AMOR ATÉ O ÚLTIMO SUSPIRO: CASAL MORRE NO MESMO DIA APÓS MAIS DE 40 ANOS DE VIDA JUNTOS EM VOLTA REDONDA
Há histórias de amor que parecem atravessar o tempo de mãos dadas, mesmo quando a despedida chega. Em Volta Redonda, a morte de Uriel Baptista e Amélia Souza Martins Baptista emocionou familiares, amigos e pessoas próximas pela forma como os dois partiram. Depois de mais de 40 anos compartilhando a vida e 35 anos de casamento, o casal morreu no mesmo dia, no domingo, dia 14, com poucas horas de diferença.
Uriel faleceu durante a madrugada, às 0h15. Cerca de dez horas depois, às 10h, Amélia também partiu. Os dois estavam internados no mesmo quarto de hospital e, até o fim, permaneceram próximos, como haviam vivido ao longo de décadas de companheirismo, cuidado e união.
A despedida dos dois comoveu pela força simbólica de uma história construída lado a lado. Uriel e Amélia compartilharam não apenas uma casa ou uma rotina, mas uma vida inteira marcada por respeito, proteção e presença constante um do outro. Segundo familiares, os dois eram casados há 35 anos, mas a convivência e a parceria já passavam de quatro décadas.
De acordo com as informações médicas divulgadas pela família, Uriel morreu em decorrência de insuficiência respiratória aguda, sepse urinária e senilidade. Amélia teve como causas registradas sepse urinária e demência vascular avançada. Os dois partiram com a mesma idade, 88 anos, encerrando uma caminhada longa e profundamente marcada por afeto.
Uriel deixa um filho, três netos e um bisneto. Amélia não teve filhos, mas construiu laços profundos com os sobrinhos e com a família do companheiro. Mesmo sem ligação de sangue direta com todos, ela foi presença de cuidado, carinho e pertencimento, daquelas pessoas que a vida coloca no coração da família e que passam a ocupar um lugar que ninguém substitui.
Um dos netos, Enio, resumiu a importância do casal na vida da família ao contar que sempre considerou Amélia como avó. Ele relatou que sua relação com os dois era muito próxima, que Uriel era seu avô por parte de pai e que Amélia era sua avó por escolha, por convivência e por amor, já que eles estavam juntos desde antes de ele nascer.
A história de Uriel e Amélia emociona porque fala de um amor vivido na simplicidade dos dias, na permanência, na companhia silenciosa, na presença constante e no cuidado mútuo. Não foi uma despedida comum. Foi como se a vida, depois de tantos anos unindo os dois, também tivesse permitido que eles partissem quase juntos.
Para a família, fica a dor de uma perda dupla, mas também a memória de uma união rara. Uriel e Amélia deixam como legado uma história de amor, respeito e companheirismo que atravessou décadas e marcou gerações. A partida dos dois, no mesmo dia, transforma a despedida em um símbolo de uma vida compartilhada até o fim.
Em tempos em que tantas relações se desfazem com facilidade, a história do casal de Volta Redonda relembra a força dos vínculos construídos com paciência, dedicação e afeto. Uriel e Amélia viveram mais de 40 anos lado a lado e, no último capítulo dessa caminhada, também se despediram quase ao mesmo tempo.
A morte dos dois com poucas horas de diferença deixou familiares emocionados e reforçou a imagem de um casal que permaneceu unido até o último instante. Para quem conviveu com eles, a lembrança que fica não é apenas a da partida, mas a de uma história inteira de amor, cuidado e presença.
Uriel Baptista e Amélia Souza Martins Baptista se foram no mesmo domingo, dia 14, mas deixam uma memória que continuará viva entre aqueles que testemunharam a união dos dois. Uma despedida dolorosa, mas também profundamente marcada pela beleza de uma vida vivida a dois.

