ADEUS, TIAGO: PEDREIRO É ENCONTRADO MORTO APÓS 18 DIAS E FAMÍLIA COBRA RESPOSTAS EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS
Depois de 18 dias de angústia, buscas e incertezas, a família de Tiago Rivier dos Santos recebeu a notícia que mais temia. O pedreiro, que estava desaparecido desde 9 de setembro, foi encontrado morto em São José dos Campos. O corpo foi localizado no dia 27 e posteriormente reconhecido pelos familiares, encerrando a procura, mas abrindo uma série de perguntas sobre o que realmente aconteceu.
Tiago era marido, pai e trabalhador. Segundo a família, ele saiu de casa, no bairro Taquari, na manhã de 9 de setembro para ir ao trabalho e não voltou. A partir daquele momento, parentes e amigos iniciaram uma mobilização em busca de informações, com divulgação de fotos, pedidos de ajuda e tentativas de reconstruir os últimos passos do pedreiro.
Quatro dias depois do desaparecimento, o caso já havia ganhado repercussão pública. Na época, a família divulgou características de Tiago para facilitar a identificação. Ele tinha cerca de 1,70 metro de altura, uma tatuagem de dragão no braço e as letras “JP” no cotovelo. No dia em que desapareceu, estaria usando bermuda e blusa preta.
A localização do corpo encerrou a espera, mas não trouxe todas as respostas. A família afirma que ainda busca esclarecimentos sobre as circunstâncias da morte e quer uma investigação rigorosa, transparente e baseada em provas.
Um dos pontos que mais chama atenção envolve um boletim de ocorrência relacionado à Guarda Civil Municipal. Segundo os familiares, o documento relata que agentes teriam visto Tiago pular no rio Paraíba do Sul e desaparecer nas águas. Esse relato passou a ser um dos principais focos das cobranças da família.
Os parentes afirmam, porém, que até agora não têm conhecimento de registros que esclareçam se equipes de socorro, resgate ou do Corpo de Bombeiros foram acionadas imediatamente após esse episódio. Para a família, entender o que foi feito naquele momento é fundamental para reconstruir a sequência dos acontecimentos.
Outro ponto levantado pelos familiares é que Tiago sabia nadar e possuía bom preparo físico. Essa informação, por si só, não descarta a possibilidade de afogamento, mas reforça, na visão da família, a necessidade de apuração completa antes de qualquer conclusão sobre a causa da morte.
Até o momento, não há informação pública conclusiva sobre o que provocou a morte do pedreiro. Também não há, nas informações disponíveis, um esclarecimento detalhado sobre a dinâmica completa do suposto episódio no rio.
A família deixa claro que não pretende apontar culpados antes do avanço da investigação. O pedido é por respostas objetivas, preservação das provas ainda existentes e realização das perícias e diligências necessárias para esclarecer o caso.
Por meio das advogadas, os familiares pretendem acompanhar de perto a apuração e solicitar as medidas consideradas necessárias para preservar elementos que possam ajudar a determinar o que aconteceu entre o desaparecimento de Tiago e a localização do corpo.
Além da causa efetiva da morte, os parentes querem saber quais providências foram tomadas após o último registro conhecido envolvendo Tiago, quais equipes foram acionadas, em que horários ocorreram os atendimentos e se existem imagens, documentos, registros operacionais ou testemunhos capazes de ajudar na investigação.
A manifestação da família resume o sentimento depois de quase três semanas de sofrimento: não há interesse em alimentar especulações, mas existe uma cobrança clara por esclarecimentos.
“Não queremos especulações. Não queremos apontar culpados antes da investigação. Queremos respostas”, afirma a família.
Tiago deixa esposa, filhos, parentes e amigos. O desaparecimento mobilizou pessoas que tentaram ajudar nas buscas e acompanhavam diariamente a esperança de que ele fosse localizado com vida.
Agora, a família vive o luto e, ao mesmo tempo, inicia uma nova etapa. A procura por Tiago terminou, mas a busca por respostas sobre as circunstâncias de sua morte continua.


