MAR EM FÚRIA: EMBARCAÇÃO AFUNDA COM 13 PESSOAS E MENINA DE 6 ANOS É INTUBADA APÓS RESGATE EM UBATUBA
Uma travessia pelo mar terminou em momentos de desespero para 13 pessoas, entre elas seis crianças, depois que uma embarcação começou a receber água e afundou na região do Patieiro, em Ubatuba. O acidente aconteceu na quarta-feira (29), durante a passagem da frente fria que provocou fortes rajadas de vento, mar agitado e uma série de ocorrências no Litoral Norte de São Paulo.
O grupo era formado por sete adultos e seis crianças. Segundo as primeiras informações divulgadas sobre a ocorrência, todos utilizavam coletes de salvamento quando a embarcação apresentou problemas. Mesmo com os equipamentos de segurança, os ocupantes precisaram enfrentar o mar revolto enquanto aguardavam a chegada das equipes de resgate.
A região do Patieiro é considerada de difícil acesso, o que tornou o atendimento ainda mais delicado. A operação mobilizou equipes do Grupamento de Bombeiros Marítimo e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. Os socorristas precisaram atuar em condições adversas, com vento intenso, ondas fortes e mudanças rápidas no cenário marítimo.
A embarcação teria começado a receber água enquanto navegava pela região. Em pouco tempo, o volume acumulado comprometeu a estabilidade do barco, que acabou submergindo. Após o naufrágio, a embarcação não foi mais localizada pelas equipes que participaram do atendimento inicial.
Os 13 ocupantes foram encontrados e retirados do mar. Após o resgate, as vítimas foram encaminhadas para a região do Cais do Itaguá, onde profissionais do Samu aguardavam para realizar a triagem, prestar os primeiros socorros e definir quem precisaria de encaminhamento hospitalar.
Duas pessoas recusaram atendimento médico e deixaram o local. As outras 11 foram levadas para uma unidade de saúde. A maior parte apresentava sinais de hipotermia e ingestão de água, condições comuns em vítimas que permanecem expostas ao frio e enfrentam dificuldades respiratórias durante acidentes no mar.
Entre os sobreviventes, o caso mais grave era o de uma menina de 6 anos. A criança sofreu um afogamento classificado como grau 4, precisou ser intubada pela equipe do Samu ainda durante o atendimento e foi encaminhada à Santa Casa de Ubatuba.
O grau 4 representa um quadro grave de comprometimento respiratório e exige acompanhamento hospitalar intensivo. Até a última informação divulgada, não havia um novo boletim médico detalhando a evolução clínica da menina, se ela permanecia intubada ou se havia sido transferida para outra unidade.
As outras crianças e os adultos resgatados também passaram por avaliação médica. Não foram divulgados detalhes individuais sobre o quadro de cada paciente, nem a identificação das vítimas. As autoridades também não informaram se todos pertenciam à mesma família ou se faziam parte de um grupo de passeio.
Apesar de o acidente ter ocorrido durante fortes rajadas de vento e agitação marítima, a causa definitiva do afundamento ainda precisa ser apurada. Não há confirmação sobre eventual falha mecânica, avaria no casco, excesso de peso, entrada de água por uma abertura ou outro problema que possa ter contribuído para a submersão da embarcação.
Também não foram divulgados o nome do barco, o modelo, a capacidade autorizada, o local de partida, o destino do grupo, o horário exato do naufrágio ou a distância em que os ocupantes estavam da costa. Essas informações poderão fazer parte de uma eventual investigação conduzida pelas autoridades marítimas.
O acidente ocorreu em um dia marcado por condições climáticas severas em diferentes cidades do Litoral Norte. A frente fria provocou ventos intensos, quedas de árvores, danos em estruturas, interrupções no fornecimento de energia, bloqueios de vias e problemas envolvendo embarcações.
Em Ubatuba, as condições do mar exigiram atenção redobrada das equipes de emergência. O Grupamento de Bombeiros Marítimo havia alertado para o aumento de ocorrências relacionadas a barcos durante o período de instabilidade climática. A combinação de rajadas fortes, ondas elevadas e mudanças repentinas no tempo ampliou os riscos para navegantes, pescadores e turistas.
O uso dos coletes de salvamento foi fundamental para que os ocupantes permanecessem na superfície até a chegada do socorro. Mesmo assim, a gravidade do quadro apresentado pela menina de 6 anos mostra que o equipamento não elimina todos os riscos, principalmente quando há ingestão de água, exposição prolongada ao frio e dificuldades respiratórias.
As autoridades orientam que embarcações de pequeno porte não deixem a costa durante alertas de ventania, ressaca ou tempestade. Antes de qualquer saída, o responsável pela navegação deve verificar a previsão do tempo, as condições do mar, o estado da embarcação, os equipamentos de comunicação e a existência de coletes em quantidade suficiente para todos os ocupantes.
Em situações de mudança repentina no tempo, a recomendação é retornar imediatamente para uma área protegida e evitar permanecer em mar aberto. Emergências marítimas devem ser comunicadas ao Corpo de Bombeiros pelo telefone 193. A Defesa Civil também pode ser acionada pelo número 199.
O estado de saúde da menina de 6 anos permanece como o principal ponto de atenção após o resgate. Os demais sobreviventes foram atendidos depois de enfrentarem o afundamento da embarcação, a permanência no mar e as condições adversas provocadas pela frente fria em Ubatuba.


