Quinta-feira, Setembro 24, 2026
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“GATO” NA REDE: MULHER É PRESA APÓS LIGAÇÃO CLANDESTINA DE ÁGUA EM SÃO JOSÉ


Uma fiscalização na rede de abastecimento terminou com uma mulher presa por furto qualificado na manhã de quarta-feira (23), em São José dos Campos. A ocorrência foi registrada em um estabelecimento localizado na Rua Albertino de Almeida, onde os técnicos encontraram uma ligação clandestina de água.

O caso começou durante uma vistoria realizada por um funcionário da concessionária responsável pelo abastecimento. Ao verificar a instalação do imóvel, ele constatou que o hidrômetro havia sido retirado e que uma conexão irregular permitia a entrada de água diretamente da rede pública.

O hidrômetro é o equipamento responsável por registrar o volume utilizado em uma residência ou estabelecimento. Sem a medição, a concessionária não consegue calcular corretamente o consumo nem emitir a cobrança correspondente.

Diante dos indícios de irregularidade, o funcionário acionou a Polícia Militar. Uma equipe do 1º Batalhão de Polícia Militar do Interior foi enviada ao endereço para acompanhar a fiscalização e verificar as condições da instalação.

Segundo a Polícia Militar, a mulher que se apresentou como responsável pelo estabelecimento confessou ter contratado outra pessoa para realizar a ligação clandestina.

O local foi preservado para o trabalho da Polícia Técnico-Científica. Os peritos fizeram registros da tubulação, da ausência do hidrômetro e do ponto utilizado para acessar diretamente a rede de abastecimento.

Os elementos encontrados deverão constar em um laudo pericial, que poderá esclarecer como a instalação foi feita e quais materiais foram utilizados. A análise também poderá indicar se houve alguma intervenção destinada a dificultar a descoberta do desvio.

Depois dos procedimentos realizados no estabelecimento, a mulher foi encaminhada à Central de Polícia Judiciária de São José dos Campos. A autoridade policial registrou a ocorrência como furto qualificado, e ela permaneceu à disposição da Justiça.

A ligação clandestina, popularmente conhecida como “gato”, permite que a água seja retirada da rede sem passar pelo equipamento de medição. Por representar a utilização de um recurso sem o pagamento correspondente, a prática pode ser investigada criminalmente como furto.

A apuração deverá buscar agora a pessoa que, segundo a mulher, foi contratada para realizar o serviço. Os investigadores poderão analisar mensagens, contatos telefônicos, comprovantes de pagamento e outras informações que indiquem quem executou a instalação.

A eventual identificação dessa pessoa também poderá ajudar a esclarecer quando a ligação foi realizada e se o responsável já teria feito serviços semelhantes em outros endereços.

Outro ponto que deverá ser analisado é o histórico de consumo do estabelecimento. Uma queda repentina nos registros, apesar da continuidade das atividades no imóvel, poderá contribuir para estimar há quanto tempo a ligação clandestina estava funcionando.

A concessionária também poderá calcular o possível prejuízo com base no consumo anterior, na atividade desenvolvida no local e no período estimado de funcionamento da conexão irregular.

Até a última atualização, não haviam sido divulgados o nome e a idade da mulher presa. A atividade comercial exercida no imóvel também não foi informada.

Não há confirmação sobre o destino do hidrômetro retirado. A polícia deverá apurar se o equipamento foi descartado, armazenado em outro local, danificado ou levado por alguma das pessoas envolvidas.

Também não foi divulgado se a retirada provocou danos à estrutura da concessionária ou se a ligação representava algum risco de vazamento e contaminação da rede.

A água clandestina pode causar prejuízos que vão além da falta de pagamento. Instalações improvisadas podem provocar vazamentos, reduzir a pressão do abastecimento e permitir a entrada de sujeira ou outros agentes na tubulação.

Após o trabalho pericial, a concessionária deverá adotar as medidas técnicas necessárias para interromper a ligação irregular e restabelecer o fornecimento conforme as normas aplicáveis ao imóvel.

Até a última atualização, não havia informação pública sobre arbitramento de fiança, realização de audiência de custódia ou decisão judicial sobre a manutenção da prisão.

A ocorrência continuará sendo investigada pela Polícia Civil. A responsabilidade de cada pessoa envolvida deverá ser definida após a análise dos depoimentos, do laudo pericial e dos demais elementos reunidos durante a apuração.

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