SAIU DO TRABALHO E NÃO CHEGOU AO DESTINO: FRENTISTA MORRE APÓS CARRO INVADIR CONTRAMÃO EM ULTRAPASSAGEM PROIBIDA NO VALE
O fim de mais um dia de trabalho terminou em tragédia para um frentista em São Bento do Sapucaí. O motociclista havia acabado de deixar o posto de combustíveis onde trabalhava e seguia pela Rodovia Vereador Júlio da Silva quando foi atingido frontalmente por um Renault Captur que, segundo o boletim de ocorrência e as imagens analisadas pela polícia, teria invadido a contramão durante uma ultrapassagem realizada em trecho com faixa contínua, onde a manobra é proibida.
O grave acidente aconteceu na noite de quinta-feira, dia 6 de agosto. A vítima seguia de motocicleta no sentido Sapucaí-Mirim quando ocorreu a colisão. O impacto foi extremamente violento e equipes de emergência foram mobilizadas, mas o motociclista não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.
A dinâmica registrada pelas câmeras de monitoramento passou a ser uma das principais provas da investigação conduzida pela Polícia Civil. As imagens mostram os momentos que antecederam a batida e deverão auxiliar os peritos na reconstrução precisa da ocorrência.
Conforme consta no registro policial, o motociclista saía do acesso próximo ao posto de combustíveis onde trabalhava. Antes de entrar na rodovia, ele reduziu a velocidade, aguardou a passagem de outro automóvel e somente depois ingressou na pista.
Poucos metros depois, o Renault Captur apareceu trafegando no sentido contrário. Segundo a descrição das imagens feita no boletim, o motorista do carro iniciou uma ultrapassagem e ocupou a faixa utilizada pelo motociclista.
A colisão frontal aconteceu em seguida.
O policial militar responsável pelo atendimento relatou que as imagens indicam que a ultrapassagem ocorreu sobre uma faixa longitudinal contínua. Esse tipo de sinalização estabelece que o motorista não pode avançar para a pista contrária para realizar a manobra.
As circunstâncias registradas pelas câmeras agora serão confrontadas com os vestígios encontrados na rodovia. A Polícia Científica esteve no local e realizou a perícia, analisando a posição final dos veículos, danos provocados pelo impacto, marcas existentes no pavimento e outros elementos que possam contribuir para esclarecer a dinâmica completa do acidente.
Outro detalhe que chamou a atenção dos investigadores aparece nas imagens registradas depois da colisão. Segundo o boletim, o Renault Captur teria continuado em movimento por alguns metros após atingir a motocicleta, sem uma frenagem imediata aparente.
Esse ponto também será analisado pela perícia. A distância percorrida pelo veículo depois da batida, as marcas deixadas na pista e os danos apresentados pelo carro poderão ajudar na tentativa de estabelecer o ponto exato do impacto, a velocidade aproximada dos veículos e o tempo de reação do motorista.
Após o acidente, equipes de resgate foram acionadas para atendimento às vítimas. No caso do motociclista, porém, a violência da colisão provocou ferimentos incompatíveis com a vida e a morte foi constatada ainda na rodovia.
A ocorrência mobilizou a Polícia Militar e a Polícia Científica. Depois da realização dos trabalhos periciais e da coleta dos vestígios necessários para a investigação, os veículos envolvidos foram liberados.
O caso passou a ser investigado pela Polícia Civil, que deverá reunir o material registrado pelas câmeras, os laudos da perícia, depoimentos e demais informações produzidas durante a ocorrência.
Embora a ultrapassagem em local proibido esteja apontada no boletim como parte da dinâmica registrada pelas imagens, a eventual responsabilização criminal dependerá da conclusão do inquérito e da análise de todas as circunstâncias.
Pelo Código de Trânsito Brasileiro, realizar ultrapassagem pela contramão em trecho marcado com linha longitudinal contínua configura infração gravíssima. No caso de um acidente com morte, entretanto, a definição sobre eventual responsabilidade criminal depende das provas reunidas e da conclusão das autoridades responsáveis pela investigação.
A polícia deverá ainda analisar se havia algum outro fator envolvido na ocorrência, além de reconstruir a movimentação dos dois veículos nos segundos que antecederam a colisão.
O que as informações disponíveis já apontam é que o motociclista havia deixado o local de trabalho momentos antes do acidente. Ele acessou a rodovia, aguardou a passagem de um veículo antes de entrar na pista e seguia no sentido Sapucaí-Mirim quando aconteceu a batida frontal.
A rotina de uma noite após o expediente acabou interrompida de maneira trágica na Rodovia Vereador Júlio da Silva. A perícia e o inquérito policial deverão determinar tecnicamente as circunstâncias e eventuais responsabilidades pelo acidente que terminou com a morte do frentista.


