Quarta-feira, Setembro 16, 2026
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DE VOLTA PARA CASA: MIGUEL VENCE QUASE 50 DIAS DE INTERNAÇÃO E DEIXA UTI APÓS BATALHA CONTRA INFECÇÕES


Depois de quase 50 dias entre internações, UTI, preocupação, transferência hospitalar e uma difícil batalha contra infecções, o pequeno Miguel, de apenas 3 anos, finalmente voltou para casa. A alta hospitalar foi comemorada pela família como uma grande vitória depois de semanas de incerteza e de um tratamento que ainda não chegou ao fim. A mãe do menino, a pastora Priscila Nogueira Bueno, compartilhou nas redes sociais registros desse momento e definiu a recuperação do filho como uma “bênção de Deus”.

A volta para casa encerra uma das etapas mais delicadas enfrentadas pela criança e pela família, mas abre outra: a recuperação será gradual e Miguel ainda precisará de cuidados. O menino apresenta consequências do longo período de internação e, por recomendação médica, ainda não poderá retornar à escola. Segundo a mãe, será necessário tempo até que ele consiga retomar completamente sua rotina.

A história dos últimos meses foi marcada por idas e vindas. Miguel, que tem Síndrome de Down, enfrentou complicações depois de ser diagnosticado com pneumonia acompanhada de uma infecção bacteriana. A situação exigiu internação em Unidade de Terapia Intensiva e acompanhamento constante das equipes médicas.

Em uma primeira etapa, o menino permaneceu 22 dias internado em uma UTI e conseguiu receber alta. A expectativa era de que aquele momento representasse o início definitivo da recuperação. Apenas dois dias depois, entretanto, a família recebeu um novo golpe: Miguel precisou retornar ao hospital após contrair outra bactéria, descrita pela mãe como forte e agressiva.

A nova infecção prolongou a batalha. Durante o tratamento, os médicos ainda identificaram um fungo no sangue da criança, aumentando a complexidade do quadro e a necessidade de acompanhamento especializado.

Ao longo desse período, Priscila passou a compartilhar parte da rotina da família e do tratamento do filho nas redes sociais. Entre momentos de esperança e evolução, também relatou preocupação, tristeza e esgotamento provocados pelas semanas acompanhando a luta de Miguel, enquanto mantinha uma rotina de orações pela recuperação da criança.

O tratamento ainda exigiria uma nova etapa fora de São José dos Campos. No dia 4 de setembro, Miguel foi transferido do Hospital Municipal Dr. José de Carvalho Florence, em São José dos Campos, para o Hospital Regional do Litoral Norte, em Caraguatatuba.

A transferência foi necessária para que a criança pudesse realizar uma broncoscopia, procedimento utilizado para avaliar a laringe e as vias respiratórias e fornecer informações importantes para a definição da sequência do tratamento. O exame necessário não era realizado no Hospital Municipal de São José dos Campos, fazendo com que o caso passasse pela regulação estadual até que fosse viabilizado o atendimento em Caraguatatuba.

Antes da viagem, a mãe demonstrou preocupação com o transporte por causa das condições clínicas do filho e pediu orações pela criança, pelos profissionais envolvidos e pela segurança durante o deslocamento. Depois da chegada ao Hospital Regional, Priscila informou que Miguel havia chegado bem e estava acomodado na UTI para receber os cuidados necessários.

Agora, depois de quase 50 dias de internação e de uma sequência de complicações, Miguel finalmente pôde deixar o ambiente hospitalar. Amigos e familiares também comemoraram a notícia e acompanharam os primeiros registros da nova rotina da criança em casa.

A alta, porém, não significa que todo o tratamento tenha terminado. Segundo Priscila, Miguel ainda apresenta sequelas e a orientação médica é para que permaneça afastado da escola neste momento. A mãe explicou ainda que a bactéria enfrentada pelo menino é agressiva e que haverá um período de tratamento até que ele consiga recuperar sua rotina.

Depois de semanas marcadas por UTI, pneumonia, infecções, identificação de fungo no sangue, transferência hospitalar e procedimentos médicos, a imagem de Miguel novamente em casa passou a representar para a família o começo de uma nova fase. O menino continuará sendo acompanhado durante a recuperação, enquanto familiares aguardam que, gradualmente, ele consiga superar as consequências deixadas pelas infecções e retomar suas atividades.

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