ATÉ URUBU APARECEU: COMIDA DEIXADA NA RUA VIRA ALVO DE RECLAMAÇÃO ENTRE VIZINHOS EM SJC
O que teria começado como uma tentativa de alimentar cães e gatos virou motivo de reclamação entre moradores do bairro Monte Castelo, na região central de São José dos Campos. Vizinhos da Rua Luís Pasteur afirmam que alimentos deixados em um ponto da via passaram a atrair também pombos e até urubus, além de provocar, segundo os relatos, mau cheiro e aumento da presença de insetos nas proximidades.
A situação ganhou repercussão nesta quinta-feira (13). De acordo com moradores, uma mulher costuma colocar comida ao lado do número 53 da Rua Luís Pasteur, em frente ao muro que cerca uma área onde existe uma torre de telefonia.
Segundo os denunciantes, inicialmente a prática envolvia principalmente cães e gatos que circulavam pela região. Com o tempo, porém, outros animais teriam passado a frequentar o local em busca das sobras de alimentos.
Os moradores relatam que pombos começaram a aparecer com frequência e afirmam que, mais recentemente, até urubus passaram a ser atraídos pela comida deixada na rua.
“Passou dos limites. Ela alimenta os cachorros e gatos da rua, até aí é lindo. Os pombos já ficam bem fora de lógica, mas acaba que a gente dá uma ignorada nesse item. Mas agora começou a alimentar urubu, sim, urubu”, disseram moradores ao relatarem a situação.
Além da presença das aves, os vizinhos afirmam enfrentar outros transtornos. Entre as reclamações estão fezes espalhadas, mau cheiro, pulgas, moscas e baratas. Os moradores também demonstram preocupação com a possibilidade de resíduos e acúmulo de alimentos favorecerem o aparecimento de outros animais.
As queixas foram encaminhadas à Prefeitura de São José dos Campos por meio do telefone 156, canal utilizado pelo município para recebimento de diferentes solicitações e reclamações da população.
A Prefeitura informou que fiscais foram enviados ao local para verificar a denúncia. Durante a vistoria realizada no imóvel, entretanto, não foram identificadas irregularidades relacionadas à higiene ou à limpeza naquele momento.
Ainda segundo a administração municipal, a responsável recebeu orientações sobre as reclamações apresentadas pelos moradores e sobre a necessidade de manejo adequado dos resíduos.
A posição da Prefeitura é importante porque, embora os moradores relatem sujeira, insetos e outros transtornos, a fiscalização não constatou irregularidades no momento em que esteve no endereço. Até a última atualização, não havia informação sobre aplicação de multa ou outra penalidade.
A reclamação também levanta uma discussão sobre a alimentação de animais em áreas urbanas. Embora oferecer comida a cães e gatos possa partir de uma intenção de cuidado, alimentos deixados continuamente em ruas e praças também podem atrair outras espécies.
No caso dos pombos, autoridades sanitárias orientam que alimentos não sejam deixados disponíveis de forma permanente em locais públicos ou residenciais. A oferta constante de comida pode favorecer o aumento da concentração dessas aves em determinados pontos.
Sobras de alimentos também podem atrair insetos e roedores, razão pela qual órgãos de saúde recomendam cuidado com o descarte e a permanência de restos de comida em áreas abertas.
A presença de urubus, relatada pelos moradores do Monte Castelo, tornou o episódio ainda mais incomum. As aves são atraídas principalmente pela disponibilidade de matéria orgânica e alimentos, mas ainda não há informação oficial indicando quantos animais estariam frequentando o local ou com qual frequência.
Também não existe, até o momento, confirmação de que qualquer animal tenha sido recolhido pela Prefeitura ou por algum órgão de proteção ambiental em razão da ocorrência.
O Centro de Controle de Zoonoses de São José dos Campos atua em orientações relacionadas a animais sinantrópicos, categoria que inclui espécies que se adaptaram aos ambientes urbanos e podem se aproximar das residências em busca de alimento e abrigo.
A situação na Rua Luís Pasteur deverá continuar sendo acompanhada pelos moradores, que aguardam providências capazes de evitar que alimentos deixados no local continuem atraindo grande quantidade de animais.
Por enquanto, o caso apresenta duas versões que precisam ser consideradas: de um lado, moradores que afirmam conviver com mau cheiro, fezes, insetos e a presença crescente de aves; do outro, a vistoria municipal que informou não ter encontrado irregularidades de higiene ou limpeza no momento da fiscalização.
A responsável pela alimentação dos animais também recebeu orientações da Prefeitura. Não há informação pública, até agora, de que ela tenha sido autuada ou responsabilizada por qualquer infração.


