Segunda-feira, Setembro 21, 2026
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ALICE, DE APENAS 14 ANOS, ESTÁ ENTRE OS SEIS MORTOS NA TRAGÉDIA COM ÔNIBUS DE ROMEIROS


Uma viagem alimentada pela fé e pela expectativa de chegar ao Santuário Nacional de Aparecida terminou em uma das maiores tragédias registradas na região. Entre as seis pessoas que morreram após a queda de um ônibus em uma ribanceira na Rodovia Doutor Avelino Júnior (SP-52), em Cruzeiro, está Alice de Fátima Alves, de apenas 14 anos.

A identificação da adolescente deu um rosto ainda mais doloroso à tragédia. Alice era a pessoa mais jovem entre os mortos e estava no ônibus que transportava romeiros de Minas Gerais para Aparecida. Uma jornada que deveria ser marcada por orações, agradecimentos e promessas cumpridas terminou em luto para famílias inteiras.

Além de Alice, morreram Ilza Nazaré Pereira de Paula, de 64 anos; Sebastião Petronilo, de 74; Jairo Antonio de Paula, de 47; Augusto Antonio de Lima, de 63; e um homem identificado em homenagens locais como Evandro Carlos. Até a última atualização, o sobrenome e a idade de Evandro ainda não haviam sido divulgados oficialmente.

A imagem de Alice começou a ser compartilhada juntamente com homenagens e mensagens de solidariedade. Familiares, amigos e moradores das cidades de origem dos passageiros lamentaram a partida precoce da menina e pediram orações para todos os atingidos pela tragédia.

Aos 14 anos, Alice tinha uma vida inteira pela frente. Sua fotografia passou a representar não apenas a juventude interrompida, mas também a dor de uma família que precisará aprender a conviver com uma ausência impossível de explicar. Em cada homenagem publicada, repetem-se palavras de carinho, incredulidade e despedida.

Neste momento de sofrimento, Alice é lembrada por aqueles que tiveram a oportunidade de conhecê-la. A menina que saiu para uma viagem de fé agora deixa lembranças que serão guardadas pela família, pelos amigos e por todos os que se comoveram com sua história.

Outra vítima foi Ilza Nazaré Pereira de Paula, de 64 anos, apontada como organizadora da romaria. Ela era uma das responsáveis por transformar o desejo dos fiéis de visitar Aparecida em uma viagem coletiva. O que deveria ser um encontro de devoção terminou de maneira devastadora.

Ilza chegou a ser retirada com vida do local e encaminhada para atendimento médico. Apesar dos esforços das equipes de saúde, ela não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital, elevando para seis o número de mortes provocadas pelo acidente.

A perda de Ilza também causou forte comoção entre os participantes da romaria. Como organizadora, ela mantinha contato direto com os passageiros e ajudava a preparar todos os detalhes da viagem. Sua morte deixou familiares, amigos e integrantes da comunidade religiosa profundamente abalados.

Sebastião Petronilo, de 74 anos, e Augusto Antonio de Lima, de 63, eram naturais de Itumirim. Jairo Antonio de Paula, de 47 anos, era natural de Lavras. As confirmações fizeram o luto atravessar cidades e comunidades mineiras que aguardavam notícias dos passageiros.

O sexto nome divulgado em homenagens foi Evandro Carlos. Até a última atualização, o sobrenome, a idade e a cidade de origem dele ainda não haviam sido confirmados pelas autoridades. Por respeito à família e para evitar informações incorretas, novos dados deverão ser acrescentados somente após confirmação oficial.

O acidente aconteceu por volta das 5h30 de domingo (20), no km 232 da SP-52, próximo à divisa entre São Paulo e Minas Gerais. O ônibus levava aproximadamente 48 pessoas e seguia em direção a Aparecida quando saiu da pista em uma curva e caiu em uma ribanceira com cerca de 15 metros de profundidade.

O amanhecer na serra foi marcado por sirenes, pedidos de socorro e uma grande mobilização de equipes de emergência. O ônibus ficou destruído em meio à vegetação, em uma área de difícil acesso. Passageiros feridos aguardavam atendimento enquanto os socorristas trabalhavam para retirar quem permanecia preso no interior do veículo.

