SEGUNDO ATAQUE FOI FATAL: ROGÉRIO SOBREVIVEU A ATENTADO EM JULHO E É MORTO A TIROS DIANTE DA COMPANHEIRA EM PINDA
Menos de dois meses depois de sobreviver a uma tentativa de homicídio, Rogério Leite, de 42 anos, voltou a ser alvo de homens armados. Desta vez, não conseguiu escapar. Ele foi morto a tiros na tarde deste domingo, 6 de setembro, no Jardim Padre Rodolfo, distrito de Moreira César, em Pindamonhangaba. O assassinato aconteceu diante da companheira, que viu uma motocicleta se aproximar e um dos ocupantes descer para efetuar diversos disparos contra Rogério. A Polícia Civil agora tenta descobrir quem queria a morte da vítima e se existe ligação entre o crime deste domingo e o atentado sofrido por ele em julho.
O ataque aconteceu por volta das 15h20, na Rua Osvaldo Marcondes de Azeredo, próximo a uma praça e a uma igreja do bairro. A Polícia Militar foi acionada depois que o Copom recebeu uma informação sobre disparos de arma de fogo. Quando os policiais chegaram, encontraram Rogério caído na via pública e com múltiplos ferimentos provocados pelos tiros, principalmente na região da cabeça.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foi chamado, mas não havia mais possibilidade de socorro. Rogério já estava morto. A área foi imediatamente isolada para preservar os vestígios até a chegada da Polícia Científica.
Durante os trabalhos periciais, oito estojos de munição deflagrados foram encontrados nas proximidades do corpo. O material passou a integrar os elementos que poderão ajudar os investigadores a determinar detalhes do ataque, inclusive características da arma utilizada e a sequência dos disparos. Até agora, o calibre da arma não foi divulgado publicamente.
A companheira de Rogério se tornou uma das principais testemunhas do homicídio. Conforme o relato registrado na ocorrência, o casal havia almoçado na casa da mãe dele e retornava para casa. Pouco antes do crime, os dois teriam discutido. Por isso, a mulher caminhava alguns metros atrás de Rogério no momento em que os autores apareceram.
Segundo o depoimento, uma motocicleta ocupada por dois homens se aproximou. O passageiro teria descido, ido em direção a Rogério e efetuado vários disparos. Logo depois, retornou para a moto, onde o comparsa o aguardava, e os dois fugiram. A ação foi rápida e não deu chance para que a vítima conseguisse escapar.
A testemunha relatou que os dois suspeitos utilizavam roupas escuras. Apesar de ter presenciado o crime, ela não conseguiu fornecer características mais detalhadas que permitissem a identificação imediata dos autores. Até a última atualização, também não havia informação pública sobre modelo, cor ou placa da motocicleta utilizada na fuga.
Mas um detalhe do passado recente de Rogério tornou a investigação ainda mais intrigante. A própria companheira contou à polícia que ele já havia sido vítima de uma tentativa de homicídio em 18 de julho de 2026, menos de dois meses antes da execução deste domingo. A informação consta no registro policial do novo crime.
Naquele período, uma ocorrência registrada em Pindamonhangaba envolveu um homem de 42 anos baleado na região da boca e da axila. A coincidência de idade e data passou a ser observada nas reportagens locais, mas o ponto oficialmente confirmado no boletim deste domingo é que Rogério realmente havia sobrevivido a uma tentativa de homicídio em 18 de julho. A eventual correspondência integral entre os registros anteriores deverá ser consolidada pela investigação.
Depois daquele primeiro atentado, a companheira teria tentado descobrir o que estava acontecendo. Segundo o depoimento prestado à Polícia Civil, ela questionou Rogério sobre o ataque, possíveis ameaças, desavenças ou inimigos.
A resposta dele agora ganha um peso ainda maior para a investigação.
Conforme relatado pela mulher, Rogério teria pedido para ela “esquecer esse assunto”. Ele não teria revelado quem poderia estar por trás da tentativa de homicídio, nem explicado se vinha recebendo ameaças ou se temia um novo ataque.
Pouco menos de dois meses depois, a violência voltou a encontrá lo.
No primeiro ataque, Rogério sobreviveu. No segundo, homens chegaram em uma motocicleta, um deles desceu e efetuou diversos disparos. Desta vez, o ataque terminou com sua morte ainda no local.
Essa sequência deverá se tornar um dos principais caminhos da investigação. A Polícia Civil buscará esclarecer se os dois crimes possuem ligação, se Rogério sabia quem havia tentado matá lo anteriormente e se algum fato ocorrido entre julho e setembro pode ajudar a identificar os autores ou revelar a motivação do assassinato.
Até o momento, porém, não existe confirmação oficial de que os autores do crime deste domingo sejam os mesmos envolvidos na tentativa anterior. Também não foi estabelecida a motivação do homicídio. Informações sobre vingança, dívidas, tráfico, conflitos pessoais ou qualquer outra possível causa não foram confirmadas pelas autoridades e não podem ser tratadas como fato.
A companheira declarou desconhecer inimizades ou desavenças envolvendo Rogério. Segundo ela, o próprio homem não havia explicado o motivo do atentado sofrido anteriormente.
A perícia fotografou a cena, recolheu vestígios e realizou os levantamentos necessários na Rua Osvaldo Marcondes de Azeredo. A investigação também poderá buscar imagens de câmeras existentes nas proximidades, informações de moradores e registros que permitam reconstruir o caminho utilizado pelos criminosos antes e depois do ataque.
Até a última atualização, nenhum suspeito havia sido preso.
O homicídio aconteceu em plena tarde de domingo, em uma região próxima a uma praça e uma igreja, aumentando a repercussão entre moradores do Jardim Padre Rodolfo e de Moreira César.
A morte de Rogério deixa para a Polícia Civil uma pergunta central: o que estava por trás dos dois ataques sofridos em menos de dois meses? A resposta poderá estar justamente no atentado de julho e no assunto sobre o qual, segundo a companheira, Rogério preferiu não falar.
Em julho, ele sobreviveu. Neste domingo, diante da própria companheira, o segundo ataque terminou de forma fatal.


