ONDE ESTÃO ALINE, ADRIEL E ENZO? MÃE E DOIS FILHOS SOMEM EM CARAGUATATUBA EM MEIO A RELATOS DE AMEAÇAS
Três dias sem notícias, uma família angustiada e duas crianças que também desapareceram junto com a mãe. Aline Aparecida Cassiano e os filhos Adriel, de 10 anos, e Enzo, de apenas 6, estão desaparecidos desde terça-feira (1º), no bairro Morro do Algodão, em Caraguatatuba. O caso ganhou ainda mais preocupação porque, segundo familiares, Aline vinha recebendo ameaças depois do fim de um relacionamento descrito pela família como abusivo. Até esta sexta-feira (4), não havia divulgação pública de que os três tivessem sido localizados.
A ausência de Aline e dos meninos começou a preocupar os familiares quando os três deixaram de dar notícias. O desaparecimento foi comunicado oficialmente à Polícia Civil na quinta-feira (3), dois dias depois de eles terem sido vistos pela última vez. Desde então, parentes procuram informações que possam indicar para onde a mãe teria ido e em que condições ela e as crianças se encontram. A Polícia Civil investiga o caso.
Aline é mãe de quatro filhos, mas apenas Adriel e Enzo estavam com ela quando desapareceu. Não há qualquer indicação de que os outros dois filhos também estejam desaparecidos. A família agora tenta ampliar a divulgação das imagens e dos nomes dos três para que qualquer pessoa que tenha visto a mãe ou as crianças possa ajudar nas buscas.
Um dos pontos que mais preocupa os parentes é o histórico relatado antes do desaparecimento. Segundo a família, Aline havia encerrado aproximadamente dois meses antes um relacionamento considerado abusivo e, desde então, estaria sofrendo ameaças. Os familiares também afirmam que ela estava sem telefone celular porque o aparelho teria sido quebrado durante uma discussão com o ex-companheiro.
Ainda de acordo com o relato familiar, moradores teriam visto o ex-companheiro recentemente nas proximidades da residência. Essa informação, entretanto, exige cautela. Não há divulgação oficial da Polícia Civil apontando o homem como responsável ou suspeito pelo desaparecimento de Aline e das crianças. Também não há confirmação pública de sequestro, cárcere privado ou de qualquer participação dele no sumiço. As circunstâncias continuam sendo investigadas.
A falta do celular também dificulta uma das formas mais imediatas de contato com Aline. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre mensagens posteriores ao desaparecimento, movimentações em redes sociais, imagens de câmeras de segurança ou algum possível destino para onde ela poderia ter seguido com os filhos.
Também não há informação pública sobre o horário exato em que Aline, Adriel e Enzo foram vistos pela última vez, quais roupas utilizavam naquele momento ou se saíram a pé, de transporte público ou em algum veículo. Esses detalhes podem se tornar importantes caso sejam obtidos durante os depoimentos e diligências da investigação.
O caso foi registrado formalmente somente na quinta-feira, mas a legislação e os protocolos de desaparecimento não exigem espera de 24 ou 48 horas para procurar a polícia. Quando uma pessoa desaparece de maneira considerada incomum pela família, a orientação é comunicar as autoridades imediatamente.
Agora, cada informação pode fazer diferença. A família pede que moradores do Morro do Algodão e de outras regiões de Caraguatatuba prestem atenção às imagens de Aline e das crianças e comuniquem qualquer pista às autoridades. Segundo a publicação que divulgou o desaparecimento, informações podem ser repassadas à Polícia Militar pelo 190.
Até esta atualização, permanecem sem resposta as principais perguntas: onde estão Aline, Adriel e Enzo, por que não fizeram contato com a família e o que aconteceu desde o dia 1º de setembro? Enquanto a Polícia Civil trabalha para esclarecer o desaparecimento, parentes seguem mobilizados à espera da notícia mais importante: a localização dos três.


