Sexta-feira, Julho 24, 2026
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DENGUE FAZ 11ª VÍTIMA EM TAUBATÉ: IDOSA DE 83 ANOS MORRE E CIDADE CHEGA A 3.870 CASOS


A dengue fez mais uma vítima em Taubaté e ampliou o alerta sobre a circulação da doença no município. Uma mulher de 83 anos, moradora da região central e portadora de doença renal crônica, morreu na quarta-feira (22). A confirmação elevou para 11 o número de óbitos registrados na cidade em 2026, que já contabiliza 3.870 casos positivos.

Segundo as informações divulgadas pela Prefeitura de Taubaté, a idosa havia recebido resultado positivo para dengue no dia 3 de julho. Ela morreu 19 dias depois. Não foram apresentados detalhes sobre o período de internação, os sintomas registrados ou a evolução clínica da paciente.

Com a nova confirmação, Taubaté passou a concentrar 11 das 17 mortes por dengue registradas no Vale do Paraíba neste ano. Tremembé aparece com três vítimas, Jacareí com duas e São José dos Campos com uma morte confirmada.

Os números colocam Taubaté como o município com a maior quantidade de óbitos pela doença na região. O total de mortes representa quase dois terços dos registros contabilizados no Vale do Paraíba em 2026.

O avanço da dengue pode ser observado também na comparação com o balanço divulgado em 13 de julho. Naquela data, Taubaté contabilizava 3.777 casos confirmados e dez mortes. Em onze dias, foram incluídos 93 novos diagnósticos positivos e mais um óbito.

A décima vítima confirmada no município foi uma mulher de 41 anos, também moradora da região central. Ela morreu em 19 de maio e não apresentava comorbidades registradas. A confirmação da causa ocorreu posteriormente, após a conclusão da investigação epidemiológica.

Taubaté permanece em situação oficial de epidemia de dengue. O decreto municipal foi publicado em abril, depois que os indicadores epidemiológicos apontaram transmissão sustentada e crescimento dos casos acima dos níveis esperados para o período.

Quando a situação de epidemia foi reconhecida, a cidade tinha 630 casos confirmados. Desde então, o número ultrapassou 3,8 mil diagnósticos, demonstrando a continuidade da transmissão do vírus mesmo durante os meses de temperaturas mais baixas.

A Prefeitura tem realizado visitas aos imóveis, ações de nebulização, controle de criadouros e retirada de materiais que possam acumular água. Em uma das operações, equipes municipais removeram 23 toneladas de lixo e entulho de uma área pública no Jardim Paulista.

Os trabalhos de combate ao mosquito envolvem agentes de controle de animais sinantrópicos, fiscalização, zeladoria, meio ambiente e Guarda Civil Municipal. O objetivo é eliminar recipientes, resíduos e estruturas que possam favorecer a reprodução do Aedes aegypti.

A dengue é transmitida pela picada da fêmea infectada do mosquito. Os sintomas mais frequentes incluem febre alta, dores no corpo e nas articulações, dor de cabeça, desconforto atrás dos olhos, fraqueza e manchas vermelhas na pele.

A população precisa procurar atendimento médico ao apresentar sintomas, principalmente idosos, crianças, gestantes e pessoas com doenças crônicas. Esses grupos podem apresentar maior risco de evolução para formas graves da doença.

A nova vítima tinha doença renal crônica, condição que exige acompanhamento cuidadoso durante quadros infecciosos. No entanto, não foram divulgadas informações médicas suficientes para estabelecer de que maneira a comorbidade influenciou a evolução do caso.

Os sinais de alarme podem surgir quando a febre começa a diminuir, geralmente entre o terceiro e o sétimo dia da doença. Dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, tontura, desmaio, dificuldade para respirar, sonolência e irritabilidade exigem atendimento imediato.

As autoridades de saúde também orientam que os pacientes não se automediquem. Medicamentos com ácido acetilsalicílico e outros componentes que aumentam o risco de sangramento não devem ser utilizados sem avaliação profissional.

O combate à dengue depende da eliminação dos criadouros dentro das residências e nos espaços públicos. Pratos de vasos, garrafas, pneus, calhas, caixas d’água destampadas, baldes, lonas e qualquer recipiente capaz de acumular água devem ser limpos ou removidos.

Com 3.870 casos e 11 mortes, Taubaté permanece sob acompanhamento epidemiológico. Os números podem sofrer alterações conforme novas notificações sejam investigadas, confirmadas ou descartadas pelas autoridades de saúde.

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