“OREM PELO MIGUEL”: APÓS 37 DIAS NA UTI, MENINO DE 3 ANOS ENFRENTA TRANSFERÊNCIA DE ALTO RISCO POR EXAME URGENTE
Depois de 37 dias dentro de uma UTI, cercado por aparelhos, medicamentos e pela esperança incansável da família, o pequeno Miguel, de apenas 3 anos, enfrenta agora uma nova e delicada etapa em sua luta pela vida. O menino, internado em São José dos Campos, está sendo transferido para o Hospital Regional do Litoral Norte, em Caraguatatuba, onde deverá realizar uma broncoscopia considerada urgente para avaliação de suas vias respiratórias. A transferência foi confirmada pela mãe, a pastora Priscila Nogueira Bueno.
A notícia da vaga para o exame trouxe alívio, mas também aumentou a apreensão. Segundo Priscila, a própria equipe médica explicou que o transporte de ambulância inspira extremo cuidado devido ao estado clínico delicado da criança. Em uma publicação carregada de emoção, a mãe contou que passaria a noite lutando pelo filho e pediu forças para enfrentar mais esse momento.
Para quem acompanha a batalha de Miguel, a transferência representa muito mais do que uma viagem entre São José dos Campos e Caraguatatuba. São quilômetros percorridos com uma criança fragilizada, uma equipe médica responsável por manter sua estabilidade e uma mãe que mistura medo e esperança a cada nova etapa. Priscila pediu que amigos, familiares e seguidores formassem uma corrente de oração pela ambulância, pela equipe e pela segurança do menino durante todo o trajeto.
“Peço a todos vocês: orem pelo Miguel. Orem pela transferência, pela ambulância, pela equipe que estará com ele e por cada quilômetro dessa viagem”, pediu a mãe. Em outra mensagem, ela demonstrou confiança de que a família retornará de Caraguatatuba com uma resposta positiva e manteve a fé como principal apoio durante os dias de internação.
Antes do deslocamento, Miguel passou pelos exames finais necessários para a preparação da transferência. Priscila compartilhou novamente a tensão daquele momento e pediu orações pela segurança do filho, pelos profissionais responsáveis pelo transporte e também pelo procedimento que será realizado no Litoral Norte.
A história de Miguel nas últimas semanas é marcada por sucessivas complicações. O menino tem Síndrome de Down e sua atual batalha começou após um quadro de pneumonia acompanhado por uma infecção bacteriana. Ele permaneceu inicialmente 22 dias na UTI, recebeu alta, mas precisou retornar ao hospital apenas dois dias depois, após contrair uma nova bactéria, descrita pela mãe como forte e agressiva. Mais recentemente, os médicos também detectaram a presença de um fungo no sangue da criança.
A broncoscopia passou a ser considerada fundamental para que os médicos possam avaliar a laringe e as vias respiratórias de Miguel e, a partir dos resultados, definir os próximos passos do tratamento. O procedimento não é realizado no Hospital Municipal de São José dos Campos, motivo pelo qual o caso foi encaminhado para a regulação estadual em busca de uma unidade capaz de realizar o exame.
Durante a espera, Priscila fez diferentes apelos públicos por urgência. Em uma das manifestações, resumiu o que esperava naquele momento: que o filho tivesse a oportunidade de continuar lutando. Para a mãe, cada dia de espera significava mais sofrimento em meio a uma internação que já ultrapassava um mês.
O Hospital Municipal Dr. José de Carvalho Florence informou, antes da transferência, que Miguel vinha recebendo assistência constante e afirmou que não correspondia à realidade qualquer alegação de ausência de atendimento. A unidade explicou ainda que o caso havia sido encaminhado à CROSS, sistema estadual de regulação, justamente para viabilizar o procedimento no Litoral Norte.
Agora, depois de dias de expectativa, Miguel segue para Caraguatatuba em busca do exame que poderá trazer respostas fundamentais para sua equipe médica. A viagem é delicada, o quadro exige cuidados e o caminho ainda é incerto. Ao lado do filho, uma mãe transforma cada nova etapa em um pedido coletivo de esperança: orem pelo Miguel.


