Quarta-feira, Junho 24, 2026
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ADEUS, VIVIANE: JOVEM É ENCONTRADA MORTA DENTRO DE CASA E POLÍCIA INVESTIGA POSSÍVEL FEMINICÍDIO EM GUARATINGUETÁ


O silêncio de Viviane Maria da Silva Vicente ao longo do dia acendeu o alerta da família e terminou em tragédia no Centro de Guaratinguetá. A jovem, de 24 anos, foi encontrada morta na noite de terça-feira, 23, dentro de um imóvel na Rua Domingos Rodrigues Alves, depois que parentes passaram horas tentando contato sem receber resposta. A Polícia Civil investiga o caso como possível feminicídio e procura o companheiro da vítima, identificado no boletim de ocorrência como investigado.

Viviane costumava chegar ao restaurante da família entre 6h30 e 7h, mas não apareceu para trabalhar. A ausência chamou atenção dos familiares, principalmente porque mensagens enviadas ao celular dela constavam como recebidas, mas não eram respondidas. Durante o dia, o companheiro teria informado por telefone que ela havia saído de casa, mas não soube explicar onde Viviane estaria.

A preocupação aumentou no período da tarde, quando o investigado pediu a parentes que buscassem os dois filhos do casal na escola. Uma das crianças entregou a chave da residência a uma tia e contou que o pai havia solicitado que repassasse o objeto. A situação deixou a família ainda mais apreensiva, já que ninguém conseguia falar com Viviane e as informações sobre o paradeiro dela eram desencontradas.

Por volta das 20h30, três familiares foram até o imóvel com a chave. As portas estavam trancadas e não havia sinais aparentes de arrombamento. Ao entrarem na residência, encontraram Viviane caída em um dos cômodos, parcialmente coberta por um tapete. Os parentes preservaram o local e acionaram o Samu e a Polícia Militar. A equipe médica confirmou a morte da jovem.

A Polícia Civil requisitou perícia no imóvel e exames para esclarecer a causa da morte, o período provável do óbito e a dinâmica do caso. Também foram solicitados exame necroscópico, análise toxicológica e exame subungueal, procedimento que pode identificar material biológico sob as unhas da vítima e auxiliar na verificação de possível reação, contato físico ou sinais de defesa.

O boletim de ocorrência registra relatos de familiares e testemunhas sobre um relacionamento marcado por ciúmes, controle de redes sociais, acesso às contas da vítima e desentendimentos. Uma das crianças teria relatado a familiares que viu o pai segurar a mãe pelo pescoço e empurrá-la durante a madrugada. Essas informações ainda serão analisadas dentro do inquérito e deverão ser confrontadas com provas técnicas, depoimentos e laudos periciais.

Testemunhas também relataram que o investigado teria feito contatos telefônicos durante a madrugada e demonstrado agitação por causa de uma suposta infidelidade. Após a localização do corpo, ele teria ligado para um cunhado e afirmado que havia feito “uma besteira” e que sua vida e sua família estavam arruinadas. Segundo o registro, policiais militares teriam acompanhado e gravado parte dessa ligação, mas o áudio ainda não havia sido apresentado formalmente ao plantão policial no momento da elaboração do documento.

Por isso, a suposta confissão ainda depende de incorporação oficial ao inquérito e análise da Polícia Civil. Até a conclusão da investigação, todas as informações seguem como elementos iniciais de apuração, sem representar condenação. A responsabilidade criminal dependerá do conjunto de provas, dos laudos técnicos, da manifestação do Ministério Público e de decisão judicial.

Familiares também relataram o desaparecimento do celular de Viviane, possível acesso às contas bancárias da vítima e retirada de pertences pessoais do investigado. O guarda-roupa dele teria sido encontrado vazio, circunstância que reforçou para a polícia a hipótese de fuga. O companheiro da vítima, de 27 anos, não havia sido localizado até a emissão do boletim de ocorrência, registrada às 4h15 desta quarta-feira, 24.

Os dois filhos menores do casal ficaram sob os cuidados de familiares após a morte da mãe. A situação aumenta a comoção em torno do caso, que deixou uma família devastada e uma investigação em andamento para esclarecer o que aconteceu dentro do imóvel no Centro de Guaratinguetá.

A Polícia Civil deverá analisar câmeras existentes nas proximidades do prédio, colher novos depoimentos, verificar registros telefônicos, apurar possíveis movimentações financeiras e tentar localizar o aparelho celular de Viviane. O imóvel passará por perícia, e os laudos terão papel central para apontar a causa da morte e confirmar se houve lesões compatíveis com agressão.

A morte de Viviane Maria da Silva Vicente transforma uma ausência sentida pela família desde as primeiras horas do dia em uma investigação grave de possível feminicídio. Enquanto a polícia busca o companheiro da vítima e aguarda os resultados periciais, parentes esperam respostas sobre a morte da jovem de 24 anos encontrada sem vida dentro da própria casa.

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