Quinta-feira, Julho 2, 2026
Plantão Policial

BRIGA POR BANANEIRA TERMINA EM PRISÃO: MOTORISTA É PRESO APÓS AGREDIR A PRÓPRIA IRMÃ EM PIRAÍ


Uma discussão familiar motivada pela retirada de uma bananeira terminou em agressão, pedido de medida protetiva e prisão em flagrante em Piraí, no Sul do Rio de Janeiro. Um motorista de 62 anos foi preso por policiais civis da 94ª Delegacia de Polícia após ser acusado de agredir a própria irmã, uma empregada doméstica de 55 anos, durante uma briga no terreno onde a família mora, na Estrada Piraí–Passa Três.

Segundo a Polícia Civil, o desentendimento começou entre a vítima e a mãe, de 82 anos. A filha defendia a retirada da bananeira por entender que a árvore poderia cair sobre sua residência, onde estava sendo realizada uma obra. A mãe, no entanto, era contrária ao corte. Após troca de ofensas entre as duas, o irmão chegou ao local e, conforme a apuração, inicialmente apenas observou a discussão.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, o homem passou a intervir de forma violenta. Ele teria empurrado a irmã ao chão e, em seguida, a agredido com socos nos braços e no pescoço, além de chutes nas pernas. As agressões só foram interrompidas após a intervenção de outros familiares que presenciaram o episódio.

A vítima foi socorrida e levada ao Hospital Flávio Leal, onde recebeu atendimento médico. O boletim de atendimento apontou escoriações, ferimentos no rosto e torção no tornozelo esquerdo. Por causa da lesão, o pé precisou ser imobilizado, deixando a mulher sem condições de apoiar o membro no chão.

Depois de receber atendimento, a vítima procurou a delegacia e registrou a ocorrência. Policiais civis localizaram o suspeito no terreno da família e o conduziram à 94ª DP. Em depoimento, a mãe afirmou que o filho apenas tentou fazer a filha parar de gritar. O motorista, por sua vez, negou as agressões e alegou que apenas empurrou a irmã, que teria caído.

A versão apresentada pelo suspeito, no entanto, não convenceu a autoridade policial. Segundo o delegado Antônio Furtado, responsável pelo caso, as lesões constatadas no exame médico indicam que a violência sofrida pela vítima foi muito além de um simples empurrão. Diante dos elementos reunidos, o homem foi autuado em flagrante por lesão corporal praticada no contexto de violência doméstica.

Embora a legislação permita ao delegado arbitrar fiança nesse tipo de crime, Antônio Furtado decidiu não conceder o benefício. A decisão levou em consideração os requisitos para eventual decretação da prisão preventiva e o relato da vítima de que já teria sido agredida anteriormente pelo irmão. Segundo ela, em uma ocasião anterior, chegou a ser internada, mas não registrou ocorrência.

Com medo de novas agressões, a mulher solicitou medidas protetivas. O caso agora segue sob investigação da Polícia Civil, que deverá reunir depoimentos, laudos médicos e demais elementos para esclarecer a dinâmica da agressão e avaliar a necessidade de novas providências judiciais.

A ocorrência chama atenção pela gravidade de um conflito familiar que começou por causa de uma árvore e terminou com uma mulher ferida, um irmão preso e uma família dividida. Para a Polícia Civil, o ponto central da investigação não é a discussão sobre a bananeira, mas a violência praticada no ambiente doméstico e o histórico de medo relatado pela vítima.

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