Sábado, Setembro 19, 2026
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Álbum incompleto: carga de R$ 2,3 milhões em figurinhas some e caso só chega à polícia 128 dias depois


Uma carga milionária de álbuns e figurinhas da Copa do Mundo desapareceu durante um transporte entre Itapevi e Jacareí. No entanto, enquanto os colecionadores corriam para completar seus álbuns, a Polícia Civil só recebeu a missão de investigar o caso 128 dias depois.

O desaparecimento aconteceu em 12 de maio de 2026, por volta das 20h. A mercadoria, avaliada em aproximadamente R$ 2,3 milhões, saiu de Itapevi com destino a um supermercado atacadista localizado em Jacareí, no Vale do Paraíba.

O caminhão era conduzido por um motorista de 26 anos. Quando o veículo chegou ao destino e a mercadoria foi conferida, os responsáveis pelo recebimento perceberam que parte das caixas não estava mais na carga.

Segundo as informações registradas no boletim de ocorrência, o motorista constatou a ausência dos produtos ao retornar à empresa. Até o momento, não foi esclarecido em qual ponto do percurso as caixas desapareceram ou se houve alguma parada durante o trajeto.

Entre os produtos levados estavam mais de 6 mil álbuns ilustrados e centenas de milhares de envelopes de figurinhas da Copa do Mundo. A quantidade exata de pacotinhos e o número total de caixas desaparecidas não foram divulgados.

O valor calculado pela empresa para a mercadoria furtada chega a R$ 2,3 milhões. Pelo tamanho do prejuízo, não se tratava de algumas figurinhas repetidas esquecidas no recreio, mas de uma carga capaz de abastecer milhares de colecionadores.

Apesar do valor milionário, o desaparecimento só foi comunicado à Polícia Civil em 17 de setembro. Entre o sumiço da carga e o registro da ocorrência, passaram-se exatamente 128 dias — tempo suficiente para a Copa terminar e para muitas figurinhas, eventualmente, mudarem de mãos.

O boletim foi registrado pelo departamento jurídico da Panini. A empresa alegou que o atraso ocorreu por causa do acúmulo de trabalho e da alta demanda enfrentada no período do evento esportivo.

Até agora, não foi informado se a empresa ou a transportadora realizou uma investigação interna durante os quatro meses anteriores ao registro policial. Também não há detalhes sobre as medidas adotadas logo depois que a ausência das caixas foi percebida.

A Polícia Civil deverá reconstruir a rota percorrida pelo caminhão e verificar quem teve acesso ao compartimento de carga. Registros de transporte, notas fiscais, comprovantes de entrega e informações sobre eventuais paradas poderão auxiliar no esclarecimento do caso.

O registro policial classifica a ocorrência como furto. Dessa forma, não existe informação confirmada sobre uso de violência ou ameaça contra o motorista durante o desaparecimento dos produtos.

Também não foi esclarecido se o caminhão possuía rastreador, lacre de segurança ou câmera de monitoramento. As autoridades ainda deverão apurar se houve violação no veículo e como uma quantidade tão expressiva de mercadorias desapareceu sem que o problema fosse percebido antes da conferência no destino.

A investigação está sob responsabilidade do 3º Distrito Policial de Jacareí. Até a última atualização, nenhum suspeito havia sido identificado e não houve divulgação de prisões, cumprimento de mandados ou recuperação de parte da carga.

O nome do supermercado atacadista que receberia os produtos não foi divulgado. A empresa responsável pelo transporte também não foi identificada nas informações disponibilizadas publicamente.

A demora de 128 dias para o registro policial deverá ser um dos pontos esclarecidos ao longo da investigação. Embora a Panini tenha atribuído o atraso ao acúmulo de trabalho, ainda não há manifestação da Polícia Civil sobre eventual prejuízo à obtenção de imagens, depoimentos ou outros registros do percurso.

Agora, os investigadores terão de descobrir em que momento a carga desapareceu, quem retirou as caixas e qual foi o destino dos milhares de álbuns e pacotes. A Copa acabou, mas a polícia recebeu um álbum bem mais difícil de completar: o das pistas deixadas pelo furto. Por enquanto, os responsáveis continuam sendo as figurinhas mais raras dessa história.

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