MÃE E COSTUREIRA: CONHEÇA A HISTÓRIA DE ADRIANA, MORTA A TIROS EM BAR NO ARARETAMA
Uma noite que deveria ser apenas de descontração entre amigas terminou em tragédia no bairro Araretama, em Pindamonhangaba. Adriana Silva dos Santos, de 48 anos, trabalhava como costureira, era mãe e estava a poucos meses de completar 49 anos quando teve a vida interrompida de forma violenta. Ela foi morta com um tiro na cabeça na noite de sábado, dia 29 de agosto, enquanto estava em um bar da região. O crime provocou comoção entre familiares, amigos e moradores que conheciam Adriana, chamada por muitos de “Tia Dri”.
Segundo informações repassadas pela família, Adriana estava no estabelecimento acompanhada de duas amigas e jogava bilhar quando foi surpreendida pelo homem apontado pela polícia como suspeito do crime. O investigado, de 57 anos, teria descido de um carro, sacado uma arma e efetuado o disparo que atingiu a cabeça da costureira.
Adriana não resistiu. O socorro foi acionado, mas a morte foi constatada ainda no local. Em poucos instantes, uma noite comum no Araretama se transformou em uma ocorrência marcada por tiros, correria e uma sequência de violência que ainda atingiria outras pessoas.
A notícia de que Adriana havia sido baleada chegou rapidamente ao filho dela. O rapaz foi até a região onde a mãe estava e acabou se envolvendo diretamente na sequência da ocorrência. Segundo a investigação, ele também foi baleado pelo mesmo homem suspeito de matar Adriana. O disparo atingiu a região do abdome.
O filho conseguiu sobreviver e foi encaminhado para atendimento médico. Até as informações divulgadas, não havia detalhes sobre o estado de saúde dele.
O suspeito permaneceu na região e acabou localizado pela Polícia Militar. Durante a abordagem, de acordo com as informações policiais, o homem teria resistido às ordens dos agentes e efetuado disparos contra a equipe.
Houve confronto. O suspeito foi baleado na perna e posteriormente socorrido. Uma mulher que estava nas proximidades também acabou atingida durante a troca de tiros e precisou de atendimento médico. Ela, o filho de Adriana e o próprio suspeito sobreviveram.
Durante a ocorrência, um revólver calibre 32 foi apreendido. A arma deverá passar por perícia e faz parte do conjunto de elementos que serão analisados pela Polícia Civil para esclarecer a dinâmica completa dos disparos.
O homem de 57 anos foi preso em flagrante. A Polícia Civil também pediu à Justiça a prisão preventiva do suspeito diante da gravidade dos fatos. O pedido deverá ser analisado pelo Poder Judiciário. A prisão cautelar e a condição de investigado não representam condenação definitiva.
O caso foi registrado como homicídio, tentativas de homicídio e lesão corporal decorrente de intervenção policial. As circunstâncias que antecederam a morte de Adriana continuam sendo investigadas.
Até o momento, a motivação do crime permanece sem esclarecimento. Também não havia informação confirmada sobre eventual vínculo familiar entre Adriana e o homem preso ou sobre o que teria acontecido antes do disparo.
Por trás da ocorrência policial, porém, está a história de uma mulher conhecida por sua vida simples e pelo trabalho como costureira. Adriana era mãe, tinha 48 anos e faria aniversário em dezembro. No Araretama, era conhecida pelo apelido de “Tia Dri” e mantinha proximidade com moradores da região.
Relatos de pessoas da comunidade mostram que Adriana havia construído vínculos afetivos com quem convivia. Alguns moradores a descreviam como uma mulher próxima e chegaram a dizer que costumavam chamá la de “mãe” e “mãezona”, numa demonstração do carinho que existia por ela no bairro.
A morte repentina trouxe uma dimensão ainda mais dolorosa para familiares e amigos. Poucas horas antes, Adriana estava em um momento de lazer ao lado de amigas. Depois do disparo, a família passou a organizar uma despedida que ninguém esperava enfrentar.
Adriana será velada e sepultada em Pindamonhangaba. Até as últimas informações divulgadas, o local e o horário das cerimônias ainda estavam sendo definidos pelos familiares.
Enquanto a Polícia Civil trabalha para descobrir o que motivou o crime e reconstruir todos os momentos daquela noite, familiares e moradores do Araretama se despedem da mãe e costureira que muitos conheciam simplesmente como Tia Dri.


