Segunda-feira, Junho 29, 2026
Cidades

ERICK SE ENTREGA À POLÍCIA E DIZ QUE MATOU JEFFERSON EM LEGÍTIMA DEFESA EM SÃO JOSÉ


Depois de dias sendo procurado pela Polícia Civil, Erick Fernando da Silva Conde se apresentou espontaneamente na manhã desta segunda-feira, dia 29, na Delegacia de Homicídios de São José dos Campos. Ele é investigado pela morte de Jefferson Pereira de Sousa, de 24 anos, assassinado dentro de uma residência no Jardim Mesquita. Durante o depoimento, Erick afirmou que matou Jefferson em legítima defesa, versão que agora será confrontada com as provas reunidas no inquérito.

A apresentação aconteceu após a Justiça decretar a prisão temporária do investigado. Segundo a Polícia Civil, equipes realizaram diversas diligências no sábado, dia 27, para tentar localizar Erick. A intensificação das buscas teria contribuído para que ele decidisse se apresentar. O advogado do investigado entrou em contato com os policiais e agendou a ida dele à delegacia.

No interrogatório, Erick apresentou sua versão sobre o crime. Ele afirmou que foi até a residência apenas para buscar a filha e declarou que não sabia do relacionamento entre a ex-companheira e Jefferson. Ainda segundo o relato prestado à Polícia Civil, ao encontrar Jefferson no imóvel, os dois iniciaram uma discussão que evoluiu para luta corporal.

Erick disse aos investigadores que Jefferson teria arremessado uma faca contra ele. Em seguida, conforme sua versão, ele conseguiu pegar a arma e desferiu os golpes que provocaram a morte da vítima. A alegação de legítima defesa será analisada pela Polícia Civil com base nos laudos periciais, depoimentos, vestígios encontrados no imóvel e demais elementos da investigação.

O crime aconteceu por volta das 23h35 de quarta-feira, dia 24, em uma casa na Rua Barcelona, no Jardim Mesquita. Jefferson Pereira de Sousa foi encontrado morto dentro do imóvel com diversas perfurações provocadas por objeto perfurocortante. A perícia recolheu uma faca quebrada no local e constatou grande quantidade de sangue na residência, o que indicava uma intensa luta corporal antes da morte.

As investigações também apontam outro ponto grave. Além de ser investigado pela morte de Jefferson, Erick é suspeito de tentar matar a ex-companheira e os dois filhos pequenos do casal, de 1 e 4 anos, que estavam no local. Segundo a apuração, a mulher conseguiu fugir, enquanto testemunhas teriam contido o agressor por alguns instantes antes de ele escapar.

A Polícia Civil trata o caso como homicídio qualificado e tentativa de homicídio. A linha de investigação deverá apurar a motivação, a dinâmica da briga, a sequência das agressões e a participação de Erick nos demais atos atribuídos a ele. A versão apresentada pelo investigado será comparada com os relatos de testemunhas, os exames periciais e os objetos apreendidos na residência.

O caso ganhou repercussão pela brutalidade da morte e pelo contexto familiar envolvendo o investigado, a ex-companheira, Jefferson e as crianças. A suspeita inicial apontada pela investigação era de que o crime poderia ter sido motivado por ciúmes, já que Erick seria ex-marido da atual companheira da vítima.

Com a apresentação na delegacia, Erick permanece à disposição da Justiça. A prisão temporária permite que a Polícia Civil avance nas diligências enquanto busca esclarecer todas as circunstâncias do crime. O depoimento desta segunda-feira acrescenta uma nova versão ao caso, mas não encerra a apuração.

Agora, caberá à Delegacia de Homicídios verificar se a alegação de legítima defesa encontra respaldo nas provas. Até a conclusão do inquérito, Erick é investigado pela morte de Jefferson e pelas tentativas de homicídio atribuídas a ele. A Justiça acompanhará os próximos passos do caso.

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