SACOLA “BLINDADA” E R$ 70 MIL EM JOIAS: DEIC CERCA GRUPO COLOMBIANO E PRENDE QUATRO EM TAUBATÉ
Uma operação de inteligência da Polícia Civil terminou com três homens e uma mulher de nacionalidade colombiana presos e 64 joias recuperadas após um furto no Taubaté Shopping. A ação, batizada de Operação Bogotá, foi realizada na tarde de quarta-feira, 19 de agosto, depois que investigadores da DEIC de Taubaté receberam informações sobre a possível presença na cidade de um grupo especializado em furtos contra estabelecimentos de alto valor. Entre as peças recuperadas estavam 34 anéis e 30 pulseiras da Pandora, avaliados em mais de R$ 70 mil.
O trabalho policial começou antes mesmo de os suspeitos deixarem o centro de compras. Segundo a apuração baseada no boletim de ocorrência, investigadores identificaram que o grupo estaria utilizando um Hyundai HB20S prata e passaram a acompanhar a movimentação do automóvel. O carro havia saído da capital paulista e foi localizado estacionado nas proximidades do Taubaté Shopping. Policiais à paisana permaneceram observando o veículo durante cerca de uma hora e quinze minutos, aguardando a movimentação dos ocupantes.
A estratégia deu resultado quando os quatro suspeitos apareceram caminhando em direção ao automóvel. De acordo com o registro policial, dois homens passaram pelo veículo e permaneceram alguns metros adiante, enquanto outro homem e a mulher se aproximaram. Pouco depois, o grupo se reuniu junto ao carro, abriu o porta malas e colocou uma sacola em seu interior. Foi nesse momento que os investigadores decidiram realizar a abordagem.
Dentro do veículo, a polícia encontrou as joias retiradas do estabelecimento, além de quatro telefones celulares, dois rolos de papel alumínio e uma sacola especialmente adaptada com revestimento do mesmo material. Segundo a investigação, a preparação da bolsa não seria casual. O objetivo seria dificultar ou bloquear os sinais emitidos pelos dispositivos antifurto existentes nas mercadorias, permitindo que as peças fossem retiradas do estabelecimento sem que os mecanismos de segurança funcionassem normalmente.
As imagens das câmeras de segurança também passaram a fazer parte da investigação e teriam mostrado uma divisão de tarefas entre os integrantes. Conforme as informações divulgadas, enquanto parte do grupo distraía a funcionária do quiosque, outros envolvidos retiravam as peças. A Polícia Civil relacionou os quatro ao furto e recuperou todas as 64 joias encontradas no carro. O valor estimado do material ultrapassa R$ 70 mil.
A ação recebeu o nome de Operação Bogotá em referência à origem colombiana dos investigados. Segundo a Polícia Civil, os quatro estavam em situação migratória irregular no Brasil. As autoridades também apuram se o grupo pode ter participado de outros furtos semelhantes contra lojas e joalherias, mas, até o momento, não foram divulgados oficialmente outros crimes específicos atribuídos individualmente aos presos.
O veículo usado pelo grupo também foi apreendido, juntamente com os celulares e os materiais encontrados em seu interior. Os aparelhos poderão ser submetidos aos procedimentos legais de análise durante a investigação, que busca descobrir como os suspeitos se organizaram, se receberam apoio de outras pessoas e se haviam percorrido outras cidades antes de chegar a Taubaté.
Os quatro foram conduzidos à delegacia, onde as prisões em flagrante foram ratificadas por furto qualificado pelo concurso de pessoas. A Polícia Civil também pediu à Justiça a conversão das prisões em preventivas. A medida deverá ser analisada pelo Poder Judiciário, enquanto o caso segue sob investigação.
A administração do Taubaté Shopping informou que tomou as primeiras providências após o episódio e permanece à disposição das autoridades para colaborar com a investigação. O empreendimento confirmou que o fato ocorreu na tarde de quarta-feira, reforçando a data registrada na apuração policial mais detalhada.
A Operação Bogotá agora entra em uma segunda etapa. Além de esclarecer completamente a atuação dos quatro presos dentro do shopping, os investigadores deverão analisar os celulares, a rota percorrida pelo HB20S e outros elementos que possam indicar se o método da sacola revestida com papel alumínio já havia sido utilizado anteriormente. Por enquanto, o resultado mais concreto da ação é a recuperação das 64 peças avaliadas em mais de R$ 70 mil e a prisão dos quatro suspeitos logo depois de deixarem o centro de compras.


