Segunda-feira, Agosto 10, 2026
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PAI E FILHA PARTEM JUNTOS: PASTOR RICARDO KERN E AMANDA MORREM EM TRAGÉDIA NA DUTRA


Uma noite que terminou em silêncio, dor e despedida. O pastor Ricardo Kern, de 60 anos, e sua filha, Amanda da Silva Kern, de 32, morreram em um grave acidente na Rodovia Presidente Dutra, em São José dos Campos. Pai e filha estavam no mesmo carro quando foram atingidos frontalmente por outro veículo que atravessou a divisória central da rodovia e invadiu a pista contrária. Uma terceira pessoa, a motorista do outro automóvel, de 30 anos, também morreu.

A tragédia provocou forte comoção entre familiares, amigos, fiéis e pessoas ligadas à comunidade escolar de São José dos Campos. Ricardo era pastor da Igreja Voz da Profecia e construiu ao longo dos anos uma trajetória marcada pela atuação religiosa e pela educação. Registros públicos da própria igreja mostram Ricardo ministrando mensagens religiosas, enquanto publicações pessoais também o identificavam como fundador do Colégio Filhinhos do Rei.

Por trás do nome que agora aparece ligado a uma das tragédias mais graves registradas neste trecho da Dutra estava uma história iniciada há mais de duas décadas. O atual Colégio Filhos do Rei informa que a instituição nasceu de um sonho de Ricardo Kern, que queria criar um ambiente em que crianças recebessem não apenas formação pedagógica, mas também princípios e valores cristãos. A escola começou suas atividades em fevereiro de 2001, inicialmente apenas com a Educação Infantil e uma estrutura considerada modesta.

O projeto cresceu. Em 2004, a instituição tinha 58 alunos. No ano seguinte, após a ampliação da estrutura e a implantação do Ensino Fundamental I, passou a atender 150 estudantes. Com o passar dos anos, novos segmentos foram incorporados e, segundo informações atualmente divulgadas pelo próprio colégio, a instituição atende mais de 500 alunos. A história ajuda a dimensionar o legado deixado por Ricardo para além do púlpito, alcançando gerações de crianças e famílias que passaram pela escola idealizada por ele.

A morte aconteceu de forma repentina na noite de domingo (9). Segundo informações divulgadas pelo OVALE, Ricardo e Amanda trafegavam pela pista expressa da Dutra no sentido São Paulo, na altura do km 143, quando o carro em que estavam foi atingido de frente. A publicação aponta que a colisão aconteceu por volta das 20h. Já registros da concessionária RioSP apontam que o chamado para atendimento da ocorrência foi recebido às 21h05.

As informações levantadas durante o atendimento mostram que uma motorista de 30 anos seguia pela Dutra no sentido Rio de Janeiro quando perdeu o controle do automóvel. O veículo atingiu a mureta central, passou pela estrutura que separa as pistas e invadiu o sentido contrário. Segundos depois ocorreu a colisão frontal contra o carro onde estavam Ricardo e Amanda.

A violência da batida deixou as três vítimas presas às ferragens. Ricardo, Amanda e a motorista do outro automóvel não resistiram aos ferimentos. Os três óbitos foram constatados ainda no local. Somente depois da liberação da área pela perícia, equipes do Corpo de Bombeiros e da concessionária puderam realizar a retirada dos corpos dos veículos.

O acidente mobilizou Corpo de Bombeiros, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil e equipes operacionais da concessionária. A pista no sentido São Paulo precisou ser interditada durante o atendimento, provocando um congestionamento que chegou a pelo menos seis quilômetros. A rodovia foi liberada durante a madrugada, depois da conclusão dos procedimentos realizados no trecho.

Para quem conhecia Ricardo principalmente pelo trabalho religioso e educacional, a notícia transformou o domingo em uma despedida inesperada. A história de um pai e uma filha que seguiam juntos pela rodovia e tiveram suas vidas interrompidas na mesma colisão rapidamente ganhou repercussão na região. Ricardo deixa como parte de sua trajetória uma instituição de ensino que nasceu de um projeto iniciado em 2001 e que continuou crescendo ao longo das décadas.

Amanda tinha 32 anos e estava ao lado do pai no momento do acidente. As informações divulgadas até agora não detalham oficialmente sua atuação profissional ou outros aspectos de sua vida pessoal. Por isso, diante da dimensão da perda, o que está confirmado é justamente o vínculo que tornou a tragédia ainda mais marcante: pai e filha estavam juntos no veículo atingido e morreram no mesmo acidente.

A terceira vítima era uma mulher de 30 anos que dirigia o automóvel que atravessou a divisória da Dutra. Até a última atualização das fontes consultadas, a identidade dela não havia sido divulgada. Também não há confirmação oficial sobre o que fez a motorista perder o controle do carro antes de atingir a mureta e invadir a pista contrária.

As circunstâncias que antecederam a colisão serão investigadas pela Polícia Civil. Não existe, até o momento, confirmação oficial de excesso de velocidade, falha mecânica ou de outro fator específico que tenha provocado a perda de controle do automóvel. A perícia e os demais elementos recolhidos no local deverão auxiliar no esclarecimento da dinâmica completa da tragédia.

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