Quarta-feira, Agosto 19, 2026
Plantão Policial

PARTILHA TERMINA EM SANGUE: PAI É MORTO, MÔNICA É BALEADA E EX FOGE EM DIREÇÃO A GUARAREMA


Uma conversa sobre a divisão do valor de um imóvel terminou em uma noite de violência, morte e uma caçada policial entre Jacareí e Guararema. Carlos Inácio da Silva, de 62 anos, morreu após ser baleado, enquanto a filha, Mônica Cristina da Silva, de 38 anos, foi atingida por diversos disparos e permanece internada em estado grave. O principal suspeito é Anderson Saldanha Guedes, de 37 anos, ex-companheiro de Mônica, que teria fugido em uma motocicleta logo depois do ataque. O crime aconteceu na noite de terça-feira, 18 de agosto, em uma residência na região da Vila Garcia, em Jacareí.

Segundo as informações reunidas pela Polícia Civil, Mônica e Anderson haviam mantido um relacionamento que terminou em 27 de julho. Durante o período em que estiveram juntos, os dois teriam comprado um imóvel, posteriormente colocado à venda após a separação. A divisão do dinheiro obtido com a negociação passou a ser motivo de conflito entre o ex-casal. Na noite do crime, Mônica foi até a residência onde Anderson estava acompanhada do pai, Carlos, para conversar sobre a partilha. O que deveria ser uma tentativa de resolver a questão terminou em disparos.

De acordo com depoimentos registrados no boletim de ocorrência, durante a conversa Anderson teria se afastado, entrado em um quarto e pegado uma arma. Em seguida, retornou ao local e começou a atirar. Carlos teria sido atingido primeiro. Segundo a investigação, o pai estava ao lado da filha justamente durante a discussão envolvendo o imóvel e acabou baleado no ataque. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu.

Depois dos primeiros disparos, Mônica tentou fugir para dentro da residência, mas teria sido perseguida pelo ex-companheiro. A mulher foi atingida várias vezes e precisou ser socorrida em estado grave pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. Ela foi encaminhada à Santa Casa de Jacareí, onde recebeu atendimento médico. A quantidade exata de tiros ainda apresenta divergência entre as primeiras informações divulgadas, mas o quadro confirmado é de múltiplos ferimentos provocados por arma de fogo.

A mãe de Anderson também teria presenciado parte da ocorrência e prestou depoimento à polícia. Segundo o relato, ela tentou impedir o filho de pegar a arma, mas teria sido empurrada. Na sequência, ouviu uma série de disparos, estimada por ela em aproximadamente 15 tiros. A mulher também afirmou aos investigadores que Anderson não aceitava que Mônica recebesse metade do valor do imóvel e que o filho já teria feito ameaças anteriormente contra a ex-companheira.

O pai do suspeito também foi ouvido e relatou que o filho disparou primeiro contra Carlos e depois perseguiu Mônica. Outro detalhe revelado durante a investigação é que, após deixar o local, Anderson teria enviado uma mensagem ao próprio pai afirmando que não iria mais envergonhá-lo. A mensagem agora faz parte do conjunto de elementos analisados pela Polícia Civil para reconstruir os passos do suspeito depois do crime.

Após os disparos, Anderson fugiu utilizando uma Honda NX-4 Falcon vermelha. Sistemas de monitoramento e radares inteligentes teriam identificado o deslocamento da motocicleta em direção a Guararema, levando equipes policiais a ampliarem as buscas para além de Jacareí. Até as informações mais recentes desta quarta-feira, 19 de agosto, ele ainda não havia sido localizado.

No endereço onde ocorreu o ataque, policiais e peritos encontraram cápsulas de munição e apreenderam um carregador de pistola calibre .380. A arma apontada como utilizada nos disparos ainda não havia sido localizada nas últimas informações divulgadas. Os vestígios recolhidos serão analisados pela perícia e poderão ajudar a esclarecer a quantidade de tiros efetuados, a dinâmica completa do ataque e outros detalhes da ocorrência.

O caso foi registrado como homicídio consumado e tentativa de feminicídio. Segundo a Polícia Civil, existem até o momento indícios de autoria e materialidade relacionados a Anderson, mas a investigação continua e a responsabilidade criminal definitiva dependerá do processo judicial. A polícia também deverá aprofundar a apuração sobre as ameaças anteriores relatadas pela família e sobre a possibilidade de o ataque ter sido planejado.

A motivação central apontada até agora está relacionada à divisão patrimonial após o fim do relacionamento. Conforme os depoimentos, Anderson demonstrava inconformismo com a possibilidade de Mônica ficar com metade do valor do imóvel comprado pelo casal. Essa versão deverá ser confrontada com mensagens, depoimentos, documentos e demais provas reunidas pelos investigadores.

O episódio também deixa uma criança diretamente atingida pela tragédia familiar. Anderson e Mônica têm uma filha de sete anos. A identidade da menina é preservada. Com o avô morto, a mãe hospitalizada e o pai sendo procurado pela polícia, o crime provocou consequências profundas dentro da própria família.

Carlos Inácio da Silva, de 62 anos, morreu em uma situação que começou como uma conversa para tentar resolver uma questão envolvendo a separação da filha. Mônica, de 38, segue lutando pela recuperação depois de ser atingida por diversos disparos. Anderson, apontado pela investigação como autor dos tiros, continua sendo procurado.

A Polícia Civil mantém diligências para localizar o suspeito e esclarecer todos os detalhes do ataque. A rota registrada pelos sistemas de monitoramento em direção a Guararema passou a orientar parte das buscas, enquanto equipes também verificam endereços e possíveis contatos relacionados a Anderson.

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