PEDIDO DE INTERNET TERMINA EM MORTE: ADOLESCENTE DE 15 ANOS MATA JOVEM COM CANIVETE EM SÃO JOSÉ E ALEGA LEGÍTIMA DEFESA
Uma briga que teria começado após um pedido de acesso à internet pelo celular terminou com a morte de Henrique Ribeiro de Sousa, de 19 anos, na madrugada deste sábado, 10 de outubro, no Jardim Satélite, região sul de São José dos Campos. Um adolescente de 15 anos foi apreendido após admitir ter atingido o jovem com golpes de canivete. Na delegacia, ele alegou que agiu em legítima defesa, mas a Polícia Civil informou que, até o momento, ainda não há elementos suficientes para confirmar essa versão.
O caso aconteceu por volta de 1h50, na Rua Sebastião de Albuquerque. A Polícia Militar foi acionada para atender uma ocorrência de pessoa ferida por arma branca e, quando chegou ao local, encontrou equipes do Samu já realizando o atendimento. Henrique, no entanto, não resistiu aos ferimentos e teve a morte constatada ainda no local.
Segundo o boletim de ocorrência, a confusão teria começado quando Henrique se aproximou de um grupo de adolescentes que estava em uma praça e pediu acesso à internet pelo celular do jovem de 15 anos. O adolescente teria compartilhado a conexão, mas relatou posteriormente à polícia que, na sequência, Henrique teria tentado tomar o aparelho.
Ainda de acordo com a versão apresentada pelo adolescente, ele empurrou Henrique para afastá-lo. O jovem de 19 anos teria então avançado e feito menção de retirar algum objeto da cintura. Foi nesse momento, segundo o relato prestado na delegacia, que o adolescente sacou um canivete e atingiu Henrique diversas vezes.
A dinâmica exata da briga, entretanto, ainda está sendo investigada. A Polícia Civil deixou claro que os depoimentos representam versões apresentadas pelos envolvidos e testemunhas e ainda precisam ser confrontados com a perícia, os objetos apreendidos e outros elementos produzidos durante a investigação.
Depois da ocorrência, o adolescente deixou o local e foi para casa. Policiais militares conseguiram localizá-lo posteriormente e realizaram a apreensão em flagrante. Segundo o registro policial, ele admitiu ter desferido os golpes e entregou aos agentes o canivete apontado como arma utilizada no confronto.
Na Central de Polícia Judiciária, o adolescente afirmou que reagiu a uma tentativa de roubo do celular e a agressões praticadas por Henrique. O delegado responsável pelo caso, porém, registrou que naquele momento ainda não existiam elementos mínimos capazes de confirmar a alegação de legítima defesa.
Diante da gravidade da ocorrência e da morte de Henrique após os golpes de arma branca, a Polícia Civil representou pela internação provisória do adolescente. O pedido ainda depende de decisão da Justiça e, portanto, não significa que a medida já tenha sido determinada.
Além do canivete, um objeto semelhante a uma arma de fogo foi apreendido durante os procedimentos da ocorrência. A polícia ainda deverá esclarecer de quem era o objeto, se ele estava presente durante a briga e se teve alguma participação no confronto. Até agora, também não há confirmação pública de que se tratava de uma arma verdadeira.
Dois outros adolescentes que estavam no local prestaram depoimento à Polícia Civil. Conforme as informações iniciais, não existem indícios de participação deles na agressão e ambos são tratados como testemunhas. Os relatos indicam que eles teriam se afastado durante a confusão e retornado depois, quando Henrique já estava caído.
A perícia foi requisitada para analisar o local do crime, a posição dos envolvidos e os objetos apreendidos. O material deverá ajudar a esclarecer quantos golpes foram desferidos, a sequência do confronto e se a versão de legítima defesa apresentada pelo adolescente encontra respaldo nas evidências.
O caso foi registrado como ato infracional análogo a homicídio e segue sob investigação da Polícia Civil. Henrique Ribeiro de Sousa tinha 19 anos. Até a última atualização, não havia informação sobre o resultado do pedido de internação provisória do adolescente nem conclusão definitiva sobre a motivação e a dinâmica do confronto.


