Terça-feira, Julho 21, 2026
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ESCÂNER E FISCALIZAÇÃO BARRAM 13 VISITANTES EM PRESÍDIOS DO VALE E LITORAL NORTE


Treze mulheres tiveram a entrada impedida em unidades prisionais de Caraguatatuba, Taubaté, São José dos Campos e Tremembé após ocorrências registradas durante os dias de visitação. Os casos envolveram imagens consideradas suspeitas nos equipamentos de escâner corporal, recusas a exames complementares e tentativas de entrada ou permanência com objetos proibidos pelas normas do sistema penitenciário.

As ocorrências aconteceram no sábado, dia 11 de julho, e no domingo, dia 12 de julho de 2026. As medidas adotadas foram individuais e não provocaram a interrupção geral das visitas nos presídios. Apenas as mulheres envolvidas em cada situação tiveram o acesso negado.

O Centro de Detenção Provisória “Dr. José Eduardo Mariz de Oliveira”, em Caraguatatuba, concentrou oito das 13 ocorrências. No sábado, seis mulheres, com idades entre 19 e 33 anos, apresentaram alterações nas imagens produzidas pelo escâner corporal durante o procedimento de entrada.

Como o equipamento não permitiu descartar completamente a presença de objetos ou substâncias proibidas, as visitantes foram orientadas a realizar exames complementares de imagem em uma unidade da rede pública de saúde.

Segundo as informações divulgadas, todas recusaram o encaminhamento. Diante da impossibilidade de esclarecer as alterações apontadas pelo escâner, as mulheres foram impedidas de entrar e passaram a responder a procedimentos administrativos que poderão resultar em suspensão temporária ou definitiva do cadastro de visitas.

No domingo, outras duas mulheres foram barradas no mesmo CDP. Uma delas, de 44 anos e mãe de uma pessoa custodiada, teria contestado as normas de segurança e desacatado policiais penais durante o procedimento de entrada.

A segunda visitante, de 23 anos, apresentou uma imagem considerada irregular no escâner corporal. Ela também teve o acesso negado, e um expediente interno foi aberto para analisar a permanência de seu nome no rol de visitantes da unidade.

Em Taubaté, a ocorrência foi registrada no Centro de Detenção Provisória “Dr. Félix Nobre de Campos”. O equipamento indicou uma irregularidade nas roupas de uma mulher de 42 anos.

Durante a averiguação, ela retirou voluntariamente um pacote de balas que estava escondido nas vestes. A visitante afirmou desconhecer que o item não poderia ser levado para dentro do presídio, mas, mesmo assim, teve a entrada impedida.

No Centro de Detenção Provisória de São José dos Campos, o escâner corporal apontou a possível presença de um objeto suspeito com a companheira de um detento.

A mulher negou portar qualquer material proibido e recusou o encaminhamento ao pronto-socorro para a realização de exames complementares. Como a dúvida não pôde ser esclarecida, ela foi barrada e passou a responder a um procedimento administrativo para possível suspensão do cadastro.

As ações de fiscalização também resultaram em três ocorrências nas unidades prisionais de Tremembé. Na Penitenciária I “Dr. Tarcizo Leonce Pinheiro Cintra”, uma mulher que pretendia visitar o irmão apresentou uma alteração nas imagens do escâner.

Ela negou estar com algum objeto proibido e recusou a realização dos exames médicos recomendados. A entrada foi negada diante da impossibilidade de confirmar ou afastar a suspeita apontada pelo equipamento.

No Centro de Progressão Penitenciária “Dr. Edgard Magalhães Noronha”, duas visitantes foram impedidas de permanecer na unidade. Uma delas entregou voluntariamente um cigarro que estava escondido no sutiã após passar pelo escâner corporal.

A outra ocorrência envolveu uma mulher de 45 anos, mãe de uma pessoa custodiada. Durante a saída dos visitantes, um policial penal percebeu que ela tentava deixar duas garrafas PET dentro do espaço prisional.

As duas mulheres tiveram o cadastro submetido à análise administrativa. A Secretaria da Administração Penitenciária poderá determinar a suspensão temporária ou definitiva do direito de visita, conforme o resultado de cada procedimento.

Apesar de algumas publicações utilizarem a palavra “ilícitos”, não houve informação sobre apreensão de drogas, armas, telefones celulares ou outros materiais de natureza criminosa nessas ocorrências.

Os objetos efetivamente encontrados foram um pacote de balas, um cigarro e duas garrafas PET. Nos demais casos, os equipamentos produziram imagens suspeitas, mas as visitantes recusaram os exames complementares que poderiam confirmar ou descartar a presença de materiais proibidos.

Também não houve divulgação de prisões ou conduções para delegacias. As providências adotadas ficaram restritas ao impedimento individual das visitas e à abertura de expedientes administrativos nas unidades prisionais.

Os procedimentos de segurança fazem parte das regras adotadas pela Secretaria da Administração Penitenciária para impedir a entrada de objetos que possam comprometer a disciplina e a segurança de servidores, visitantes e pessoas privadas de liberdade.

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