MORTE NA PRISÃO ENCERRA CASO DE POLICIAL ACUSADO DE MATAR NAMORADO DA EX-MULHER EM SÃO JOSÉ
O policial civil aposentado Zueber Pasqualino Grieco, de 67 anos, morreu enquanto cumpria prisão preventiva pelo homicídio do contador Wagner Eduardo dos Santos Prado, de 43 anos, morto a tiros dentro de um apartamento no Jardim Aquarius, em São José dos Campos. O caso, que havia chamado a atenção da região pela relação entre vítima, acusado e a ex-mulher do policial, agora terá novo desdobramento na Justiça com a morte do réu antes do julgamento.
Zueber morreu na quarta-feira, dia 24, enquanto estava detido em uma unidade prisional na Grande São Paulo. Segundo informações divulgadas, ele teria contraído meningite bacteriana durante o período em que estava preso. Após apresentar complicações de saúde, foi internado e permaneceu hospitalizado por cerca de dez dias, mas não resistiu ao agravamento da doença. O sepultamento ocorreu na quinta-feira, dia 25.
O policial aposentado respondia pelo homicídio de Wagner, namorado de sua ex-mulher. O crime aconteceu em janeiro, dentro do apartamento da mulher, em um condomínio localizado no Jardim Aquarius. De acordo com as investigações, Zueber entrou no imóvel e encontrou Wagner no local. Durante a ocorrência, o contador foi atingido por disparos de arma de fogo na região do tórax e morreu antes da chegada do socorro.
Após o crime, Zueber foi preso em flagrante. Na audiência de custódia realizada no dia seguinte, a Justiça converteu a prisão em preventiva, mantendo o policial aposentado detido enquanto o processo seguia em tramitação. Desde então, o caso era acompanhado como um dos crimes de maior repercussão envolvendo conflito familiar e relacionamento anterior em São José dos Campos.
A investigação apontou que não havia elementos suficientes para sustentar a alegação de legítima defesa. Conforme os registros do caso, Zueber teria iniciado as agressões, mesmo diante da tentativa de intervenção de familiares que estavam no apartamento. A Polícia Civil trabalhava com a linha de que o homicídio ocorreu em meio a um conflito relacionado ao relacionamento da ex-mulher com Wagner.
A defesa do policial aposentado, por outro lado, sustentava uma versão diferente. Em manifestação divulgada à época, o advogado afirmou que Zueber teria agido para proteger a própria vida. A defesa dizia que essa versão seria amparada por depoimentos de policiais que atenderam a ocorrência e pela única testemunha presente no imóvel, o filho do ex-casal.
O caso também teve outro elemento sensível durante a apuração. O filho do ex-casal, de 20 anos, prestou depoimento e, segundo informações divulgadas à época, teria relatado que o pai não sabia do relacionamento da ex-mulher antes do dia do crime. Esse ponto passou a fazer parte do contexto investigativo sobre o que teria antecedido a entrada de Zueber no apartamento e a sequência que terminou com a morte de Wagner.
A morte do policial aposentado muda o rumo jurídico do processo criminal. Pela legislação brasileira, a morte do acusado leva à extinção da punibilidade. Na prática, isso significa que Zueber não será julgado pelo homicídio de Wagner, cabendo à Justiça reconhecer formalmente o falecimento e analisar os encaminhamentos processuais.
Apesar do encerramento da responsabilização penal em relação ao acusado, o caso permanece marcado pela morte de Wagner e pela violência registrada dentro do apartamento no Jardim Aquarius. A tragédia envolveu uma relação familiar rompida, um novo relacionamento, uma arma de fogo, versões divergentes e uma investigação que não chegou ao julgamento final.
A morte de Zueber na prisão encerra a possibilidade de uma decisão judicial sobre sua culpa ou inocência, mas não apaga a gravidade do caso que abalou São José dos Campos. Wagner Eduardo dos Santos Prado foi morto aos 43 anos, dentro do imóvel da namorada, em uma ocorrência que mobilizou a Polícia Civil, passou pela Justiça e agora termina sem julgamento por causa da morte do acusado.
O processo deverá seguir para análise formal da Justiça, que deve tratar da extinção da punibilidade em razão do falecimento do policial aposentado. O caso deixa duas mortes em sua trajetória: a de Wagner, vítima do homicídio investigado, e a de Zueber, acusado pelo crime, que morreu meses depois enquanto estava preso preventivamente.


