DUAS FAMÍLIAS DENUNCIAM SUPOSTAS AGRESSÕES EM ESCOLA DE SÃO TOMÉ DAS LETRAS; PROFESSORA É AFASTADA E CASO SERÁ APURADO
Uma professora eventual da Escola Municipal Portal das Letras, em São Tomé das Letras, no Sul de Minas, foi afastada após denúncias de supostas agressões contra alunos. O caso ganhou repercussão depois que a mãe de um menino de 7 anos afirmou que o filho teria sido empurrado dentro da sala de aula quando foi entregar uma atividade. Outra família também relatou um episódio anterior envolvendo a mesma profissional. A escola informou que adotou medidas administrativas para apurar os fatos.
A denúncia principal teria ocorrido na quarta-feira, 7 de outubro. Segundo a mãe do menino, Michelle Cristiane Pinto, o filho contou que havia se aproximado da professora para entregar uma atividade quando teria sido empurrado e caído sobre uma cadeira. A mãe afirmou que procurou a escola após conversar com a criança e cobrou explicações e providências.
O relato da família ganhou ainda mais peso após uma mulher afirmar que teria presenciado a situação. Segundo ela, a professora estaria alterada em sala, gritando com os alunos, quando o menino se levantou para entregar um caderno. A testemunha disse que viu a profissional jogar o material e empurrar a criança, mandando-a sentar em seguida.
Além desse episódio, uma segunda mãe também apresentou relato envolvendo a mesma professora. De acordo com Laudiene Nascimento, a filha teria sido atingida no rosto por uma folha jogada pela profissional na semana anterior. A menina teria reclamado de dor no olho e demonstrado medo de retornar à escola depois do ocorrido.
Diante das denúncias, a Escola Municipal Portal das Letras informou que a professora foi afastada e que procedimentos internos foram adotados para esclarecer o que aconteceu. A direção também destacou a necessidade de ouvir todos os envolvidos e garantir o direito de defesa antes de qualquer conclusão definitiva.
A mãe do menino de 7 anos afirmou que pretende buscar outros órgãos, incluindo o Ministério Público, para acompanhar o caso e cobrar providências. Até a última atualização, porém, não havia confirmação pública sobre abertura de inquérito policial, registro de boletim de ocorrência, atuação do Conselho Tutelar ou realização de exames médicos relacionados às denúncias.
A professora, por sua vez, ainda não apresentou versão pública sobre os fatos. Segundo as informações divulgadas, ela foi procurada pela reportagem responsável pela primeira publicação do caso, mas não quis se manifestar naquele momento.
O Jornal A Notícia também deixa espaço aberto para manifestação da professora citada, de sua defesa ou de eventual representante legal. Caso haja posicionamento, a versão será acrescentada à matéria com o mesmo destaque dado às acusações, respeitando o contraditório e a presunção de inocência.
A apuração administrativa deverá esclarecer a dinâmica dos episódios relatados pelas famílias, ouvir testemunhas, analisar eventuais registros internos da escola e verificar se houve outras reclamações semelhantes. Também caberá aos órgãos competentes definir se haverá alguma medida disciplinar, cível ou criminal.
Por se tratar de denúncias envolvendo crianças, o caso exige cautela e tratamento responsável. Até que a investigação seja concluída, as acusações permanecem como relatos de familiares e testemunhas, sem decisão definitiva sobre responsabilidade.

Foto: Devanir Gino/EPTV

