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21 ANOS DE PRISÃO: RÉU É CONDENADO POR MATAR CONSULTOR E ENTERRAR CORPO EM COVA RASA


Quase três anos depois de um crime que chocou Volta Redonda, a Justiça condenou Cristiano Machado Paula, de 45 anos, a 21 anos e seis meses de prisão pela participação no assassinato do consultor esportivo Rodrigo Cardoso Guedes (foto), de 31 anos. A vítima desapareceu depois de sair de casa e teve o corpo encontrado uma semana mais tarde, enterrado em uma cova rasa no alto de um morro.

O julgamento foi realizado na segunda-feira, 28 de setembro, pelo Tribunal do Júri de Volta Redonda. Cristiano foi considerado culpado pelos crimes de homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver.

A sentença determina que o condenado permaneça preso. Ele não poderá recorrer da decisão em liberdade. Outro acusado de envolvimento no assassinato ainda deverá ser levado a julgamento.

O crime aconteceu em novembro de 2023 e provocou dias de angústia para os familiares de Rodrigo. O consultor esportivo saiu de casa dirigindo um Honda City preto pertencente ao pai e não voltou.

A ausência repentina mobilizou parentes, amigos e policiais. Durante aproximadamente uma semana, familiares aguardaram por alguma notícia que pudesse explicar o desaparecimento.

As investigações conduzidas pela 93ª Delegacia de Polícia de Volta Redonda avançaram depois que informações levaram os agentes até a região do bairro Monte Castelo.

No dia 13 de novembro de 2023, os policiais encontraram o automóvel utilizado por Rodrigo e um par de tênis que pertencia a ele. A descoberta aumentou as suspeitas de que o consultor pudesse ter sido vítima de um crime.

As buscas prosseguiram pela área de mata existente no alto do bairro. Como o terreno era extenso e de difícil acesso, os investigadores utilizaram um drone para observar a região.

As imagens aéreas permitiram identificar sinais de terra revirada nas proximidades de uma torre de transmissão de energia. No dia seguinte, 14 de novembro, os policiais chegaram ao ponto indicado e localizaram uma cova.

O corpo de Rodrigo estava enterrado no local. A descoberta encerrou a esperança de encontrá-lo vivo e transformou o desaparecimento em uma investigação de homicídio e ocultação de cadáver.

A área foi isolada para o trabalho da perícia e o corpo foi removido para a realização dos exames necessários. Informações divulgadas durante a investigação apontaram a existência de uma perfuração provocada por arma de fogo.

Com a confirmação do assassinato, os agentes passaram a concentrar as diligências na identificação e localização dos envolvidos. Depoimentos, informações obtidas durante a apuração e outros elementos reunidos pela Polícia Civil contribuíram para o avanço do caso.

Em dezembro de 2023, a Justiça expediu mandados de prisão por homicídio qualificado contra dois investigados. Uma operação foi montada pela 93ª DP para localizar os suspeitos.

As duas prisões aconteceram no dia 19 de dezembro daquele ano, no bairro Monte Castelo, pouco mais de um mês após o corpo de Rodrigo ter sido encontrado.

Um dos acusados foi localizado durante o início da tarde. Com ele, segundo a Polícia Civil informou na ocasião, os agentes apreenderam uma pistola calibre 9 milímetros.

O homem foi identificado como Pablo Eduardo Oliveira da Silva, conhecido como “PL”. Conforme a investigação divulgada na época, ele seria ligado ao tráfico de drogas de uma facção criminosa atuante na região.

O segundo acusado foi encontrado mais tarde, dentro de um bar no próprio bairro Monte Castelo. De acordo com as informações policiais, ele aguardava a chegada de um carro solicitado por aplicativo e estaria se preparando para deixar o local.

Os dois foram levados ao sistema penitenciário e permaneceram à disposição da Justiça. O processo prosseguiu até a realização do primeiro julgamento, concluído com a condenação de Cristiano Machado Paula.

Os jurados acolheram a acusação apresentada contra o réu e reconheceram a prática do homicídio duplamente qualificado e da ocultação do corpo. A soma das penas chegou a 21 anos e seis meses de reclusão.

As qualificadoras consideradas no julgamento tornam o homicídio mais grave e aumentam a pena aplicada. Os detalhes completos dos fundamentos utilizados pelos jurados e da participação atribuída ao condenado dependem da íntegra da sentença.

A ocultação do cadáver também foi considerada um crime independente. Para a Justiça, além da participação no assassinato, houve uma ação destinada a esconder o corpo e dificultar sua localização pelas autoridades e pela família.

Mesmo enterrado em uma região de mata no alto do Monte Castelo, o corpo acabou localizado graças ao trabalho de investigação e ao uso do drone durante as buscas.

O assassinato de Rodrigo teve grande repercussão no Sul Fluminense. Conhecido por atuar como consultor esportivo e professor de Educação Física, ele teve o desaparecimento acompanhado com apreensão por familiares, amigos e pessoas ligadas ao esporte.

A localização do corpo causou comoção e iniciou uma espera por respostas que atravessou quase três anos. A condenação representa o primeiro desfecho judicial do caso, mas o processo ainda não terminou.

O outro acusado será submetido a um julgamento separado. Até a última atualização, a data desse novo júri não havia sido divulgada oficialmente.

A eventual responsabilidade do segundo réu será analisada pelo Conselho de Sentença. Até que haja uma decisão definitiva, permanecem válidos os princípios da presunção de inocência e do direito à defesa.

A reportagem não localizou manifestação pública recente da defesa de Cristiano Machado Paula sobre o resultado do julgamento. O espaço permanece aberto para que os advogados do condenado apresentem sua versão ou informem as medidas que serão adotadas.

O espaço também segue aberto para a defesa do outro acusado de envolvimento no caso. A futura sessão deverá representar mais uma etapa na busca por respostas sobre o assassinato que interrompeu a vida de Rodrigo aos 31 anos e deixou sua família diante de uma espera dolorosa por justiça.

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