FILHOS ESTAVAM NA CASA: MULHER É ESFAQUEADA E EX-MARIDO É O PRINCIPAL SUSPEITO
Uma mulher de 30 anos foi esfaqueada três vezes dentro de casa, na presença dos dois filhos, durante a madrugada desta terça-feira, 29 de setembro de 2026, em São Luiz do Paraitinga. O ex-marido dela, de 35 anos, é apontado como principal suspeito e ainda era procurado pela polícia até a última atualização.
O ataque aconteceu na residência onde a mulher estava com os filhos do ex-casal, de 12 e 3 anos. Segundo o depoimento prestado pela vítima, o homem teria tentado entrar à força no imóvel e danificado portas antes de conseguir invadir a casa.
A mulher relatou que percebeu a presença do ex-marido no quintal e chamou uma vizinha. Quando tentou sair da residência, o suspeito teria conseguido entrar e iniciado as agressões.
Durante o ataque, a vítima foi atingida por duas facadas no lado esquerdo do abdômen e uma no antebraço. Ela também sofreu ferimentos nos dedos, possivelmente ao tentar se defender dos golpes.
Ainda conforme o depoimento, o ex-marido teria tentado cortar o cabelo da mulher e chegou a arrancar uma mecha. O episódio passa a integrar o conjunto de elementos que serão analisados pela Polícia Civil.
Uma vizinha relatou aos policiais que presenciou uma discussão e teria visto o momento em que o homem desferiu os golpes. O depoimento deverá ser formalizado e confrontado com a versão da vítima e com os vestígios encontrados dentro da residência.
Depois das agressões, o suspeito teria deixado o imóvel a pé, alcançado um carro e fugido. A Polícia Militar realizou buscas na região, mas não conseguiu localizá-lo durante o atendimento inicial.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foi acionado e socorreu a mulher. Ela foi encaminhada ao Hospital Regional de Taubaté, onde permaneceu internada.
Mesmo hospitalizada, a vítima conseguiu prestar depoimento por meio de uma chamada de vídeo. Ela descreveu a invasão, os golpes e episódios anteriores que também teriam envolvido ameaças, perseguições e comportamentos violentos atribuídos ao ex-marido.
O estado de saúde detalhado da mulher não foi informado. O boletim confirma que ela continuava internada depois de receber atendimento médico, mas não indica se precisaria passar por cirurgia ou se corria risco de morrer.
A Polícia Militar foi chamada inicialmente para atender uma ocorrência de violência doméstica com vítima ferida por faca. Quando os agentes chegaram, a mulher já havia sido levada ao hospital e o suspeito não estava mais no local.
No interior da residência, os policiais encontraram manchas aparentes de sangue. A área foi preservada para o trabalho da Polícia Técnico-Científica, responsável pelos levantamentos e pela coleta de vestígios.
A faca que teria sido utilizada no ataque não foi encontrada durante as buscas. A localização da arma poderá ser importante para a realização de exames periciais e para a reconstrução da dinâmica das agressões.
A presença dos filhos, de 12 e 3 anos, também foi registrada na ocorrência. As crianças estavam dentro da residência no momento do ataque, segundo a vítima, e poderão receber acompanhamento dos órgãos de proteção.
Por serem menores de idade, as identidades e outras informações sobre os filhos devem permanecer preservadas. Eventuais depoimentos também deverão seguir procedimentos especiais para evitar uma nova exposição à violência presenciada.
A mulher contou que está separada do suspeito há aproximadamente quatro anos. Os dois têm os dois filhos em comum. Ela afirmou ainda que mantém um novo relacionamento há cerca de nove meses.
Segundo o relato apresentado à polícia, o ataque poderia estar relacionado à suposta não aceitação do fim do casamento e do atual relacionamento da vítima. Essa versão ainda precisará ser confrontada com testemunhos, perícias e a manifestação do investigado.
A mulher também relatou episódios anteriores de ameaças. Em uma das situações, o ex-marido teria permanecido próximo à residência e tentado entrar no imóvel para agredi-la e também atingir seu atual companheiro.
Outro episódio teria ocorrido em agosto de 2026, quando a vítima voltava de um rodeio em uma motocicleta conduzida pelo namorado. Conforme o depoimento, o ex-marido teria tentado atingir o casal com um carro enquanto eles passavam por uma estrada.
A Polícia Civil deverá verificar se essas situações foram comunicadas anteriormente às autoridades, se existem boletins de ocorrência e se havia alguma medida protetiva de urgência em vigor.
Esses registros, caso existam, poderão ajudar os investigadores a compreender o histórico entre os envolvidos e avaliar se o ataque desta terça-feira foi precedido por perseguições, ameaças ou outras formas de violência.
A ocorrência foi registrada inicialmente como tentativa de feminicídio, com circunstâncias agravantes. A classificação é provisória e poderá ser modificada durante a investigação, conforme os laudos e as demais provas forem reunidos.
O registro policial não representa uma condenação. O homem é tratado como suspeito e terá direito de apresentar sua versão e exercer a defesa durante o procedimento.
Até a manhã desta terça-feira (29), não havia confirmação de que ele tivesse sido preso ou se apresentado espontaneamente à delegacia.
A Polícia Civil deverá analisar as manchas encontradas na casa, os danos nas portas, os depoimentos da vítima e da vizinha e eventuais imagens registradas por câmeras existentes nas proximidades.
Os investigadores também buscarão esclarecer como o suspeito chegou ao endereço, qual veículo teria utilizado na fuga e onde permaneceu depois do ataque.
A tentativa de feminicídio dentro da residência e diante dos filhos acrescenta uma dimensão ainda mais grave ao caso. Além dos ferimentos físicos sofridos pela mulher, a investigação deverá considerar o impacto da violência sobre as duas crianças.
Como o nome do suspeito não foi divulgado, não foi possível localizar sua defesa. O espaço permanece aberto para manifestação do investigado ou de seus representantes.
Casos de violência contra a mulher podem ser denunciados à Central de Atendimento à Mulher pelo telefone 180. Em situações de emergência, quando a agressão estiver acontecendo ou houver risco imediato, a Polícia Militar deve ser acionada pelo 190.
Familiares, vizinhos e pessoas próximas também podem comunicar ameaças e agressões. A denúncia pode ser decisiva para interromper um ciclo de violência e proteger a vítima e os filhos.


