MADRUGADA DE TERROR: QUADRILHA INVADE CASA, FAZ PIX FORÇADO E ROUBA TRÊS VEÍCULOS ENTRE BARRA MANSA E VOLTA REDONDA
Uma sequência de crimes que começou dentro de uma residência terminou com vítimas rendidas, transferências bancárias feitas sob ameaça e três veículos roubados entre Barra Mansa e Volta Redonda. A ação aconteceu durante a madrugada de quarta-feira, 19 de agosto, e teria sido praticada por quatro homens armados. O primeiro alvo foi uma casa na Rua Julieta Espíndola de Matos, no bairro Ano Bom, em Barra Mansa, onde os criminosos surpreenderam os moradores e permaneceram no imóvel durante parte da madrugada antes de iniciar uma fuga marcada por novos roubos.
Segundo as informações apuradas, a abordagem começou do lado de fora da residência. A vítima foi rendida e obrigada a entrar novamente no imóvel acompanhada pelos criminosos. A partir desse momento, os assaltantes passaram a recolher objetos e outros bens da família, mantendo os moradores sob ameaça. Além dos itens levados da casa, as vítimas também teriam sido obrigadas a realizar transferências por Pix para uma conta bancária ligada a uma mulher. O valor total movimentado durante a ação ainda não foi divulgado publicamente.
A permanência dos criminosos no imóvel teria se estendido por várias horas. Depois de recolher os pertences e conseguir as transferências bancárias, o grupo deixou Barra Mansa utilizando uma Toyota Hilux pertencente à família. A caminhonete, no entanto, não permaneceu muito tempo com os suspeitos. A investigação aponta que ela foi utilizada na sequência da fuga e posteriormente abandonada em Volta Redonda.
Por volta das 5h45, já no bairro Retiro, em Volta Redonda, os homens teriam iniciado uma nova etapa da ação. Na Avenida Paulista, nas proximidades de um ferro velho, um motorista que seguia para o trabalho em um Volkswagen Voyage preto foi abordado. Segundo as informações registradas na polícia, dois homens armados teriam descido da Hilux, enquanto outros integrantes permaneciam no veículo.
O motorista do Voyage foi rendido e obrigado a passar para o banco traseiro. Pouco depois, teria sido retirado do automóvel e deixado no local, enquanto os criminosos fugiam levando o carro. Além do Voyage, foram levados documentos pessoais, um telefone celular Samsung e um notebook HP pertencente à empresa onde a vítima trabalha.
Enquanto o Voyage era utilizado na fuga, a Hilux roubada anteriormente em Barra Mansa acabou sendo abandonada na própria Avenida Paulista, no Retiro. A Polícia Militar localizou a caminhonete e preservou a área para os trabalhos de perícia, permitindo que o veículo posteriormente pudesse ser relacionado à sequência criminosa iniciada no Ano Bom.
A ação ainda teria continuado por outro ponto de Volta Redonda. Na Avenida Almirante Adalberto de Barros Nunes, conhecida como Beira Rio, na região da Siderlândia, o grupo teria abordado outra vítima e levado uma Chevrolet Tracker prata. A partir daí, surgiu a informação de que os criminosos teriam seguido em direção à Rodovia do Contorno e posteriormente à Via Dutra.
A sequência chamou atenção das forças de segurança porque os suspeitos teriam mudado de veículo sucessivamente durante a fuga, estratégia que pode dificultar o acompanhamento e a identificação dos envolvidos. A Hilux teria sido utilizada depois do roubo à residência, o Voyage teria sido tomado em seguida e a Tracker teria sido levada posteriormente, já durante a passagem dos criminosos por Volta Redonda.
Apesar da movimentação, os três veículos acabaram sendo recuperados. A Toyota Hilux foi encontrada abandonada no Retiro, enquanto o Volkswagen Voyage e a Chevrolet Tracker foram localizados posteriormente em uma área de mata na Vila Independência, em Barra Mansa. Os automóveis foram encaminhados para os procedimentos policiais e periciais antes da devolução aos respectivos proprietários.
A investigação busca agora estabelecer de forma definitiva a ligação entre todos os episódios e reconstruir a rota utilizada pelos quatro homens durante a madrugada. As autoridades também tentam identificar quem são os integrantes do grupo, quem teria recebido as transferências bancárias feitas sob ameaça e se outras pessoas deram apoio à fuga ou participaram da receptação dos bens levados.
Outro ponto que deverá ser analisado é a conta bancária para a qual os valores foram transferidos. As primeiras informações apontam que os Pix teriam sido enviados para uma conta em nome de uma mulher. A identidade dela e eventual ligação com os assaltantes não foram divulgadas. Também não há confirmação de que a titular da conta tenha participado diretamente do crime, situação que dependerá da apuração policial e da análise dos dados bancários.
Até a última atualização disponível, não havia informação sobre prisões relacionadas à quadrilha. Também não foram divulgados o valor total transferido por Pix, a quantidade exata de objetos retirados da residência, o prejuízo financeiro completo ou o tipo de armas utilizadas durante os assaltos.
O caso mobiliza investigações em Barra Mansa e Volta Redonda por envolver uma sequência de ocorrências ocorridas em diferentes pontos das duas cidades. A apuração deverá utilizar depoimentos das vítimas, perícia nos veículos recuperados, eventuais imagens de câmeras de segurança e informações bancárias para tentar identificar os responsáveis.
O que começou como uma invasão a uma residência no Ano Bom atravessou a madrugada e se transformou em uma sucessão de roubos, com vítimas ameaçadas, transferências bancárias forçadas e veículos utilizados e abandonados durante a fuga. Os carros foram recuperados, mas os quatro homens apontados como responsáveis pelo ataque continuam sendo procurados.

