Sábado, Agosto 22, 2026
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FUGIU PARA MINAS, TENTOU ESCAPAR DO CERCO E VOLTOU PRESO: ANDERSON É OUVIDO EM JACAREÍ APÓS MORTE DE CARLOS E ATAQUE A MÔNICA


A fuga terminou em Minas Gerais e o retorno aconteceu sob custódia policial. Anderson Saldanha Guedes, de 37 anos, investigado pela morte do ex-sogro Carlos Inácio da Silva, de 62 anos, e pela tentativa de feminicídio contra a ex-noiva Mônica Cristina da Silva, de 38 anos, foi levado novamente para Jacareí e ouvido pela Polícia Civil. A investigação agora confronta a versão apresentada por ele com depoimentos, vestígios encontrados no imóvel, registros da fuga e demais provas reunidas desde o ataque ocorrido na noite de terça-feira (18).

Anderson foi localizado na quinta-feira (20), em Passa Quatro, no Sul de Minas Gerais, depois de permanecer fora de Jacareí desde a noite do crime. A localização mobilizou forças policiais de São Paulo e Minas Gerais, com troca de informações entre equipes responsáveis pela investigação. Segundo as informações divulgadas, ele estava em uma propriedade rural ligada a familiares.

No momento em que percebeu a chegada dos policiais, Anderson teria tentado escapar pelos fundos da propriedade, mas acabou alcançado e preso. Dois telefones celulares foram apreendidos durante a ação e poderão ser analisados no decorrer da investigação.

Na sexta-feira (21), policiais da Delegacia de Investigações Gerais de Jacareí foram até Minas Gerais para realizar a transferência do investigado. De volta à cidade onde o crime aconteceu, Anderson foi encaminhado inicialmente à Delegacia de Defesa da Mulher, onde prestou depoimento, e posteriormente levado para a carceragem do 1º Distrito Policial.

A Justiça já havia decretado a prisão preventiva do investigado. A medida mantém Anderson sob custódia durante o andamento do inquérito e não representa uma condenação definitiva.

O caso teve início após o fim de um relacionamento de aproximadamente seis anos entre Anderson e Mônica. A separação teria ocorrido em 27 de julho. Segundo as informações reunidas pela Polícia Civil, um dos principais pontos de conflito entre os dois envolvia a divisão de um imóvel adquirido durante o relacionamento.

Na noite de terça-feira (18), Mônica foi até a residência acompanhada do pai, Carlos Inácio da Silva, para conversar sobre a partilha do patrimônio.

Foi durante esse encontro que a situação teria se transformado em violência.

Segundo relatos de testemunhas, Anderson teria deixado o local onde a conversa acontecia, ido até outro cômodo e retornado armado. A investigação trabalha para reconstruir exatamente o que aconteceu nos segundos seguintes.

Carlos acabou atingido pelos disparos e morreu no local.

Mônica também foi baleada.

Informações prestadas à polícia apontam que Carlos teria tentado proteger a filha durante o ataque. Já Mônica teria tentado escapar enquanto os tiros continuavam dentro do imóvel.

Uma das testemunhas mais importantes é a própria mãe de Anderson. Em depoimento, ela teria relatado que o filho demonstrava insatisfação com a divisão do imóvel e já teria feito declarações ameaçadoras contra Mônica antes do crime.

A mulher também contou ter visto Anderson entrar em um quarto e retirar algo de uma gaveta. Ao tentar impedir o filho, segundo o relato, teria sido empurrada.

Pouco depois, ela afirmou ter ouvido uma sequência de disparos, estimada em aproximadamente 15 tiros. O número ainda não representa uma confirmação pericial e corresponde à percepção apresentada pela testemunha.

Durante os trabalhos realizados no imóvel, a perícia encontrou cápsulas deflagradas e um carregador vazio de pistola calibre .380, com capacidade para 12 munições.

A arma utilizada no ataque se tornou uma das principais peças procuradas pela investigação.

Depois de ser preso em Minas Gerais, Anderson teria informado aos policiais que abandonou uma pistola calibre .380 em uma região de eucaliptos na zona rural de Jacareí. A informação foi encaminhada para as equipes paulistas responsáveis pelas buscas.

Até a última atualização, não havia confirmação pública de que a arma tivesse sido localizada.

Depois do ataque, Anderson teria deixado Jacareí utilizando uma motocicleta Honda NX-4 Falcon. Sistemas de monitoramento teriam registrado inicialmente o deslocamento do veículo em direção a Guararema.

As diligências posteriores indicaram que ele seguiu para Minas Gerais, onde acabou localizado dois dias depois.

A prisão em Passa Quatro encerrou a fase de buscas pelo suspeito, mas abriu uma nova etapa da investigação.

Agora, a Polícia Civil deverá confrontar o que Anderson disse durante seu depoimento com o conteúdo dos celulares apreendidos, os depoimentos dos familiares, os vestígios encontrados na casa, as cápsulas recolhidas, o carregador vazio, eventuais imagens de câmeras e demais informações obtidas desde o crime.

A polícia também busca esclarecer se houve algum tipo de planejamento anterior ao ataque. Há informações sobre ameaças anteriores e conflito relacionado à divisão do imóvel, mas a existência de premeditação ainda depende da conclusão da investigação.

Mônica permanece internada na Santa Casa de Jacareí.

Segundo a atualização mais recente, a mulher segue sem previsão de alta e permanece com um projétil alojado no pescoço. O quadro continua sendo acompanhado pela equipe médica.

A sobrevivência de Mônica também poderá ser importante para a investigação. Quando seu estado de saúde permitir, novas informações prestadas pela vítima poderão contribuir para reconstruir os momentos anteriores e posteriores aos disparos.

O ataque deixou uma família marcada por duas consequências diferentes da mesma noite. Carlos morreu após ser baleado, enquanto a filha permanece hospitalizada tentando se recuperar.

A Polícia Civil registrou a morte de Carlos como homicídio consumado e o ataque contra Mônica como tentativa de feminicídio.

O inquérito deverá ainda analisar a motivação, a sequência exata dos tiros, o comportamento do investigado antes e depois do ataque e a fuga realizada até Minas Gerais.

Também deverão ser verificadas as circunstâncias relacionadas à arma, incluindo a informação prestada sobre o suposto abandono da pistola em uma área rural de Jacareí.

Com Anderson novamente em Jacareí e preso preventivamente, a investigação passa a ter acesso direto ao principal suspeito apontado no caso.

O depoimento, porém, é apenas uma das peças.

A Polícia Civil deverá comparar cada declaração com os elementos técnicos e testemunhais já reunidos antes de concluir o inquérito e encaminhar o resultado ao Ministério Público e à Justiça.

Enquanto isso, Anderson permanece preso e Mônica segue hospitalizada.

O crime que começou com uma discussão relacionada à separação e à divisão de um imóvel terminou com um homem morto, uma mulher baleada, uma fuga para outro estado e uma operação policial que trouxe o investigado de volta a Jacareí para responder às perguntas que ainda cercam aquela noite.

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