Sábado, Maio 23, 2026
Capa

MORTE NO SEMÁFORO: FAMÍLIA PEDE PRISÃO DE MOTORISTA APONTADO POR MATAR IDOSO EM ACIDENTE NA ESTRADA VELHA


Uma parada no semáforo terminou em destruição, morte e uma cobrança que atravessa os meses em São José dos Campos. Joaquim Roberto Godoi, de 70 anos, contador aposentado e morador da Vila Maria, estava dentro de um carro na Rodovia Henrique Eroles, a SP 66, conhecida como Estrada Velha, quando foi atingido violentamente por uma Mitsubishi ASX conduzida por um homem de 37 anos. O impacto destruiu o veículo da vítima, envolveu um terceiro automóvel e tirou a vida de um idoso lembrado pela família como uma pessoa ativa, querida e cheia de vida.

O acidente aconteceu na região do Parque Industrial. Segundo as informações registradas no boletim de ocorrência, Joaquim estava acompanhado da namorada quando o carro em que eles estavam parou ou reduziu a velocidade em um semáforo. Nesse momento, a Mitsubishi ASX teria atingido o veículo com força. A violência da colisão foi tamanha que imagens feitas após o acidente mostram o carro completamente destruído, retrato de uma batida que deixou marcas profundas nos familiares.

Joaquim ainda foi socorrido com vida ao Hospital Municipal de São José dos Campos. A família recebeu a notícia logo pela manhã e seguiu às pressas para a unidade hospitalar, mas o idoso não resistiu aos ferimentos e morreu horas depois. A companheira dele também ficou ferida. Para os parentes, o que restou foi o choque de uma despedida repentina e a indignação com as circunstâncias do acidente.

De acordo com informações do caso, o motorista da Mitsubishi apresentava sinais de embriaguez. O registro apontou odor etílico e fala pastosa. Ele recusou o teste do bafômetro e passou por exame clínico, que indicou estado de “alcoolizado, porém não embriagado”. Após ser levado à delegacia e prestar depoimento, o condutor acabou liberado, situação que aumentou a revolta da família.

O caso foi registrado como homicídio culposo na direção de veículo automotor, lesão corporal culposa e embriaguez ao volante. A Polícia Civil requisitou perícia e exames complementares para apurar a dinâmica da batida, a velocidade do veículo, os sinais de embriaguez apontados no boletim e a responsabilidade do motorista envolvido na colisão.

Quase seis meses depois, a família de Joaquim segue pedindo justiça e cobra a prisão do motorista. Para os parentes, a morte do idoso não pode ser tratada como uma fatalidade comum do trânsito. Eles sustentam que a combinação de alta velocidade, sinais de embriaguez e uma colisão contra um carro parado ou reduzindo no semáforo resultou em uma tragédia que poderia ter sido evitada.

A investigação segue em andamento para esclarecer todos os detalhes do acidente. Enquanto isso, a família afirma que continuará buscando respostas. Para eles, o que aconteceu na Estrada Velha não destruiu apenas um carro. Interrompeu uma vida, feriu outra pessoa, abalou uma família inteira e deixou uma pergunta que ainda cobra resposta: por que o motorista apontado no caso foi liberado após uma colisão que terminou em morte?

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

error: Content is protected !!