Domingo, Setembro 6, 2026
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FERIADO SOB ALERTA: LITORAL NORTE TEM CHUVA FORTE, VENTOS DE ATÉ 60 KM/H E RISCO DE DESLIZAMENTOS


Quem escolheu o Litoral Norte de São Paulo para aproveitar o feriado prolongado de 7 de Setembro precisa redobrar a atenção. A região atravessa um período de forte instabilidade provocado pela passagem de uma frente fria, com previsão de chuva persistente, temporais, rajadas de vento, possibilidade de granizo e risco de ocorrências como alagamentos, inundações e deslizamentos de terra. Neste domingo, 6 de setembro, novos avisos meteorológicos mantêm o sinal de alerta aceso principalmente para moradores, turistas e motoristas que circulam por Ubatuba, Caraguatatuba, São Sebastião e Ilhabela.

O Instituto Nacional de Meteorologia mantém alerta amarelo de tempestade em áreas do Litoral Norte neste domingo. O aviso prevê chuva entre 20 e 30 milímetros por hora, podendo chegar a 50 milímetros ao longo do dia, além de rajadas de vento entre 40 e 60 quilômetros por hora e possibilidade de queda de granizo. O cenário é resultado da atuação de uma frente fria que avançou sobre o Estado de São Paulo e aumentou a formação de áreas de instabilidade no Sudeste.

Em Caraguatatuba, o domingo permanece com períodos de chuva e temperaturas baixas para os padrões da região. Além do alerta de tempestade, há aviso para acumulado de chuva, com possibilidade de volumes entre 20 e 30 milímetros por hora ou até 50 milímetros no dia. Também há alerta para intensificação dos ventos costeiros e para declínio de temperatura entre 3 e 5 graus.

A situação exige cuidado especial porque o Litoral Norte reúne uma combinação considerada sensível durante períodos de chuva persistente: áreas urbanas próximas a rios e córregos, bairros sujeitos a alagamentos e grande quantidade de moradias e estradas próximas às encostas da Serra do Mar. O material de alerta divulgado para o feriado destaca justamente a possibilidade de alagamentos, inundações e movimentos de terra, principalmente se a chuva permanecer por várias horas e aumentar a saturação do solo.

A Defesa Civil do Estado trabalha com acumulados elevados em diferentes regiões paulistas durante o período de instabilidade. Algumas áreas do Estado podem registrar entre 70 e 100 milímetros. O boletim, porém, não atribui necessariamente todo esse volume especificamente ao Litoral Norte. A região aparece entre as áreas que exigem acompanhamento devido ao potencial de chuva forte e às características do relevo.

Dados do Inmet para a semana entre 31 de agosto e 7 de setembro já indicavam que as precipitações mais expressivas do Sudeste deveriam atingir principalmente o leste paulista, com pontos podendo chegar a aproximadamente 50 milímetros.

O domingo aparece como um dos momentos mais delicados do feriado. A instabilidade começou a aumentar entre sexta-feira e sábado, mas a passagem da frente fria mantém condições para chuva mais abrangente neste domingo. O acompanhamento da Defesa Civil segue até segunda-feira, 7 de setembro, quando a mudança de temperatura deverá ficar ainda mais evidente.

Além da chuva, os ventos representam outro motivo de preocupação. O Inmet alerta para rajadas que podem atingir entre 40 e 60 quilômetros por hora durante as tempestades. Nessas condições, existe risco de queda de galhos, objetos e estruturas mais vulneráveis. A orientação é não permanecer debaixo de árvores durante rajadas fortes e evitar estacionar veículos próximos a grandes placas, torres e estruturas que possam ser atingidas pelo vento.

Na faixa litorânea, há ainda atenção para os ventos costeiros. As condições meteorológicas podem deixar o mar mais agitado e provocar mudanças rápidas para quem estiver em pequenas embarcações, motos aquáticas, caiaques ou outras atividades náuticas. A recomendação durante o período de maior instabilidade é evitar esse tipo de atividade e acompanhar os avisos oficiais antes de entrar no mar.

Os moradores de áreas de encosta também devem observar qualquer alteração incomum ao redor das residências. Rachaduras novas em paredes ou terrenos, árvores ou postes inclinados e portas e janelas que começam a apresentar dificuldade para abrir ou fechar podem indicar movimentação do solo. Caso algum desses sinais seja identificado, a orientação é deixar o local de risco e acionar imediatamente a Defesa Civil.

Outro perigo ocorre nas ruas durante pancadas mais intensas. A Defesa Civil alerta para que motoristas e pedestres nunca tentem atravessar áreas alagadas ou enxurradas. Mesmo quando a água parece rasa, a correnteza pode ter força suficiente para derrubar uma pessoa ou arrastar um veículo, além de esconder buracos, valas e outros obstáculos.

O mau tempo acontece justamente em um feriado marcado pelo aumento da circulação nas estradas. A estimativa divulgada para as operações especiais de 7 de Setembro é de mais de 4,2 milhões de passagens de veículos pelas principais rodovias do Vale do Paraíba, Serra da Mantiqueira e Litoral Norte. Com pista molhada, os motoristas devem reduzir a velocidade, aumentar a distância em relação ao veículo da frente e evitar trechos com água acumulada.

A atenção vale principalmente para quem utiliza as rodovias dos Tamoios, Rio Santos e Oswaldo Cruz, principais acessos às cidades do litoral. Neblina, chuva forte e baixa visibilidade podem modificar rapidamente as condições de tráfego, especialmente nos trechos de serra.

A frente fria também provoca queda de temperatura. Em Caraguatatuba, a previsão indica um domingo frio e chuvoso e manutenção de temperaturas amenas durante o feriado de segunda-feira. A mudança será ainda mais acentuada no Vale do Paraíba e na Serra da Mantiqueira, onde o ar frio deverá derrubar os termômetros nos próximos dias.

A população deve acompanhar as atualizações dos órgãos oficiais durante todo o feriado, já que os alertas podem ser renovados de acordo com o comportamento da frente fria e o volume de chuva registrado em cada município. Em situação de risco, a Defesa Civil pode ser acionada pelo telefone 199 e o Corpo de Bombeiros pelo 193.

Para quem está no Litoral Norte, portanto, o domingo e o feriado exigem atenção constante. Chuva forte, ventos, queda de temperatura e solo encharcado formam uma combinação que pode provocar ocorrências rapidamente, principalmente em áreas de encosta e pontos historicamente sujeitos a alagamentos.

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