DESAPARECIMENTO DE BRUNA: MANDADOS EM PIQUETE MIRAM INVESTIGADOS E POSSÍVEL ÚLTIMO CONTATO DA JOVEM
O desaparecimento de Bruna de Oliveira da Silva, de 25 anos, moradora de Cruzeiro, ganhou um novo capítulo nas investigações conduzidas pela Polícia Civil do Estado de São Paulo. A jovem, mãe de duas crianças e profissional da área de estética, desapareceu na madrugada de 21 de setembro de 2025, após sair de casa no condomínio Colinas da Mantiqueira, no bairro Vila dos Comerciários, em Cruzeiro. Desde então, familiares e amigos vivem meses de angústia em busca de respostas sobre o paradeiro dela.
A apuração é conduzida pela Delegacia de Investigações Gerais, a DIG de Cruzeiro, que segue realizando diligências para esclarecer as circunstâncias do desaparecimento. Na manhã de hoje, equipes da Polícia Civil estiveram em Piquete para cumprir mandados de busca e apreensão em endereços ligados a pessoas investigadas no caso. A medida foi autorizada pela Vara Regional de Garantias da 9ª Região, no processo nº 1506342-42.2026.8.26.0389.
Segundo informações da investigação, uma denúncia feita por pessoa que pediu sigilo apontou que M.R.S. pode ter sido o último a falar com Bruna antes do desaparecimento e que teria conhecimento sobre o destino da jovem. O relato passou a ser analisado dentro do inquérito policial, junto a outros elementos já reunidos pelas autoridades ao longo da apuração.
A denúncia também menciona uma camisa localizada em área de mata, em local que anteriormente já havia sido alvo de buscas relacionadas ao desaparecimento de Bruna. Conforme o relato levado à polícia, a peça teria sido reconhecida como sendo de propriedade de M.R.S., e a testemunha teria informado que foi ela própria quem repassou a vestimenta ao investigado. A informação será confrontada com os demais dados colhidos pela Polícia Civil.
A investigação também apura possível participação ou auxílio de P.J.A.M., que, segundo a denúncia, poderia estar dando suporte ao investigado. O relato menciona ainda suspeitas de que M.R.S. teria envolvimento com tráfico de drogas na região onde reside e com a comercialização irregular de gás de cozinha. Essas informações fazem parte da linha investigativa e ainda dependem de confirmação por meio de diligências, perícias e análise dos materiais apreendidos.
Outro ponto levantado na apuração é a suspeita de que, diante da presença policial, M.R.S. costumaria fugir pelos fundos de sua residência e se ocultar em um possível esconderijo localizado em imóvel relacionado a P.J.A.M., nas proximidades de uma igreja na Estrada da Tabuleta, em Piquete. A Polícia Civil informou que as informações prestadas encontram respaldo em registros anteriores, incluindo ocorrências via Copom 190, que já indicavam M.R.S. como possível último contato com Bruna.
Com base nos elementos reunidos, a autoridade policial representou por medidas cautelares junto ao Poder Judiciário. Durante o cumprimento dos mandados em Piquete, no imóvel vinculado a M.R.S., foi apreendido um aparelho celular Samsung S5 Prime. Já no endereço relacionado a P.J.A.M., os policiais localizaram e apreenderam um telefone celular Motorola, modelo Moto E6s.
Os aparelhos serão submetidos à análise pericial para extração de dados que possam contribuir com o esclarecimento do desaparecimento. A perícia poderá buscar mensagens, contatos, registros de localização, arquivos, ligações e outras informações capazes de ajudar a reconstruir os passos de Bruna antes do sumiço e confirmar ou descartar linhas investigativas.
O caso segue no âmbito do Inquérito Policial nº 2331390/2025. A operação contou com duas viaturas e cinco policiais civis. Ninguém foi conduzido ou preso durante essa etapa das diligências, mas a investigação permanece em andamento, com foco na localização de Bruna e na completa elucidação do caso.
O desaparecimento da jovem mobiliza familiares, amigos e moradores de Cruzeiro desde setembro de 2025. Bruna desapareceu após sair do apartamento onde morava, no condomínio Colinas da Mantiqueira. Um dos pontos que chamaram atenção desde o início foi o fato de o imóvel ter sido deixado aberto antes do sumiço. Desde então, buscas foram realizadas em terrenos próximos ao condomínio, áreas de mata, brejos e regiões alagadas nas imediações, com apoio de cães farejadores, drone, voluntários e equipes de investigação.
O pai de Bruna, Marcelo Pereira da Silva, segue utilizando redes sociais e canais públicos para pedir ajuda na localização da filha. Pessoas próximas relatam que o desaparecimento provocou forte impacto emocional na família, especialmente nas duas crianças da jovem. Mesmo após meses sem respostas definitivas, os familiares mantêm a esperança de encontrar Bruna e esclarecer o que aconteceu naquela madrugada.
A Polícia Civil ressalta que há indícios de possível envolvimento de M.R.S. no desaparecimento de Bruna de Oliveira da Silva e também apura eventual participação ou auxílio de P.J.A.M., especialmente em relação à suspeita de ocultação de provas ou suporte logístico. Como o caso ainda está sob investigação, os citados devem ser tratados como investigados, sem condenação ou responsabilização definitiva até decisão da Justiça.
O desaparecimento de Bruna segue cercado de perguntas, mas o cumprimento dos mandados em Piquete indica avanço em uma linha considerada relevante pela investigação. A prioridade da DIG de Cruzeiro é localizar a jovem, esclarecer as circunstâncias do desaparecimento, identificar eventuais envolvidos e reunir provas dentro da legalidade.
Qualquer informação que possa contribuir com as investigações pode ser repassada diretamente à DIG de Cruzeiro pelo WhatsApp (12) 3143-7253. O sigilo da denúncia é garantido.


