CAIU O ÚLTIMO: FORAGIDO DA OPERAÇÃO BLIND SPOT É PRESO NO ARARETAMA E DEIC FECHA CERCO NO VALE
O último homem que ainda estava foragido entre os alvos já identificados da Operação Blind Spot foi localizado e preso nesta segunda feira, 17 de agosto, em Pindamonhangaba. A captura aconteceu no bairro Araretama, depois de um trabalho de inteligência realizado por policiais civis da Delegacia Especializada de Investigações Criminais de Taubaté, a DEIC. Com a prisão, a corporação afirma ter alcançado todos os investigados já identificados no decorrer da operação.
O homem era procurado desde a deflagração da Blind Spot, operação realizada no fim de julho para atingir uma associação criminosa investigada por atividades envolvendo tráfico de drogas, associação para o tráfico, comércio ilegal de armas e agiotagem em diferentes municípios do Vale do Paraíba. As diligências da primeira fase chegaram a Taubaté, Pindamonhangaba e Cruzeiro.
Contra o investigado localizado nesta segunda feira havia mandado de prisão temporária. Desde que ele escapou das primeiras ações, equipes da DEIC passaram a reunir dados sobre possíveis endereços e locais utilizados pelo homem para permanecer escondido. O trabalho avançou até que informações direcionaram os investigadores para o Araretama.
Os policiais civis foram até o endereço apontado pelos levantamentos e encontraram o procurado. Ele foi detido sem que as informações divulgadas até o momento mencionassem confronto durante a abordagem. Após a captura, o homem foi colocado à disposição da Justiça.
A prisão representa o fechamento de uma etapa iniciada semanas antes e que teve ações em diferentes pontos da região. Na primeira ofensiva, a Justiça autorizou quatro mandados de prisão temporária e 23 mandados de busca e apreensão. Três dos alvos das prisões temporárias foram localizados naquela ocasião, enquanto o homem capturado agora conseguiu permanecer foragido.
Outra mulher também acabou presa em flagrante durante a primeira fase, por receptação. A prisão ocorreu depois que os investigadores localizaram uma motocicleta Honda CG 160, ano 2026, que possuía registro de furto. Somando as prisões decorrentes da operação naquele momento, quatro pessoas foram detidas antes da captura realizada no Araretama.
Além da motocicleta, os agentes recolheram aparelhos celulares e dinheiro durante os cumprimentos de mandados. Todo o material passou a integrar a investigação conduzida pela DEIC, que tenta reconstruir a atuação do grupo e identificar eventuais outros participantes.
A Blind Spot também chamou atenção pela forma como um dos principais investigados foi preso. O homem, de nacionalidade peruana, estava retornando de uma viagem internacional ao Chile e foi localizado no Aeroporto Internacional de Guarulhos.
Depois de descobrirem que o investigado retornaria ao Brasil, policiais do Grupo de Operações Especiais da DEIC de Taubaté se deslocaram até o aeroporto. Com apoio da Polícia Federal, a equipe realizou a abordagem ainda dentro da aeronave, logo depois do pouso.
A operação contou com uma estrutura que envolveu diferentes forças de segurança. Além da DEIC de Taubaté e da Polícia Federal, participaram das ações Guardas Civis Municipais de Taubaté e Pindamonhangaba e equipes das polícias Civil e Militar da região, incluindo apoio relacionado às áreas de Taubaté e Cruzeiro.
O nome Blind Spot significa “ponto cego” em inglês. A denominação foi utilizada na operação voltada a investigar e desarticular a atuação do grupo suspeito de participar de diferentes modalidades criminosas no Vale do Paraíba.
A captura desta segunda feira ocorreu justamente em uma das cidades que já estavam no centro da investigação desde o início. Pindamonhangaba, Taubaté e Cruzeiro tiveram endereços incluídos nos mandados de busca da primeira etapa.
Com o homem localizado no Araretama, a DEIC informou que todos os investigados identificados e procurados dentro dessa etapa da Blind Spot estão presos. A expressão de “100% de sucesso” utilizada pela Polícia Civil se refere aos alvos que já haviam sido individualizados no decorrer das investigações.
Isso, porém, não representa o encerramento da Blind Spot. A própria Polícia Civil afirma que os trabalhos continuam, agora com o objetivo de descobrir se existem outras pessoas ligadas ao esquema e qual teria sido a participação de cada uma nas atividades investigadas.
A investigação envolve suspeitas relacionadas ao comércio de drogas, associação para o tráfico, venda ilegal de armas e empréstimos realizados por meio de agiotagem. A eventual responsabilidade criminal de cada investigado ainda dependerá do avanço do inquérito e das decisões da Justiça.
A DEIC de Taubaté também informou que continuará desenvolvendo ações contra organizações criminosas nos municípios que fazem parte de sua área de atuação. A captura no Araretama encerra a condição de foragido do último alvo já identificado, mas mantém aberta a investigação para descobrir possíveis novos integrantes do grupo.

