ONIX FURTADO ENTREGA GALPÃO: POLÍCIA ENCONTRA CENTENAS DE PEÇAS E SUSPEITA DE DESMANCHE EM SÃO JOSÉ
Um Chevrolet Onix furtado poucas horas antes levou a Polícia Civil até um galpão onde foram encontradas centenas de peças automotivas e objetos com aparentes sinais de adulteração, no bairro Jardim Imperial, na zona sul de São José dos Campos. A descoberta ocorreu na manhã de sexta feira (31), depois de um trabalho conjunto entre policiais civis, Guarda Civil Municipal e equipes da Central de Polícia Judiciária.
O veículo, um Chevrolet Onix 1.0 MT Joye, havia sido furtado por volta das 20h30 de quinta feira (30). Na manhã seguinte, a Guarda Civil Municipal recebeu informações indicando que o automóvel poderia estar escondido em um imóvel localizado na Rua Felisbina de Souza Machado.
Os dados foram compartilhados com policiais civis do 3º Distrito Policial, que seguiram até o endereço com apoio da CPJ e da GCM. Ao chegarem ao local, as equipes iniciaram um monitoramento discreto para verificar se havia movimentação no galpão e confirmar a presença do carro.
O acompanhamento durou aproximadamente duas horas. Durante esse período, os agentes permaneceram observando o imóvel sem realizar uma entrada imediata, na tentativa de identificar pessoas envolvidas e reunir elementos que confirmassem a informação recebida.
Por volta das 9h, os policiais ouviram um barulho vindo do interior do galpão. A movimentação levantou a suspeita de que havia alguém dentro do imóvel, embora nenhuma pessoa pudesse ser vista do lado de fora.
Com o auxílio de uma escada tática, os agentes conseguiram observar o interior da propriedade por cima do muro. Uma das portas internas estava aberta e, a partir daquele ponto, foi possível visualizar o Chevrolet Onix que havia sido furtado na noite anterior.
Diante da constatação de que o veículo furtado estava dentro do galpão, as equipes entraram no imóvel. Nenhum suspeito, entretanto, foi encontrado durante a vistoria.
A Polícia Civil trabalha com a possibilidade de que uma pessoa que estava no local tenha percebido a movimentação das equipes e fugido pelos fundos antes da entrada dos agentes. A identidade de quem teria escapado ainda não foi confirmada.
Durante a inspeção, os policiais encontraram uma grande quantidade de componentes automotivos espalhados pelo imóvel. Segundo as informações divulgadas, havia centenas de peças, além de objetos com aparentes sinais de adulteração.
A quantidade e as condições do material levantaram a suspeita de que o galpão fosse utilizado como desmanche clandestino. A confirmação dependerá dos exames periciais, da identificação das peças e da verificação da procedência de cada item apreendido.
A Polícia Civil deverá analisar números de série, gravações, etiquetas, motores, componentes estruturais e outros sinais de identificação. O objetivo é descobrir se as peças pertencem a veículos furtados, roubados, adulterados ou retirados de automóveis de origem regular.
A existência de centenas de componentes dentro do galpão não significa automaticamente que todo o material tenha origem criminosa. Cada peça deverá ser catalogada e verificada individualmente antes da conclusão do inquérito.
Também não foi informada a quantidade exata de motores, portas, câmbios, placas, rodas, sistemas eletrônicos ou outras peças encontradas. O valor estimado do material apreendido ainda não foi divulgado.
A Polícia Científica foi acionada e realizou a perícia no galpão. Os profissionais coletaram impressões digitais no Chevrolet Onix recuperado, buscando vestígios que possam ajudar a identificar quem conduziu, manuseou ou permaneceu próximo ao veículo depois do furto.
As digitais recolhidas poderão ser confrontadas com registros existentes nos bancos de identificação. A investigação também deverá analisar em que parte do automóvel cada marca foi encontrada e excluir impressões pertencentes ao proprietário ou a outras pessoas que mantinham contato legítimo com o carro.
Os peritos poderão ainda examinar possíveis marcas de ferramentas, alterações nos sinais identificadores e vestígios deixados dentro do galpão. Outros objetos encontrados no imóvel também poderão ser submetidos a exames técnicos.
Durante as diligências, William Bustamante Aparecido foi identificado como possível proprietário e responsável pelo local. Ele passou a figurar como investigado no inquérito policial.
A informação sobre a possível ligação de William com o galpão foi reforçada depois que o advogado Robson Marcos Ferreira compareceu espontaneamente e informou representar o investigado.
Inicialmente, William teria comunicado que iria até o endereço para acompanhar os procedimentos. Posteriormente, porém, ele desistiu de comparecer. Até a última atualização, não havia informação sobre sua apresentação na delegacia ou sobre a existência de mandado de prisão contra ele.
William é tratado como investigado e não como condenado. A eventual responsabilização dependerá da comprovação de que ele possuía controle sobre o imóvel, conhecia a procedência das peças e participou de alguma atividade criminosa relacionada ao galpão.
A Polícia Civil também deverá apurar quem alugava ou utilizava o espaço, há quanto tempo o imóvel armazenava peças e quantas pessoas frequentavam o local. A análise de documentos, contratos, contas, câmeras e testemunhos poderá ajudar a esclarecer essas questões.
O Chevrolet Onix permaneceu apreendido para a realização dos procedimentos necessários. Ainda não foi informado se o automóvel estava inteiro, se alguma peça havia sido retirada ou se os sinais identificadores apresentavam alterações.
Também não foram divulgadas as condições da lataria, do motor, dos pneus, das placas e do interior do carro. A devolução ao proprietário deverá ocorrer depois da conclusão das perícias e da autorização da autoridade responsável.
O veículo, as centenas de peças e os demais objetos encontrados foram encaminhados para investigação. O material poderá ajudar a esclarecer não apenas o furto do Onix, mas também outros crimes registrados na região.
As autoridades deverão consultar bancos de dados de veículos furtados e roubados para verificar se componentes encontrados no galpão possuem ligação com outras ocorrências em São José dos Campos ou em municípios vizinhos.
Até a última atualização, ninguém havia sido preso. A Polícia Civil prossegue com as diligências para identificar a pessoa que possivelmente fugiu pelos fundos, localizar outros envolvidos e esclarecer a origem de todo o material apreendido.
O inquérito poderá apurar crimes como furto, receptação e adulteração de sinais identificadores, dependendo do resultado das perícias e dos elementos reunidos. A definição dos enquadramentos caberá à autoridade policial e, posteriormente, ao Ministério Público e à Justiça.

