Quinta-feira, Agosto 6, 2026
Cidades

CAIU O TERCEIRO: POLÍCIA PRENDE LUAN NO CASO THALES E “DENTINHO” É O ÚLTIMO FORAGIDO


O cerco policial contra os investigados pela morte de Thales Rudson Torres, de 23 anos, voltou a avançar nesta quinta-feira, dia 6 de agosto. A Polícia Civil prendeu Luan Fabrício dos Reis Ribeiro, de 29 anos, apontado como um dos quatro homens envolvidos no crime que começou na zona leste de São José dos Campos e terminou com o jovem morto a tiros em uma estrada rural de Caçapava.

Com a captura de Luan, três dos quatro investigados já estão presos. O único que continua foragido é Wellington Cristiano de Oliveira, de 32 anos, conhecido como “Dentinho”, apontado pela investigação como o homem que estaria armado durante o episódio que terminou na morte de Thales.

Luan era procurado desde o dia 26 de maio, quando a Justiça decretou a prisão preventiva dos quatro investigados. A Polícia Civil informou que ele foi localizado durante o andamento das investigações, mas não divulgou o bairro, o município ou as circunstâncias exatas da captura.

A prisão representa mais um avanço em um caso que começou a ser investigado no fim de março e mobilizou a Delegacia de Homicídios de São José dos Campos. Thales foi encontrado morto na manhã de segunda-feira, dia 30 de março, às margens da Estrada Padre Piedade, no bairro Guamirim, zona rural de Caçapava.

O corpo apresentava ferimentos provocados por disparos de arma de fogo. Segundo a Polícia Civil, Thales estava desaparecido desde a noite anterior e morava na região leste de São José dos Campos. A investigação informou ainda que o jovem não possuía antecedentes criminais.

Familiares relataram que Thales havia sido visto pela última vez nas proximidades de uma adega na zona leste de São José dos Campos. O estabelecimento foi identificado durante a investigação como “Adega da 20”, também conhecida na região como “Toca dos Drack”.

De acordo com o inquérito policial, uma confusão ocorrida nas proximidades do estabelecimento teria dado início à sequência de acontecimentos que terminou no assassinato. Thales passou a ser acusado de um suposto abuso sexual, mas testemunhas ouvidas pelos investigadores afirmaram não ter presenciado qualquer ato de violência sexual praticado pelo jovem.

Ainda conforme a apuração, Thales teria sido cercado pelos suspeitos e obrigado a entrar em um carro vermelho. Um segundo veículo, de cor preta, teria acompanhado o grupo durante o deslocamento.

A vítima foi levada inicialmente em direção ao Jardim Monterrey, na região leste de São José dos Campos. Depois, o grupo teria seguido para uma área rural de Caçapava, onde Thales foi morto a tiros e deixado às margens da Estrada Padre Piedade.

Um dos elementos considerados importantes para o avanço da investigação foi o atendimento médico prestado a Vitor Eduardo Adrião Francisco. Ele foi localizado no Hospital Municipal de São José dos Campos, na Vila Industrial, com ferimentos causados por disparos de arma de fogo na mão e na perna.

Inicialmente, Vitor teria apresentado uma versão considerada evasiva pelos investigadores. Posteriormente, ele prestou um novo depoimento e relatou que ele, Luan e Welithon passaram a perseguir Thales depois da acusação feita contra o jovem.

Segundo esse depoimento, o grupo teria levado Thales até a estrada rural sob o pretexto de conversar e agredi-lo. Wellington Cristiano de Oliveira, o “Dentinho”, estaria carregando uma arma longa durante a ação.

Ainda conforme o relato obtido pela Polícia Civil, Wellington teria tentado atingir Thales com a coronha da arma. Nesse momento, ocorreu um disparo que atingiu Vitor na mão e na perna. A polícia afirma que a mesma arma teria sido usada posteriormente para matar a vítima.

Vitor teria admitido que estava no local do crime e relatado que, depois do disparo que o feriu, Wellington teria efetuado novos tiros contra Thales. Essas informações passaram a integrar o inquérito conduzido pela Delegacia de Homicídios.

A Polícia Civil identificou quatro investigados: Vitor Eduardo Adrião Francisco, Welithon Ferreira de Araújo Neto, Luan Fabrício dos Reis Ribeiro e Wellington Cristiano de Oliveira, conhecido como “Dentinho”.

As primeiras prisões aconteceram na quarta-feira, dia 27 de maio, um dia depois da decretação das prisões preventivas. Vitor Eduardo, de 22 anos, foi localizado no Jardim Nova Michigan, enquanto Welithon Ferreira de Araújo Neto, de 19 anos na época da prisão, foi encontrado no bairro Pousada do Vale. As duas capturas aconteceram na região leste de São José dos Campos após informações recebidas pela polícia.

Depois dessas prisões, Luan e Wellington permaneceram foragidos. Com a captura de Luan nesta quinta-feira, a investigação entra agora em uma nova fase, concentrando as buscas no último suspeito ainda não localizado.

A Polícia Civil continua procurando Wellington Cristiano de Oliveira, o “Dentinho”. Denúncias que possam ajudar na localização do investigado podem ser feitas de forma anônima pelo telefone 181 ou pelo WhatsApp da Delegacia de Homicídios de São José dos Campos, no número (12) 3931 0220. O sigilo do denunciante é garantido.

Até a última atualização, a polícia não havia divulgado onde Luan foi encontrado, se ele apresentou resistência durante a abordagem ou para qual unidade prisional seria encaminhado. O investigado deverá permanecer à disposição da Justiça para o cumprimento da prisão preventiva decretada no processo.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

error: Content is protected !!