Quinta-feira, Outubro 22, 2026
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ADEUS, KET! AOS 34 ANOS, KETHINY PARTE APÓS CIRURGIA EM GUARATINGUETÁ, DEIXA AMIGOS EM LÁGRIMAS E FAMÍLIA EM BUSCA DE RESPOSTAS


Uma conversa no salão de beleza, um novo encontro combinado para os próximos dias, planos que ainda seriam realizados e uma despedida que ninguém imaginava estar tão próxima. A morte de Kethiny Evinlyn Alves Caetano, de apenas 34 anos, conhecida carinhosamente como Ket, provocou uma onda de tristeza e comoção em Guaratinguetá, no Vale do Paraíba. A jovem morreu na madrugada de quinta-feira (22), após apresentar complicações relacionadas ao período de uma cirurgia ortognática realizada na Santa Casa de Misericórdia do município. A notícia surpreendeu familiares e amigos, que passaram a compartilhar lembranças, mensagens de carinho e homenagens nas redes sociais. Entre os relatos mais emocionantes está o de uma amiga que havia encontrado Kethiny cerca de 15 dias antes e já tinha marcado um novo compromisso com ela. O reencontro, que deveria acontecer nos próximos dias, não será mais possível. Enquanto pessoas próximas tentam lidar com a ausência repentina de Ket, a família procura compreender o que aconteceu durante o atendimento hospitalar. A Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte, inicialmente registrada como suspeita e posteriormente reclassificada como homicídio culposo, sem que haja, até o momento, comprovação de responsabilidade criminal.

Kethiny foi internada na Santa Casa de Misericórdia de Guaratinguetá na terça-feira (20) para ser submetida a uma cirurgia ortognática, procedimento realizado para corrigir alterações na posição dos ossos da face e na relação entre os maxilares. Conforme as informações registradas no boletim de ocorrência, a intervenção estava prevista para acontecer por volta das 13h. Entretanto, durante o atendimento, a paciente apresentou uma intercorrência que alterou o curso da internação. Segundo o relato prestado pela irmã à Polícia Civil, os familiares foram informados de que Kethiny teria sofrido falta de oxigenação cerebral, mas não receberam uma explicação conclusiva sobre o que provocou o problema. Diante do agravamento do quadro, a jovem foi encaminhada à Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde permaneceu inconsciente, entubada e sob cuidados médicos intensivos. A situação transformou o período que deveria ser de recuperação da cirurgia em momentos de apreensão para a família, que aguardava informações sobre as condições clínicas da paciente e tentava compreender a gravidade das complicações apresentadas.

Durante a internação, familiares buscaram esclarecimentos sobre o que havia acontecido com Kethiny. De acordo com as informações apresentadas à Polícia Civil, uma reunião chegou a ser realizada com representantes da instituição hospitalar e profissionais envolvidos no atendimento, incluindo integrantes das equipes de anestesia e enfermagem e o cirurgião responsável pelo procedimento. O encontro teve como objetivo discutir as circunstâncias da intercorrência, mas, segundo o relato da irmã, a família não recebeu uma resposta definitiva sobre sua origem. A documentação relacionada ao encaminhamento do corpo mencionou choque refratário de causa ainda não esclarecida, lesão cerebral decorrente de falta de oxigênio e o período pós-operatório da cirurgia ortognática. Essas informações indicam condições clínicas graves identificadas durante a evolução do quadro, mas não permitem estabelecer, isoladamente, qual foi o fator responsável pelo início das complicações ou se houve alguma falha na assistência prestada.

Na madrugada de quinta-feira (22), veio a notícia que familiares e amigos não desejavam receber. Kethiny não resistiu e morreu aos 34 anos. A confirmação de sua morte deu início a uma sequência de manifestações de tristeza nas redes sociais, onde pessoas que conviveram com ela passaram a dividir recordações e expressar a dificuldade de compreender uma partida tão precoce. Carinhosamente chamada de Ket Caetano, ela foi lembrada em mensagens que destacaram os vínculos de amizade, os momentos compartilhados e os planos interrompidos pela morte. A repercussão também revelou o quanto a notícia surpreendeu pessoas que haviam mantido contato recente com a jovem e não imaginavam que aquelas conversas se transformariam em algumas das últimas lembranças de sua convivência.

