra quedas e contatos com instalações energizadas. No Brasil, a Norma Regulamentadora nº 35 estabelece requisitos para atividades consideradas trabalho em altura, enquanto a Norma Regulamentadora nº 10 trata de medidas de segurança relacionadas a instalações e serviços em eletricidade, conforme a natureza e as condições da atividade. Entretanto, não foram divulgadas informações que permitam confirmar quais equipamentos Roger utilizava no momento do acidente, se havia dispositivos de proteção coletiva ou individual, ou quais eram as condições de segurança existentes na obra. Também não há confirmação de que tenha ocorrido descumprimento das normas aplicáveis.
Outro ponto que ainda precisa ser esclarecido é a situação da rede elétrica existente nas proximidades do sobrado. As informações iniciais indicam que o trabalhador teria sofrido a descarga após entrar em contato com um fio, mas não foram divulgados detalhes sobre a posição dos cabos em relação à fachada, a distância entre a área de trabalho e a instalação elétrica ou a existência de alguma intervenção anterior na rede. Também não foi informado se a concessionária responsável pelo fornecimento de energia foi acionada para realizar uma avaliação técnica no local. A confirmação desses elementos poderá ajudar a esclarecer a dinâmica do acidente e as circunstâncias em que ocorreu o possível contato com a eletricidade. Até o momento, as informações divulgadas se concentram principalmente no atendimento emergencial, nas paradas cardiorrespiratórias sofridas pela vítima e na necessidade de transferência hospitalar.
A identidade completa do trabalhador também não havia sido divulgada nas primeiras informações sobre a ocorrência. O homem foi identificado pela imprensa local apenas como Roger, sem confirmação de sobrenome, idade ou município de residência. A Santa Casa de Passos, para onde ele foi transferido, não divulgou detalhes sobre seu estado clínico na atualização consultada. Dessa forma, não havia confirmação oficial sobre a evolução do quadro após a internação, os tratamentos realizados ou a possibilidade de recuperação das lesões. Também não foram divulgadas informações sobre eventual investigação das condições em que o serviço de pintura era realizado. O que se sabe é que o trabalhador sofreu uma descarga elétrica seguida de uma queda de um imóvel de dois andares, precisou ser reanimado após três paradas cardiorrespiratórias e foi transferido para atendimento hospitalar especializado em Passos.

Foto: TV Resende Web

