TAUBATÉ CONFIRMA MORTE DE JOVEM DE 21 ANOS POR DENGUE E CHEGA AO QUARTO ÓBITO PELA DOENÇA
A dengue voltou a deixar uma marca dolorosa em Taubaté. A Prefeitura confirmou a morte de Kaliene Aparecida Scarpa da Silva, de apenas 21 anos, como o quarto óbito provocado pela doença no município. A jovem, moradora do Parque Três Marias, morreu no dia 28 de abril, e o resultado comprobatório foi emitido em 13 de maio pela Vigilância Epidemiológica.
Kaliene morreu com suspeita de dengue hemorrágica, segundo informações relacionadas ao caso. De acordo com a Prefeitura, a jovem possuía comorbidades. A confirmação da morte amplia o alerta em Taubaté, que já havia decretado situação de epidemia de dengue em abril e enfrenta crescimento de casos, óbitos confirmados e mortes ainda em investigação.
O caso também é cercado por questionamentos da família. Familiares sustentam que o quadro clínico de Kaliene teria sido agravado por falhas no atendimento médico e demora na transferência hospitalar, apontando possível negligência. A Prefeitura informou anteriormente que apura as circunstâncias do atendimento prestado à jovem.
Em relato sobre os momentos que antecederam a piora do quadro, a madrinha de Kaliene afirmou que a jovem teria procurado atendimento, mas não teria passado por exame específico para dengue. “Não fizeram sequer um exame de dengue. Disseram que era só uma virose e mandaram ela para casa”, declarou.
Até esta sexta-feira, 22, Taubaté contabilizava 2.521 casos positivos de dengue, quatro mortes confirmadas e seis óbitos suspeitos. Além de Kaliene, o município já havia registrado a morte de um homem de 80 anos, morador do Jardim Gurilândia, de uma adolescente de 13 anos e de um homem de 54 anos, ambos moradores do Residencial Estoril.
Entre as vítimas da doença está Gabriella Caroline Custódio, de 13 anos, que morreu no dia 8 de abril após passar mal e procurar atendimento no serviço municipal de saúde desde o começo daquele mês. A adolescente era moradora do Residencial Estoril. A confirmação da causa da morte ocorreu após a conclusão dos exames laboratoriais, divulgados no dia 30 de abril.
A morte de Gabriella também causou forte comoção entre familiares e amigos. Em publicação nas redes sociais, Larissa, irmã da adolescente, desabafou sobre a perda e a dor da família. “Minha irmã não era só mais um número”, escreveu, em uma mensagem que repercutiu diante do avanço da doença no município.
Outra morte que ainda está sob investigação é a de Renata Moraes Xavier Oliveira, de 41 anos, que morreu em Taubaté na noite de terça-feira, 19. A suspeita é de que o óbito tenha sido provocado pelo vírus da dengue. Renata era filha do ex jogador de futebol Reinaldo Xavier, que marcou época com as camisas de Taubaté, Palmeiras, Atlético Mineiro e Juventus nos anos 1980. Ela era conhecida pela alegria, carisma e dedicação à família.
A Prefeitura afirma que intensificou as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, com nebulização, visitas domiciliares, mutirões de limpeza e campanhas de conscientização. As medidas foram ampliadas após o município decretar situação de epidemia, em meio ao avanço dos casos e ao aumento de mortes confirmadas e suspeitas.
No Vale do Paraíba, o cenário também preocupa. A região chegou a oito mortes confirmadas por dengue desde o começo do ano, com óbitos registrados em quatro cidades. Taubaté lidera os registros, com quatro mortes, seguida por Jacareí, com duas, São José dos Campos, com uma, e Tremembé, também com uma. O número de mortes suspeitas chegou a 16, ainda aguardando exames laboratoriais. Ao todo, 6.908 casos de dengue já foram confirmados na região.


