NOITE DE VIOLÊNCIA TERMINA EM MORTE: MULHER DIZ QUE REAGIU A SOCO E MATOU MARIDO COM FACADA EM ATIBAIA
Uma mulher de 52 anos foi presa na manhã de domingo, 26 de julho, suspeita de matar o marido, de 36 anos, com uma facada no tórax dentro de uma residência em Atibaia. Segundo a Polícia Militar, ela admitiu ter desferido o golpe, mas afirmou que reagiu depois de receber um soco no rosto durante uma discussão ocorrida na madrugada.
A ocorrência foi registrada em uma casa localizada na Rua Ferroviário, no bairro Maracanã. Equipes do 34º Batalhão de Polícia Militar do Interior foram acionadas para atender inicialmente a uma denúncia de agressão.
Quando os policiais chegaram ao endereço, encontraram o homem caído no chão e com um ferimento provocado por arma branca na região do tórax. Diante da gravidade da situação, o Corpo de Bombeiros e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foram chamados para prestar socorro.
Apesar da mobilização das equipes de emergência, a morte do homem foi constatada ainda dentro da residência. A identidade da vítima não havia sido divulgada até a última atualização pública sobre o caso.
A mulher permaneceu no imóvel e apresentou aos policiais sua versão sobre o que teria acontecido. Conforme o relato divulgado pela Polícia Militar, o casal começou uma discussão durante a madrugada e, em determinado momento, o homem teria desferido um soco contra o rosto da companheira.
Ela afirmou que reagiu à agressão utilizando uma faca e atingiu o marido no peito. Depois do golpe, segundo seu próprio relato, teria ido dormir sem perceber a gravidade do ferimento sofrido pelo companheiro.
Ainda de acordo com a versão apresentada pela mulher, somente ao acordar pela manhã ela percebeu que o marido não apresentava sinais vitais. A Polícia Militar foi então acionada para comparecer ao endereço.
A suspeita foi conduzida ao Plantão Policial de Atibaia, onde prestou depoimento e permaneceu presa à disposição da Justiça. A Polícia Civil assumiu a investigação e deverá esclarecer toda a dinâmica da discussão, da agressão relatada e da facada que provocou a morte.
A alegação de que a mulher recebeu um soco e reagiu representa a versão apresentada por ela aos policiais. Até o momento, não foi divulgado qualquer reconhecimento de legítima defesa por parte da autoridade policial ou da Justiça.
Para avaliar essa possibilidade, os investigadores deverão verificar se a agressão ainda estava acontecendo no momento em que a facada foi desferida, se existia risco imediato para a mulher e se a reação ocorreu nas circunstâncias descritas por ela.
A perícia realizada na residência poderá ajudar a identificar o local exato da discussão, a posição das pessoas no momento do golpe, possíveis sinais de luta corporal e a presença de vestígios em diferentes partes do imóvel.
O corpo do homem deverá passar por exame necroscópico, que poderá apontar a causa exata da morte, a profundidade do ferimento, a trajetória da lâmina e outras informações importantes para a reconstrução do caso.
Outro ponto que deverá ser analisado é a existência de lesões no rosto ou em outras partes do corpo da mulher. Um exame de corpo de delito poderá indicar se ela apresentava marcas compatíveis com o soco relatado à Polícia Militar.
Até o momento, não foi informado se outras pessoas estavam na residência no momento da discussão. Também não há detalhes públicos sobre vizinhos que tenham ouvido gritos, pedidos de socorro ou qualquer movimentação durante a madrugada.
A investigação poderá verificar ainda se existiam registros anteriores de violência doméstica envolvendo o casal, medidas protetivas, ameaças, discussões anteriores ou chamados policiais feitos a partir do mesmo endereço.
Também não foram divulgados o horário exato da facada, quem acionou as equipes de segurança ou quanto tempo teria se passado entre o golpe e a constatação da morte.
A mulher deverá passar por audiência de custódia, procedimento em que a Justiça analisa as circunstâncias da prisão e decide se ela permanecerá detida durante a investigação ou se poderá responder ao processo em liberdade.
O caso foi registrado como homicídio e continuará sendo apurado pela Polícia Civil. A conclusão dependerá dos depoimentos, dos exames periciais, da análise das lesões e dos demais elementos encontrados na residência.