Cinco pessoas morreram no local. Ilza foi socorrida, mas morreu posteriormente no hospital. Dezenas de passageiros ficaram feridos e foram encaminhados para unidades de saúde de Cruzeiro, Lorena e Guaratinguetá.

A tragédia mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros, Samu, Polícia Militar Rodoviária, Defesa Civil, profissionais municipais de saúde e helicópteros da Polícia Militar. Socorristas de diferentes cidades foram chamados para reforçar o atendimento diante da quantidade de vítimas e da dificuldade de acesso ao ônibus.

Alguns passageiros precisaram ser retirados das ferragens. Outros conseguiram deixar o veículo e permaneceram próximos à rodovia, ainda abalados, aguardando atendimento e informações sobre parentes e amigos. Para muitas famílias, as primeiras horas foram de angústia, telefonemas sem resposta e buscas desesperadas por notícias.

Objetos pessoais, bagagens e artigos religiosos ficaram espalhados entre os destroços. Cada item encontrado no local revelava parte da história das pessoas que estavam no ônibus: roupas preparadas para a viagem, pertences carregados pelos romeiros e símbolos de uma fé que os conduzia até Aparecida.

Entre os objetos que permaneceram no local estava uma urna com as cinzas de um familiar. O material estava sendo levado durante a viagem, segundo informações divulgadas após o acidente. A cena ampliou ainda mais a comoção: em meio à tragédia, uma família que já carregava a lembrança de uma perda passou a enfrentar uma nova dor.

O motorista do ônibus realizou o teste do bafômetro, que apresentou resultado negativo para consumo de álcool. Segundo informações divulgadas pela Polícia Militar, a autorização exigida para a realização do transporte interestadual estaria vencida.

O condutor foi preso por homicídio culposo na direção de veículo automotor, com agravante relacionado ao exercício profissional do transporte de passageiros. Ele também ficou ferido e recebeu atendimento médico antes dos procedimentos policiais.

A Polícia Civil abriu investigação para esclarecer por que o ônibus saiu da pista. A perícia deverá analisar as condições mecânicas do veículo, o sistema de freios, os pneus, a documentação, o trajeto percorrido e os vestígios existentes na rodovia.

Os investigadores também deverão ouvir o motorista, os sobreviventes e testemunhas. Os relatos poderão ajudar a reconstruir os instantes anteriores à queda e indicar se houve falha mecânica, perda de controle, problema na pista ou outro fator envolvido no acidente.

Enquanto as autoridades procuram respostas, familiares e amigos enfrentam uma realidade que nenhum deles esperava encontrar ao final de uma romaria. Em vez do retorno dos passageiros, comunidades de Itumirim, Lavras e outras cidades mineiras passaram a organizar despedidas.

A viagem havia sido planejada para aproximar os passageiros de Nossa Senhora Aparecida. Muitas pessoas embarcaram com pedidos, agradecimentos e histórias pessoais de devoção. O destino era um lugar de esperança, mas o percurso terminou em uma ribanceira, deixando seis famílias enlutadas e dezenas de sobreviventes marcados pelo que viveram.

Alice de Fátima Alves tornou-se o rosto mais jovem dessa tragédia. Aos 14 anos, ela partiu durante uma viagem de fé, deixando para trás uma família que agora encontra nas fotografias, nas mensagens e nas lembranças uma forma de manter sua presença viva.

A homenagem publicada à adolescente resume o sentimento que tomou conta da região: que Alice seja lembrada com carinho e que sua família encontre força para atravessar uma dor tão profunda. As mensagens também se estendem aos familiares de Ilza, Sebastião, Jairo, Augusto e Evandro.

Seis pessoas partiram na mesma estrada. Cada uma tinha sua história, seus vínculos, seus planos e seus motivos para viajar até Aparecida. Agora, seus nomes permanecem unidos por uma tragédia que comoveu Minas Gerais e o Vale do Paraíba.

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