À BEIRA DA MORTE: QUATRO CÃES SÃO RESGATADOS SEM ÁGUA E COM MAGREZA EXTREMA EM SÃO SEBASTIÃO
Quatro cães foram resgatados em condições severas de maus-tratos no bairro Varadouro, região central de São Sebastião. Os animais estavam extremamente magros, desidratados, infestados por parasitas e sem acesso adequado a alimentação e água potável. Um deles apresentava um quadro crítico de caquexia, com perda acentuada de peso e massa corporal.
A ação aconteceu após uma denúncia anônima e reuniu equipes da Polícia Militar Ambiental, da Guarda Civil Municipal e do Centro de Controle de Zoonoses de São Sebastião. Antes da entrada no imóvel, teria sido realizado um trabalho de monitoramento para localizar a pessoa responsável pelos animais.
Ao chegarem à residência, as equipes encontraram um ambiente considerado inadequado e insalubre para a permanência dos cães. A avaliação feita no local confirmou que todos estavam debilitados e necessitavam de atendimento imediato.
Um dos animais apresentava o estado mais preocupante. A magreza era tão intensa que deixava parte da estrutura óssea visível. O cão também demonstrava sinais de desidratação profunda, provável anemia e forte infestação por ectoparasitas.
Os outros três cães também apresentavam perda significativa de peso, desidratação e sinais de falta de cuidados básicos. Não foram divulgadas informações sobre raça, idade, sexo ou identificação dos animais.
Diante das condições encontradas, os quatro cães foram retirados do imóvel e encaminhados ao Centro de Controle de Zoonoses. Eles passaram a receber hidratação, alimentação adequada, medicamentos contra parasitas, vacinação e acompanhamento diário da equipe técnica.
A recuperação deverá acontecer de maneira gradual, considerando o estado de debilidade apresentado no momento do resgate. Os animais precisarão atingir condições clínicas e peso adequados antes de serem submetidos a outros procedimentos.
Após a recuperação, os cães deverão ser preparados para castração e posteriormente incluídos no programa municipal de adoção responsável. A adoção, portanto, não será imediata e dependerá da liberação da equipe veterinária.
A mulher apontada como responsável pelos animais foi conduzida à Delegacia de Polícia de São Sebastião para prestar esclarecimentos. Um inquérito foi instaurado para apurar as circunstâncias e determinar há quanto tempo os cães permaneciam naquela situação.
A Polícia Militar Ambiental também aplicou uma multa de R$ 12 mil. Não houve confirmação pública de prisão em flagrante, e a identidade da responsável não foi divulgada.
A investigação deverá utilizar os laudos veterinários, as condições registradas no imóvel, fotografias e os depoimentos colhidos durante a ocorrência. A responsabilidade criminal será definida após a conclusão do inquérito e a análise das autoridades competentes.
A legislação brasileira prevê pena de reclusão, multa e proibição da guarda nos casos de maus-tratos praticados contra cães e gatos. A aplicação das penalidades dependerá da comprovação dos fatos e da participação atribuída à pessoa investigada.
As autoridades não informaram se havia outros animais na residência, há quanto tempo os cães estavam sem alimentação adequada ou se existiam registros anteriores de denúncias relacionadas ao endereço.
Também não foi divulgado quanto tempo poderá durar o tratamento. A evolução clínica de cada animal será acompanhada individualmente, principalmente no caso do cão diagnosticado com caquexia.
Somente depois da recuperação completa será possível definir quando os quatro cães poderão ser disponibilizados para adoção. Os futuros interessados deverão seguir os critérios estabelecidos pelo programa municipal, que busca garantir um lar seguro e impedir que os animais voltem a enfrentar abandono ou maus-tratos.
Denúncias de situações semelhantes e informações sobre os programas de adoção podem ser encaminhadas ao Centro de Controle de Zoonoses de São Sebastião pelo telefone (12) 3861-2555.


