MANDADO NO BAIRRO DO TELES TERMINA EM PRISÃO POR TRÁFICO E DENÚNCIA DE INJÚRIA RACIAL CONTRA POLICIAL
Operação apreendeu crack, maconha, cocaína, celulares, dinheiro e materiais ligados à preparação de entorpecentes; segundo a polícia, investigado resistiu e agrediu agentes
O cumprimento de um mandado de busca e apreensão terminou com um homem de 49 anos preso em flagrante, drogas recolhidas e uma denúncia de injúria racial contra um policial em Paraibuna. A operação aconteceu na sexta-feira (11), em um imóvel localizado na Rua São José, no Bairro do Teles.
O investigado foi identificado pelas iniciais J.A.B. e é conhecido pelo apelido de “Pezão”. O endereço já era alvo de uma investigação conduzida pela Delegacia de Polícia de Paraibuna para apurar suspeitas de tráfico de drogas e associação para o tráfico no bairro.
Com as informações reunidas durante a apuração, a Polícia Civil solicitou à Justiça autorização para realizar buscas no imóvel. Depois da expedição do mandado, os agentes organizaram a operação com apoio de diferentes equipes da região.
A ação reuniu policiais civis da Delegacia de Paraibuna e da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes, além de integrantes do Canil e da Guarda Civil Municipal de Jacareí. O apoio foi utilizado durante a entrada, a segurança do local e a procura pelos materiais mencionados na investigação.
No decorrer das buscas, os policiais localizaram 16 pedras de crack, nove tijolos de maconha e cinco porções de cocaína. Os entorpecentes estavam apresentados em diferentes formatos, incluindo unidades fracionadas e porções maiores.
Parte das drogas foi encontrada com o auxílio dos cães farejadores. O trabalho do Canil permitiu ampliar a vistoria no imóvel e identificar pontos onde havia material que foi posteriormente recolhido e apresentado à autoridade policial.
Além dos entorpecentes, as equipes apreenderam aparelhos celulares, dinheiro em espécie e uma balança de precisão. Também foram encontrados materiais utilizados para separar e embalar drogas, além de anotações que, de acordo com os investigadores, estariam relacionadas à movimentação do tráfico.
O peso total das substâncias e o valor exato do dinheiro não constam na divulgação da ocorrência. A quantidade descrita pela Polícia Civil considera as unidades e os formatos encontrados durante o cumprimento do mandado.
Os celulares e as anotações passaram a integrar o material relacionado à investigação. Esses objetos podem ser submetidos aos procedimentos autorizados pela Justiça para verificar se possuem informações relevantes para a apuração sobre a comercialização de drogas e a possível atuação de outras pessoas.
Durante a abordagem, o homem teria reagido à ação policial. Segundo o relato dos agentes, ele investiu fisicamente contra a equipe e agrediu policiais que participavam do cumprimento da ordem judicial.
Diante da resistência apresentada, os policiais utilizaram algemas para contê-lo. A Polícia Civil informou que o comportamento agressivo teria continuado mesmo depois de o investigado estar imobilizado.
Ainda conforme a versão registrada pelos agentes, o homem passou a proferir insultos contra a equipe. Entre as manifestações atribuídas a ele estavam ofensas de conteúdo racial dirigidas especificamente a um dos policiais.
A expressão utilizada não foi reproduzida na divulgação da ocorrência. O episódio foi apresentado à autoridade responsável e incluído no registro como injúria racial, juntamente com os demais fatos ocorridos durante a operação.
O homem e todo o material recolhido foram conduzidos à Delegacia de Polícia de Paraibuna. Na unidade, a autoridade policial analisou os relatos dos agentes, os entorpecentes e os demais objetos apreendidos no imóvel.
Após os procedimentos de Polícia Judiciária, o investigado foi autuado em flagrante por tráfico de drogas, resistência, desobediência, desacato e injúria racial. Ele permaneceu preso e à disposição da Justiça.
A associação para o tráfico aparece na investigação que levou à expedição do mandado de busca, mas não foi incluída entre os crimes informados na autuação em flagrante divulgada após a operação. A eventual responsabilização por esse delito dependerá dos elementos reunidos durante a continuidade da apuração.
As substâncias recolhidas deverão passar pelos procedimentos periciais necessários para confirmar sua natureza. A balança, os materiais de embalagem, os celulares, o dinheiro e as anotações também permanecerão vinculados à ocorrência para análise das autoridades.
A prisão em flagrante e as acusações apresentadas pela Polícia Civil ainda serão submetidas à apreciação judicial. O investigado terá direito à defesa e somente poderá ser considerado definitivamente culpado depois da conclusão do processo e de uma decisão da Justiça.


