Sábado, Agosto 22, 2026
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TRABALHAVAM VENDENDO ÁGUA QUANDO O TIROTEIO COMEÇOU: JOVEM MORRE E MULHER FICA GRAVEMENTE FERIDA EM FEIRA DE APARECIDA


Uma noite de trabalho terminou em morte e desespero em Aparecida. Um jovem de 21 anos morreu e uma mulher de 31 ficou gravemente ferida depois que dois homens se aproximaram da barraca onde as vítimas vendiam água durante uma feira no bairro Ponte Alta e abriram fogo. O ataque aconteceu na noite de sexta-feira (21) e agora mobiliza a Polícia Civil, que tenta identificar os autores e entender quem era o alvo dos disparos.

Segundo as informações divulgadas pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, as duas vítimas trabalhavam juntas quando foram surpreendidas pelos atiradores. A dupla chegou ao local e efetuou os disparos diretamente na região da barraca. Na sequência, os suspeitos fugiram.

O jovem foi atingido e morreu ainda no local, antes de ser encaminhado para atendimento hospitalar. A mulher também foi baleada, recebeu socorro e foi levada para uma unidade de saúde.

Até a tarde deste sábado (22), não havia atualização oficial sobre o estado clínico dela, nem confirmação pública sobre o hospital onde permanece internada. As informações iniciais indicam que seu quadro era grave.

A cena foi preservada para o trabalho da perícia, que recolheu elementos que poderão ajudar a esclarecer a dinâmica do crime, a quantidade de disparos efetuados e a posição dos autores no momento do ataque.

A Polícia Civil passou a investigar o caso logo após o crime.

Entre os principais pontos que ainda precisam ser esclarecidos está a motivação.

Os investigadores deverão apurar se o jovem de 21 anos era o alvo principal, se a mulher de 31 também era alvo dos criminosos ou se ela acabou atingida durante uma ação direcionada especificamente ao rapaz. Nenhuma dessas possibilidades havia sido confirmada oficialmente até a última atualização.

Outro ponto ainda sem resposta é como os dois autores chegaram à feira e de que forma deixaram o bairro Ponte Alta após os disparos.

A Secretaria da Segurança Pública não informou se os criminosos estavam a pé, em uma motocicleta ou em algum automóvel. Também não foram divulgadas, até o momento, informações sobre características físicas, roupas ou qualquer outro elemento que possa identificar os suspeitos.

A quantidade de tiros também não foi oficialmente revelada.

Por se tratar de uma feira e de uma região com circulação de moradores e trabalhadores, uma das linhas naturais da investigação é verificar a existência de imagens de câmeras de segurança de imóveis, estabelecimentos ou vias próximas. Até a última atualização, porém, não havia confirmação de que gravações tivessem sido localizadas ou utilizadas pela polícia.

O ataque chama atenção porque aconteceu enquanto as vítimas trabalhavam.

A barraca onde estavam era destinada à venda de água, e a dupla teria se aproximado diretamente do ponto antes de iniciar os disparos. A dinâmica pode ajudar a Polícia Civil a entender se houve algum tipo de acompanhamento prévio das vítimas ou se os criminosos já sabiam onde encontrá-las.

Essas circunstâncias, contudo, ainda dependem da investigação.

O bairro Ponte Alta já apareceu em registros anteriores de violência armada, mas não existe, até agora, qualquer informação oficial que ligue o crime desta sexta-feira a ocorrências anteriores.

Em dezembro de 2025, uma jovem de 22 anos morreu e outras pessoas ficaram feridas em um ataque a tiros contra um veículo na mesma região. O grupo havia parado para comer pastel em uma barraca quando foi surpreendido pelos disparos.

Em novembro do mesmo ano, outro jovem, de 23 anos, foi assassinado a tiros na Avenida Expedito Macedo, também no bairro Ponte Alta.

Apesar da coincidência geográfica, não há qualquer confirmação de ligação entre esses casos e o ataque registrado agora. Cada ocorrência possui investigação própria, e qualquer eventual conexão dependerá de elementos concretos reunidos pela Polícia Civil.

No crime desta sexta-feira, a investigação deverá se concentrar inicialmente nos depoimentos de testemunhas que estavam na feira, no trabalho da perícia e em possíveis imagens da região.

A Polícia Civil também deverá buscar informações sobre a rotina das vítimas, eventuais ameaças anteriores e acontecimentos ocorridos antes do ataque que possam explicar por que os dois criminosos se dirigiram até a barraca.

A identidade do jovem morto não havia sido oficialmente divulgada nas informações disponíveis até a tarde deste sábado.

Também não foram informados o nome da mulher ferida ou qualquer vínculo familiar entre as duas vítimas além do fato de trabalharem juntas no local.

A investigação segue em andamento para identificar os dois autores, esclarecer a motivação e reconstruir a sequência completa dos disparos.

Até o momento, ninguém foi preso.

Imagem ilustrativa

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