Uma das homenagens mais emocionantes foi publicada pela cabeleireira Tatiana Silva, amiga de Kethiny. Em seu relato, ela contou que a jovem havia estado em seu salão aproximadamente 15 dias antes, ocasião em que conversaram e passaram um tempo juntas. Naquele encontro, Tatiana também ajudou Ket a organizar seu perfil nas redes sociais, uma lembrança que ganhou um significado diferente após a notícia da morte. As duas haviam combinado que Kethiny retornaria nos dias seguintes para pintar os cabelos, compromisso que acabou interrompido pela despedida inesperada. Ao recordar os momentos recentes, a cabeleireira demonstrou incredulidade e descreveu a amiga como uma mulher jovem, com muitos planos pela frente. “Tão jovem, tão cheia de planos”, escreveu Tatiana, ao manifestar solidariedade aos familiares e desejar que a saudade não se tornasse ainda mais dolorosa para aqueles que ficaram. O relato trouxe à tona um dos aspectos mais difíceis das perdas repentinas: a existência de encontros marcados, conversas inacabadas e compromissos que permanecem na memória de quem esperava rever uma pessoa querida.

As manifestações de carinho também vieram de outros amigos que utilizaram as redes sociais para se despedir de Kethiny. Anderson Celestino publicou uma mensagem destacando a tristeza provocada pela perda e o carinho que sentia pela jovem. “Você partiu cedo demais, mas deixou um pedacinho de luz neste mundo”, escreveu, ao desejar conforto aos familiares e amigos. A homenagem expressou a maneira como Ket era lembrada por pessoas próximas, que encontraram nas palavras uma forma de demonstrar afeto diante da notícia. Em outra publicação, Joel Silva descreveu a relação que mantinha com Kethiny como um vínculo que ultrapassava a amizade. “Você era mais do que uma amiga, era irmã de coração. Vou sentir sua falta para sempre”, declarou. Ele também manifestou a esperança de um reencontro e desejou descanso à amiga. As mensagens, marcadas por lembranças e declarações de afeto, passaram a compor a despedida de uma mulher cuja morte, aos 34 anos, surpreendeu aqueles que faziam parte de sua convivência.

Enquanto as homenagens se multiplicavam, a família de Kethiny continuava em busca de explicações sobre as circunstâncias que levaram à morte. O boletim de ocorrência foi inicialmente registrado como morte suspeita, mas posteriormente teve sua classificação alterada para homicídio culposo, modalidade prevista quando uma morte decorre de conduta sem intenção de matar. A alteração permite que as autoridades examinem as circunstâncias do atendimento e os elementos relacionados ao óbito, mas não significa que tenha sido comprovada a ocorrência de erro médico, negligência ou qualquer responsabilidade criminal por parte dos profissionais envolvidos. A investigação deverá considerar informações clínicas, registros hospitalares, eventuais exames periciais e outros documentos necessários para esclarecer a sequência dos acontecimentos. Até a última atualização disponível, não havia conclusão oficial sobre o que provocou a intercorrência relatada pela família, nem confirmação de que algum procedimento específico tenha causado a morte.

A cirurgia ortognática, realizada para corrigir alterações ósseas e funcionais da face, é um procedimento que exige planejamento, acompanhamento anestésico e cuidados durante a recuperação. Como ocorre em outras intervenções cirúrgicas, podem existir complicações, cuja origem e gravidade dependem de diferentes fatores clínicos. No caso de Kethiny, porém, as informações divulgadas ainda não permitem esclarecer a causa inicial do quadro que resultou em sua internação na UTI. O relato familiar sobre a falta de oxigenação cerebral e as condições mencionadas na documentação médica são elementos importantes para a investigação, mas necessitam de avaliação técnica para que sejam compreendidos adequadamente. Também não foram divulgados resultados de uma eventual perícia médica conclusiva ou informações suficientes para determinar se houve alguma intercorrência inevitável, complicação associada ao procedimento ou falha na assistência. A família relatou não ter recebido esclarecimentos definitivos, e a apuração policial busca estabelecer as circunstâncias da morte.

A despedida de Kethiny acontece em meio a dois sentimentos presentes nos relatos de familiares e amigos: a tristeza pela perda de uma pessoa querida e a necessidade de compreender o que aconteceu durante sua internação. Para aqueles que conviveram com Ket, as lembranças permanecem nas conversas, nos encontros e nos momentos compartilhados. Para Tatiana Silva, fica a recordação da amiga que esteve em seu salão e deixou combinado que voltaria para pintar os cabelos. Para Anderson Celestino e Joel Silva, permanecem as palavras de carinho publicadas em sua homenagem. Para a família, além da ausência, seguem os questionamentos sobre a cirurgia, a intercorrência e as condições que antecederam a morte. Até o momento, não foram confirmados publicamente detalhes sobre o velório e o sepultamento. Kethiny Evinlyn Alves Caetano partiu aos 34 anos, deixando histórias, amizades e planos que agora fazem parte das lembranças daqueles que se despedem dela. Adeus, Ket.

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