TRAGÉDIA PERTO DA PREFEITURA: MULHER DE 62 ANOS MORRE ATROPELADA EM PINDAMONHANGABA
Uma mulher de 62 anos morreu depois de ser atropelada por um carro em um movimentado cruzamento próximo à Prefeitura de Pindamonhangaba. A vítima foi identificada como Nelza Aparecida Lopes Pacheco, moradora do bairro Vista Alegre.
O acidente aconteceu por volta das 20h30 de terça-feira, 28 de julho, no encontro da Rua Manoel Flores com a Avenida Nossa Senhora do Bom Sucesso. Nelza sofreu ferimentos graves e precisou ser socorrida às pressas.
A mulher foi encaminhada ao Pronto-Socorro Municipal, mas não resistiu às lesões provocadas pelo impacto. Após a confirmação da morte, o corpo foi levado ao Instituto Médico Legal de Taubaté para os exames necessários.
Segundo o boletim de ocorrência, Nelza foi atingida por um Chevrolet Onix conduzido por uma mulher de 45 anos. A motorista permaneceu no local e acionou equipes da Polícia Militar, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e do Corpo de Bombeiros.
A condutora acompanhou o atendimento prestado à vítima e apresentou sua versão aos policiais. Ela contou que trafegava pela Rua Manoel Flores e realizava uma conversão à direita para entrar na Avenida Nossa Senhora do Bom Sucesso.
Ainda conforme o depoimento, a motorista teria parado antes de acessar a avenida, observado a movimentação de veículos e pedestres e iniciado a manobra. Nesse momento, segundo ela, Nelza teria surgido repentinamente à frente do automóvel.
A versão apresentada pela condutora ainda deverá ser confrontada com outros elementos reunidos durante a investigação. A Polícia Civil deverá procurar testemunhas, imagens de câmeras de segurança e registros que possam mostrar os momentos anteriores ao atropelamento.
O boletim não esclarece se Nelza atravessava sobre uma faixa de pedestres, se o cruzamento possuía semáforo em funcionamento ou qual era a velocidade aproximada do Chevrolet Onix no momento do impacto.
Também não foram divulgadas informações detalhadas sobre as condições de iluminação da via ou sobre a existência de obstáculos que pudessem ter prejudicado a visibilidade da motorista ou da pedestre.
Os policiais que atenderam à ocorrência não identificaram sinais aparentes de embriaguez na condutora. O registro divulgado, porém, não menciona a realização de teste do bafômetro ou de outro exame para verificar eventual consumo de bebida alcoólica.
A motorista não foi presa em flagrante. A legislação de trânsito estabelece que o condutor envolvido em acidente com vítima que permanece no local e presta pronto e integral socorro não fica sujeito à prisão em flagrante apenas em razão da ocorrência.
Essa condição não impede a continuidade da investigação nem uma possível responsabilização posterior. A apuração deverá esclarecer se houve imprudência, negligência ou imperícia durante a condução do veículo.
O local do atropelamento não passou por perícia imediata porque, quando a Polícia Civil foi comunicada, Nelza já havia sido levada ao hospital e o automóvel não permanecia na posição original do impacto.
Mesmo sem a preservação completa da cena, os investigadores poderão analisar fotografias, danos encontrados no veículo, depoimentos e possíveis gravações de estabelecimentos, prédios públicos ou residências próximas ao cruzamento.
O caso foi registrado como homicídio culposo na direção de veículo automotor, situação em que não existe intenção de matar. A autoridade policial instaurou um inquérito e solicitou a realização de exame necroscópico.
O sepultamento de Nelza estava previsto para as 16h desta quarta-feira, 29 de julho, no Cemitério Municipal Central de Pindamonhangaba. As publicações consultadas apresentaram informações diferentes sobre o local onde seria realizado o velório.
A conclusão do inquérito dependerá dos laudos, da localização de testemunhas e da eventual obtenção de imagens que permitam reconstruir a travessia da pedestre e a manobra realizada pela motorista.


